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14 de abril de 2016

‘Não Me Abandone Jamais’, Kazuo Ishiguro


♥lá todo mundo!

Como estão vocês e suas leituras? Estou numa correria muito gostosa com as minhas, mas muito gratificante também. Não posso reclamar porque até então só li livros muito bons ou médios, mas nenhum ainda classificado como ruim. Sendo assim, estou no lucro.

E por falar em livro muito bom preciso contar para vocês sobre mais uma leitura que fiz, de mais um livro do Kazuo Ishiguro. Conheci a escrita do autor este ano – quando li “O Gigante Enterrado” |RESENHA AQUI| - e fiquei apaixonado. Quando terminei a leitura de Não me Abandone Jamais, fui arrebatado por uma onda de emoção inexplicável, por isso a demora de postar a resenha. Mas agora está aqui para vocês.


 Publicado no Brasil pela primeira vez em 2010, também pela editora Companhia das Letras, “Não Me Abandone Jamais” conta a história de Kathy e seus amigos Tommy e Ruth. Eles se conheceram ainda na infância, quando frequentavam a mesma escola, a famosa e querida Hailsham, um colégio do interior da Inglaterra. Lá eles viveram aventuras e brincadeiras de criança, descobriram sentimentos de amor e amizade, e juntos descobriram também que há muito mais do que se pode ver naquele lugar.  Há algo de diferente nas crianças de Hailsham; elas já nasceram com seus destinos traçados, eles irão apenas crescer para ser “cuidadores” e “doadores”. Não alcançarão nem mesmo a meia-idade. Mas o que é ser um doador? O que é ser cuidador? Esses são alguns dos segredos que vamos descobrir com Kathy durante a leitura dessa obra prima que nos foi dada pelo Ishiguro.


A história se passa na Inglaterra e é contada em primeira pessoa, sob a visão de Kathy, que tem 31 anos e está às vésperas de ser doadora. Kathy narra toda sua trajetória, desde quando entrou em Hailsham, como conheceu Tommy e Ruth, as descobertas e questionamentos acerca dos costumes e das pessoas que trabalhavam no colégio. É uma narrativa que não segue o tempo cronológico, nos remete perfeitamente a uma conversa entre amigos e Kethy nos conta o que aconteceu no passado, ao mesmo tempo reflete sobre uma situação sob um novo olhar, concluindo coisas novas, fazendo nós leitor refletir até chegarmos juntos a uma conclusão. É uma narrativa que evolui tanto quanto os personagens.

Quando comecei a ler tive a mesma sensação de quando comecei O Gigante enterrado: - “a narrativa é devagar, vou demorar um século para terminar esse livro”. Mas gente, eu me enganei! Como já disse anteriormente é uma narrativa que parte da simplicidade para a grandiosidade. É evolutiva e quem está lendo cresce junto com os personagens, até chegarmos ao ápice da emoção e da comoção.

É uma história que nos mostra pessoas talentosas e inteligentes, que poderiam ter uma vida inteira de sucesso se não fosse a linha já traçada para o destino de cada uma delas. Foram criadas unicamente para um propósito e é isso que nos leva a um lugar melancólico e cinzento, principalmente porque estamos enxergando a vida deles de fora. Mas não é apenas um livro que apresenta uma história triste e melancólica. O autor nos convida a refletir, nos presenteia com a possibilidade de aprender mais sobre quem somos, o que desenvolvemos e o que fazemos de nossas vidas.  Há um enredo muito rico e mensagens para levar para a vida e que estão encontra implícitas e por vezes totalmente explicitas no texto do Ishiguro.

Lendo mais esse livro do autor, percebi elementos que são característicos das suas obras - eu gosto e funciona muito bem nas histórias dele, inclusive. Um desses elementos é a REFLEXÃO. Seja numa narrativa de terceira pessoa ou em primeira pessoa, a mente reflexiva dos personagens passeando pelo tempo, refletindo situações e ações do passado, chegando a uma nova conclusão ou a um novo questionamento é um elemento marcante.


Outro elemento que funciona muito bem e que está também em “Não Me Abandone Jamais”, é a NOSTALGIA. A lembrança de pequenos gestos, de objetos simples, de cenas que parecem não ter significado algum aos olhos de quem vê de fora, mas que preenche o personagem de alguma forma. Os personagens do Ishiguro são traçados com essa característica – assim também foi com Axl e Beatrice em O Gigante enterrado.

Por último preciso destacar o amor sendo colocado à prova. Houve uma situação neste livro que me fez lembrar muito o livro anterior. Os personagens são “obrigados” a provar o amor que tem pelo outro (no sentido de relação amorosa mesmo), a partir de algum elemento subjetivo: seja através de perguntas sobre o passado, um olhar que brilha, a maneira como fala do outro com ternura, ou através da inspiração que se tem por estar apaixonado e que se reflete nas coisas que produz.

“ (...) Madame tem uma galeria, em algum lugar, repleta de trabalhos nossos, desde que éramos pequenos. Vamos supor que apareça um casal se dizendo apaixonado. Ela tem como encontrar os trabalhos que eles produziram durante vários e vários anos. Tem como ver se batem. Se combinam. Não se esqueça, Kath, de que as coisas que ela tem revelam a nossa alma. E ela pode decidir, sozinha, o que é um bol relacionamento e o que é uma paixonite boba.” Pág. 215

Se eu pudesse definir Não me abandone jamais em uma palavra, diria que é uma obra sublime. Uma história que agrupa os sentimentos mais bonitos e necessários na vida de uma pessoa – amizade, amor, companheirismo, simplicidade e sentimentalismo. Um enredo tocante, com personagens bem traçados, que se apegam a coisas simples, a situações simples da vida e que nos mostra que as maiores riquezas que podemos ter na vida são as boas lembranças de coisas que nos fizeram e nos fazem feliz até hoje.

Não me abandone jamais é uma leitura necessária para quem já qualquer outro livro do Kazuo Ishiguro.

Espero que busquem saber mais sobre o livro, que deem uma chance porque realmente vale apena.
Bjux 1.000

Diih ♥

18 de março de 2016

‘Ela Está Em Todo Lugar’ (Princess X), Cherie Priest



✩Olá, pessoas!

Gostaria de começar a postagem/ resenha de hoje pedindo desculpas pela quantidade mínima de postagens na semana. A faculdade está “daquele jeito”, o período de provas já começou e vocês sabem o que isso significa, no que isso tudo resulta, não é? Obrigado pela compreensão de vocês – peço desculpas também pela falta de visitinhas aos blogs de amiguinhos e colegas.

Agora vamos ao que interessa. Ela está em todo lugar. Alguém já viu a Princess X por aí?! Se ainda não viu vou contar um pouquinho sobre ela e quem sabe vocês possam ter um encontro bacana!


May e Libby se conheceram ainda no jardim de infância, quando se mudaram no mesmo ano para a mesma escola. Juntas criaram a Princess X, uma princesa com toda uma história de vida e traços lindos. A personagem criada por Libby, com história de May, é uma heroína belíssima e diferente de todas as outras que alguém já viu. É através dela que as duas vivem aventuras e exploram a imaginação como nunca fizeram. Mas a misteriosa morte de Libby e da mãe dela num acidente de carro interrompe a vida no mundo paralelo habitado pelas amigas. Os anos se passam e durante um passeio May começa a ver imagens da Princess X espalhadas pela cidade, em formato de adesivos e pôsteres, e descobre um site especializado em vendas de produtos da personagem que ajudou a criar. No site a garota encontra uma história desconhecida, o que sugere que a garota está viva e está tentando se comunicar através de mensagens ocultas. Junto a um Hacker, o vizinho chamado Patrick – mais conhecido como Trick – May não vai descansar enquanto não encontrar a amiga e entender o que realmente aconteceu.

Ela está em todo lugar é um livro de ficção juvenil, da autora Cherie Priest, publicado pela Editora Gutenberg no ano passado. A autora já escreveu mais de 12 livros, além de ter contos e artigos publicados em revistas americanas. A aventura de Libby e May é mais uma história da autora, que misturou história em quadrinhos a uma narrativa como  já estamos acostumados. Os desenhos são lindos e a edição da editora está maravilhosa.

O livro é narrado em terceira pessoa, o que favorece a narrativa de histórias com investigação e aventura porque podemos ter uma visão de tudo o que está acontecendo, o que está além do personagem principal. A autora conseguiu escrever uma narrativa fácil, uma ficção que realmente enquadra o jovem leitor por ser de fácil entendimento. No entanto há algumas ressalvas que gostaria de fazer.


Comecei adorando o livro. A história começa muito bem, a narrativa, a descrição e a linguagem muitas vezes não padrão – a autora utiliza gírias e expressões internetês - aproxima o leitor do que está sendo contado e rapidamente você consegue ler. No entanto, num determinado momento a autora peca feio e o texto segue corrido e fácil demais.

Quando digo fácil e corrido demais quero dizer que: a) existe uma trama e um mistério a cerda da “morte” da personagem Libby e algumas pistas são dadas para que isso aconteça. Nesse momento o leitor parte para uma aventura onde as pistas e as descobertas são fáceis demais, tudo está entregue muito fácil sem ao menos causar intriga na mente do leitor; b) ainda sobre a trama e sobre a facilidade de descoberta de pistas, o leitor não tem a chance de saber muitos detalhes sobre o cenário, não existem dificuldades nem personagens além de May e Trick para dar certa realidade à história, tornar ela mais empolgante e fazer o leitor raciocinar um pouco. Está tudo muito entregue e isso me incomodou profundamente.

Acredito que para que uma história seja considerada ótima há alguns elementos cruciais que precisam ser bem desenvolvidos. Um dos elementos é a construção dos personagens – inclusive os achei superficiais demais, nada agradáveis e nada carismáticos – e o outro é a ambientação. É preciso criar um espaço convidativo, detalhar esse espaço a ponto de fazer o leitor se enxergar ali no meio e isso não aconteceu comigo nessa história.


✩✩✩

No geral, o livro Ela está em todo lugar mistura ficção e realidade, texto e imagens para complementar e dar ao leitor pistas sobre a história. Apesar de ter uma premissa interessante, que promete uma história totalmente empolgante ao leitor, e nos apresentar informacões sobre o lado negro da internet e tudo o que ela guarda da vida das pessoas, o texto infelizmente deixa a desejar, fazendo da história uma narrativa boba, sem muito a acrescentar, mas que vale a pena ler para passar o tempo e sair de uma ressaca literária.

✎ Lembrando que essas são apenas opiniões minhas - gosto ser o mais sincero possível -, o que não quer dizer que a sua experiência com a leitura será a mesma. Caso tenha vontade de ler encare a leitura, depois volte para me contar sua opinião.

Até mais!
Bjux 1.000

♥

4 de março de 2016

O Gigante Enterrado, Kazuo Ishiguro


♥
“(...) Prometa, princesa, que não vai esquecer o que sente por mim no fundo do seu coração neste momento. Pois de que adianta uma lembrança voltar da névoa se for apenas para apagar outra? Você me promete isso, princesa?”
♥
Olá!

Hoje vou contar para vocês sobre O Gigante enterrado, narrativa do autor Kazuo Ishiguro, que também escreveu “Os resíduos do dia” e “Não me abandone jamais” – minha próxima leitura -, ambos publicados também pela Editora Companhia das Letras.

Gostaria de deixar claro que em todas as resenhas que escrevo levo em consideração minha leitura, livre de qualquer influência. Portanto, posso ter uma visão diferente das demais, contanto que seja coerente. O meu papel aqui no blog é passar para o leitor minhas impressões e opiniões, acerca da história, de maneira justa e verdadeira, respeitando a editora, que me cede os livros e confiam no meu trabalho, mas acima de tudo sendo fiel a mim porque só assim serei fiel a vocês. Ok?


O Gigante enterrado é um livro que carrega em si um enredo simples, mas muito bem desenvolvido. O cenário onde a narrativa se desenvolve é a Grã-Bretanha num cenário pós-guerra entre bretões e saxões, e após a queda do Rei Arthur – figura lendária, que de acordo com as histórias medievais comandou a defesa contra os invasores saxões no fim do século V. Nesse cenário caótico a população se encontra amedrontada, à mercê dos ataques de ogros e de uma névoa que causa esquecimento na mente das pessoas. Axl e Beatrice, um casal de idosos saxões, sofre com esse esquecimento, pois nem sequer se lembram do rosto do filho quando decidem sair de onde estão para procurá-lo. Cheios de dúvidas, lembranças vagas, mas sem perder as esperanças, os velhinhos partem de onde estão numa caminhada lenta, mas cheia de indagações e descobertas. Conhecem o senhor Gawain, fiel soldado do Rei Arthur, um garoto misterioso que se chama Edwin, além do guerreiro – um rapaz muito confiante de si e muito inteligente – Wistan, que segue sua jornada a fim de matar a dragoa que afunda o passado dos habitantes daquela população no esquecimento. Será que é uma boa ideia acabar com a névoa do esquecimento e relembrar o passado? Será que isso poderia colocar o amor de Axl e Beatrice à prova e destruir a paz que vive naquele lugar agora?

Narrado em terceira pessoa O Gigante Enterrado é um livro cativante, que apesar da simplicidade da narrativa e dos acontecimentos leva o leitor a um cenário brilhante, onde fatos históricos e fantasia dialogam perfeitamente. Os personagens são intrigantes e conquistam você desde o primeiro momento como, por exemplo, os protagonistas Axl e Beatrice, tão cumplices e gentis, que passam a ser um molde de união feliz e estável de um casal, mas num dado momento também um questionamento sobre como um relacionamento pode manter-se tão perfeito durante tanto tempo. Será que existe algo por trás daquele chamado de “princesa” que o marido faz para sua esposa a todo o momento?  

O uso de metáforas está presente na maior parte da história, que nas entrelinhas nos apresentam mensagens sobre amor, sobre o que fica depois da guerra e sobre a importância da memória, seja ela sobre a real identidade de quem somos ou dos grupos que vivem ao nosso redor. Além disso, a importância do perdão e o reflexo do ódio presente na sociedade estão explicitamente “desenhados” nas linhas que compõem a narrativa e que de alguma forma representa nossa realidade.


E o que dizer do Gigante enterrado? Ao ler o título do livro e à medida que avança na leitura você pode imaginar que uma narrativa que se envereda pelo mundo da fantasia em que fadas, ogros e outros seres folclóricos estão inseridos na trama, existirá também um gigante fazendo seu papel em algum capítulo. E você não está errado em pensar isso, embora esse gigante seja uma metáfora presente de maneira sutil em todos os capítulos e explícito nos momentos finais do livro. E essa será uma das grandes reflexões sobre a história.

Engana-se quem pensa que a leitura será sempre um mar de rosas. Apesar de o livro ser muito bom e cativante, como já foi dito, o enredo não conta com reviravoltas empolgantes, do tipo que prende completamente o leitor. O autor aposta na simplicidade dos fatos e nos pequenos detalhes que por sinal merecem toda atenção. Demorei um pouco para fazer a leitura porque de fato achei que em vários momentos a leitura ficou chata. No entanto, valeu a pena voltar e prestar atenção e ler até o fim.

Por fim, o Gigante enterrado – que ganhou uma edição maravilhosa da editora Companhia das Letras - é um livro para ser lido sem pressa, de coração aberto e com atenção. Apesar de ter uma narrativa simples há muito por trás de cada capítulo e dos diálogos dos personagens. O autor transforma simplicidade em algo grandioso e essa foi uma das características que mais me atraiu em sua obra, com essa leitura que marca meu primeiro contato com o Ishiguro.

Leiam, reflitam e se apaixonem.
Bjux 1.000!

♥     

19 de agosto de 2015

{Extra} Parceria com o autor João Gabriel Brene



♥ieee! =) 
Como estão todos? Lendo muitos livros por aí? Espero que sim. Estou do lado de cá curtindo minhas férias e aproveitando a chuva e o frio pra ler muito também. 

Peço licença a vocês hoje, na quarta-feira da resenha, para apresentar uma novidade especial. Gostaria de anunciar a parceria do Blog Vida & Letras com o querido João Gabriel Brene, autor da trilogia Johnny Bleas – Um Novo mundo, lançada em abril deste ano pela Editora Pandorga.


***
Durante um passeio pela blogosfera tive o prazer de ler um pouco sobre a série Johnny Bleas e fiquei encantado com a premissa do primeiro livro. Imediatamente visitei as páginas e o site do autor, em seguida entrei em contato com ele, que me respondeu muito atencioso e esbanjando simpatia. Obrigado, Brene!

Enquanto escrevia essa postagem  reli o e-mail que enviado ao JG e vi que enviei uma quantidade absurda de erros... Meu Deus, que vergonha. Me ajude a superar isso!

O JG Brene é formado em Design de animação e especializou-se em efeitos visuais e 3D, em Los Angeles, na Califórnia. Quando voltou ao Brasil dedicou-se ao empreendedorismo, computação gráfica, e seguiu sua carreira acadêmica buscando expandir seus horizontes com um master em marketing e gestão comercial. Amante da arte é fã de cinema e apreciador de vinhos e boa gastronomia. Decidiu, desde a infância, expor sua criatividade, a fim de promover o poder da imaginação, contando e escrevendo obras de ficção e aventura.

Como já disse, o livro 1 da série, Johnny Bleas - Um Novo mundo, foi lançado em abril de 2015 e o próximo livro tem previsão de lançamento entre dezembro deste ano e março de 2016. Portanto, leiam a sinopse da primeira parte da trilogia e se apaixonem.




A obra conta a história do órfão de pai e mãe, Johnny Bleas, que mora com seus tios em uma fazenda no interior do estado. Mas, ao acordar certa manhã e deparar-se com a horrível cena de assassinato dentro de sua própria casa, a sincronia da sua vida se desfez e seu mundo começa a girar em meio a inesperadas desventuras. O triste som da morte abre as portas para algo que Johnny nunca poderia imaginar. Com o descuido de um passo em falso, ele é levado a uma nova dimensão, um novo mundo onde gnomos, castelos e piratas é apenas o começo. Um lugar mágico em que os enigmas do seu passado são revelados, onde o oculto que por tanto tempo dormiu, renasce e o assassino é descoberto em uma trama muito maior do que o esperado. Asterium é o novo mundo, onde cada uma das peças do quebra cabeça se reconstitui, à medida que antigas peças se encaixam, novos mistérios nascem a partir de uma profecia que lhe defronta com o medo e a coragem de encarar um novo destino.



Para entrar em contato com o autor visite o site www.jgbrene.com ou
acessem:
Instagram e twitter: @jgbrene


“Como autor, devo admitir que sou grande fã do enredo, não somente pelo mundo cheio de aventuras, mas descobri também que o livro me ensinava coisas extraordinárias a cada página. Por serem capítulos curtos e uma história apaixonante lia e relia muitas vezes, o que me fazia encontrar cada vez mais história para contar. O livro 1 "Johnny Bleas - Um Novo Mundo", com certeza fez seu papel perfeitamente ao introduzir o leitor ao novo mundo e intriga-lo com o assassinato da Srta. Marta Case, que revela apenas a ponta do iceberg das grandes desventuras de Asterium.” (João Gabriel Brene)

É isso, gente! Estou muito feliz com essa parceria e já adianto que logo, logo postarei uma resenha sobre “o novo mundo”, junto a mais uma surpresa. Fiquem ligados.

Até mais,
Bju, Bju do Diih ♥.

20 de junho de 2015

Entrevista com o autor #2 – T.F Portsan, “Caçadores a ascensão das trevas”



Oi gente! *
Hoje eu trago para vocês mais uma entrevista da coluna "Entrevista com o autor", desta vez entrevistando o  T.F Portsan, um jovem mineiro que mora em Salvador há alguns anos, autor da trilogia Caçadores a ascensão das trevas.



Já repararam o quanto a nossa literatura está sendo cada vez mais aceita e divulgada ultimamente? Histórias fantásticas e escritores jovens, cheios de ideias bacanas estão ganhando um espaço incrível e merecido no mercado editorial, nas prateleiras das livrarias e nos nossos corações. É por isso que hoje eu quero apresentar a vocês o T.F Portsan, um jovem autor da série "Caçadores - A ascensão das trevas", livro que foi lançado no dia 13 deste mês, na Livraria Cultura, aqui em Salvador. Eu fui lá garantir meu exemplar. Confiram a sinopse do livro e, em seguida, a entrevista.

Existe uma passagem de fluxo intermitente entre o mundo humano e a dimensão fantástica, que torna esses dois universos uma única porção simbiótica, na qual criaturas místicas andam e vivem entre os humanos sem que estes percebam. Você não se admiraria se, numa noite escura, enquanto atravessa um parque deserto no centro da cidade, esbarrasse em um metamorfo sedento por sangue e destruição e, infelizmente, fosse atacado pela fera.É para evitar esses encontros que existem os Caçadores, homens e mulheres
dispostos a proteger e salvaguardar a espécie humana dos instintos animalescos que movem as criaturas da noite.Entretanto, uma batalha poderosa se aproxima e, talvez, nem mesmo os mais
corajosos Caçadores conseguirão triunfar sobre as trevas.

*.*.*

*"Caçadores - A ascensão das trevas" é o volume 1 da série de três livros. O que vamos encontrar nesse primeiro livro?


T.F PORTSAN: Exatamente. No primeiro livro, o leitor conhecerá a fundo o Clã dos Caçadores, a Sede, a sua rotina e parte dos responsáveis pelos rumos do enredo. Será apresentado, também, à história em sua essência, todos os segredos que foram guardados por anos e que agora estão à mostra para qualquer um que os deseje conhecer. É o livro introdutório. Costumo dizer que Caçadores – A Ascensão das Trevas é o manual para o leitor que, assim como nós Caçadores, deseja lutar ao nosso lado na guerra que se aproxima contra um inimigo muito poderoso.

*Quanto tempo até o texto ficar pronto?

T.F PORTSAN: Os relatórios oficiais, conforme manda O Manuscrito dos Ossos, são escritos desde a fundação do Clã dos Caçadores. Entretanto, a pedido do rei Daniel, que me designou para o cargo de relator da Sede, copilei o essencial de toda a história dos Caçadores e coloquei tudo nesse primeiro livro. Levei um ano para conseguir um material consistente e coerente. Entretanto, ao longo dos três anos seguintes, acrescentei partes de fundamental importância para a instrução dos novos Caçadores que lerão o livro, e retirei outros que, embora possuíssem igual importância, ainda não estão prontos para serem revelados.

* Você permitiu a influência de algum autor ou alguma outra história no processo de escrita?

T.F PORTSAN: Como sou um leitor compulsivo, há muito da forma dos autores que eu costumo ler na minha própria dinâmica de escrita. Entretanto, com o passar do tempo, você consegue alcançar uma maneira sua, uma identidade literária que se reflete no jeito como você posiciona palavra e orações, buscando tornar o texto o mais compreensível e limpo possível. Quanto à história, não. Ela sempre existiu. Existia antes de mim e você existirmos. O Clã dos Caçadores é uma sociedade secular que sempre esteve aí. Entretanto, devido aos últimos e urgentes acontecimentos, viu-se a necessidade de torná-la pública, pois, como diz o rei Daniel, o conhecimento dos fatos é a única forma de se alcançar a iluminação.

*Quais gêneros literários você costuma ler? Tem um autor especial?

T.F PORTSAN: Leio um pouco de tudo, justamente por ter amor pelo hábito da leitura desde muito pequeno. No entanto, meu estilo usual é a literatura fantástica, é o que mais toma o meu tempo e fascínio. Mas gosto também da literatura policial, de suspense e terror, que traz consigo muito da magia do mistério. Acredito que nem tudo precisa ser dito, e os livros de suspense policial têm muito disso, de trabalhar nas entrelinhas. Meu autor favorito é Dan Brown, para mim, uma sumidade quando o assunto é suspense e pontos de virada dentro do enredo.

*Você já está escrevendo a continuação de Caçadores? Tem previsão de quando pretende lançar a segunda parte da série?

T.F PORTSAN: Estou escrevendo, sim. A história não para. O Clã dos Caçadores está passando por momentos turbulentos que não tardam a atingir toda a humanidade. Estamos lutando para que os efeitos dessa tempestade que se aproxima sejam sentidos de maneira mínima pelas pessoas, para que não causem danos tão catastróficos. Se sairmos vivos dessa grande batalha, pretendo trazer para a superfície novas aventuras dos Caçadores em breve, mas ainda não há data para que isso aconteça, porque não há certeza alguma sobre o nosso futuro.

* E o processo de escrita, como se deu?

T.F PORTSA: Em 2008, quando fui encontrado pela Patrulha dos Sentinelas, o rei Daniel designou-me para o cargo de relator oficial do Clã. Daí, então, comecei a documentar toda a história dos Caçadores que eu presenciava diariamente na Sede. Quando Daniel pediu que eu tornasse tudo público, já havia um bom material para ser utilizado.

*Gostaria que falasse - brevemente - da história e por que você acha que o leitor vai gostar de fazer essa leitura.


T.F PORTSAN: A leitura de Caçadores – A Ascensão das Trevas é indispensável para aqueles que, assim como nós, estão dispostos a lutar contra um mal grandioso que se aproxima. Infelizmente, os portões para os Círculos Inferiores foram abertos e, em pouco tempo, as trevas serão capazes de dominar tudo o que vive sobre a face da Terra. Precisamos de voluntários que se alistem para fazer parte das nossas linhas de combate e que dividam do nosso principal objetivo: preservar as raças humana e fantástica. No entanto, para isso, aquele que pretende se juntar a nós precisa conhecer a nossa história através da leitura desse primeiro livro. Nunca se sabe quando um grupo da Patrulha dos Sentinelas, designado pelo próprio rei, entrará no seu quarto no meio da noite e convocará você para ser o nosso mais novo irmão Caçador. Melhor estar preparado.

É isso, gente! O que acharam da entrevista? E do livro? Contem-me tudo! Na próxima postagem trarei uma surpresa para vocês. Enquanto isso assistam o book trailer de Caçadores  A ascensão das trevas.


*Página da série de livros caçadores no facebook – LINK

*Compre o livro – LINK
*Página Oficial do autor - LINK

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