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16 de outubro de 2017

[SORTEIO] 'NÃO ME ABANDONE JAMAIS', DE KAZUO ISHIGURO



Kazuo Ishiguro ganhou o prêmio Nobel de Literatura 2017 no último dia 05 de outubro, por isso o Blog Vida & Letras, em parceria com a Editora Companhia das Letras, quer presentear um leitor para ler "Não me abandone jamais", um de seus livros de maior sucesso, adaptado para o cinema em 2010. No Brasil, o livro foi publicado pela primeira vez no ano de 2005 e e teve sua segunda edição em 2016, pela editora. 


Saiba um pouco mais sobre o livro e participe do sorteio.


★★★

Quando terminei a leitura de "Não me abandone jamais" fui dominado por uma onda de emoção e perplexidade inexplicável. Não foi fácil escrever ou falar sobre essa história que possui uma narrativa capaz de quebrar tabus e conceitos já estabelecidos, encravados na mente humana. Mas isso é feito de maneira sutil, por vezes poética e saudosista.

Uma narrativa que parte da simplicidade para a genialidade. O leitor vai crescendo com a personagem até que finalmente cheguem ao ápice da emoção e comoção juntos.


SOBRE A HISTÓRIA

Narrado em primeira pessoa, "Não me abandone jamais" nos apresenta a história de Kathy, "cuidadora" há onze anos, agora se preparando para ser "doadora". Com 31 anos de idade ela começa a refletir sobre as coisas que viveu durante toda sua vida até agora. A mulher vai nos apresentar aos seus amigos de infância, Tommy e Ruth, e a famosa Hailsham, um colégio do interior da Inglaterra onde estudaram. Lá eles viveram grandes aventuras e experiências, conheceram também os sentimentos de amor e  amizade, e descobriram que naquele lugar onde viviam havia mais segredos do que eles poderiam imaginar. Há algo diferente nas crianças de Hailsham: eles já nasceram com seus destinos traçados; irão apenas crescer para serem cuidadores e doadores. Não alcançarão nem mesmo a meia idade. Mas o que é ser um doador? O que é ser um cuidador? Esses são algumas das questões que vamos entender na história

REGRAS

Se você gostou do que leu e está curioso para ler o livro, fique atento às regras do sorteio e boa sorte!

★ Siga todas as regras obrigatórias, que estão no Reflecopter, e/ou as opções extras (caso ache pertinente). As regras são simples, mas necessárias;
★ Em seguida, comente "Estou participando" + seu e-mail nos comentários dessa postagem. 
★ O resultado do sorteio no dia 01 de novembro, na aba "PROMOÇÕES", no Menu do Blog.
O livro será enviado pela editora com o prazo de até 60 dias, após o recebimento do endereço do (a) ganhador (a).
★ O ganhador tem o prazo de 48 horas para responder ao e-mail, caso não o faça será feito outro sorteio.

Kazuo Ishiguro nasceu em Nagasaki, no Japão, em 1954,e mudou-se para a Inglaterra aos cinco anos.É autor de sete livros traduzidos em mais de quarenta países, entre eles Os Vestígios do dia, vencedor do Booker Prize em 1989, e O gigante enterrado, ambos publicados pela companhia das letras. Não me abandone jamais foi finalista do prêmio Man Book Prizer 2005.


Bjux,




14 de abril de 2016

‘Não Me Abandone Jamais’, Kazuo Ishiguro


todo mundo!

Como estão vocês e suas leituras? Estou numa correria muito gostosa com as minhas, mas muito gratificante também. Não posso reclamar porque até então só li livros muito bons ou médios, mas nenhum ainda classificado como ruim. Sendo assim, estou no lucro.

E por falar em livro muito bom preciso contar para vocês sobre mais uma leitura que fiz, de mais um livro do Kazuo Ishiguro. Conheci a escrita do autor este ano – quando li “O Gigante Enterrado” |RESENHA AQUI| - e fiquei apaixonado. Quando terminei a leitura de Não me Abandone Jamais, fui arrebatado por uma onda de emoção inexplicável, por isso a demora de postar a resenha. Mas agora está aqui para vocês.


 Publicado no Brasil pela primeira vez em 2010, também pela editora Companhia das Letras, “Não Me Abandone Jamais” conta a história de Kathy e seus amigos Tommy e Ruth. Eles se conheceram ainda na infância, quando frequentavam a mesma escola, a famosa e querida Hailsham, um colégio do interior da Inglaterra. Lá eles viveram aventuras e brincadeiras de criança, descobriram sentimentos de amor e amizade, e juntos descobriram também que há muito mais do que se pode ver naquele lugar.  Há algo de diferente nas crianças de Hailsham; elas já nasceram com seus destinos traçados, eles irão apenas crescer para ser “cuidadores” e “doadores”. Não alcançarão nem mesmo a meia-idade. Mas o que é ser um doador? O que é ser cuidador? Esses são alguns dos segredos que vamos descobrir com Kathy durante a leitura dessa obra prima que nos foi dada pelo Ishiguro.


A história se passa na Inglaterra e é contada em primeira pessoa, sob a visão de Kathy, que tem 31 anos e está às vésperas de ser doadora. Kathy narra toda sua trajetória, desde quando entrou em Hailsham, como conheceu Tommy e Ruth, as descobertas e questionamentos acerca dos costumes e das pessoas que trabalhavam no colégio. É uma narrativa que não segue o tempo cronológico, nos remete perfeitamente a uma conversa entre amigos e Kethy nos conta o que aconteceu no passado, ao mesmo tempo reflete sobre uma situação sob um novo olhar, concluindo coisas novas, fazendo nós leitor refletir até chegarmos juntos a uma conclusão. É uma narrativa que evolui tanto quanto os personagens.

Quando comecei a ler tive a mesma sensação de quando comecei O Gigante enterrado: - “a narrativa é devagar, vou demorar um século para terminar esse livro”. Mas gente, eu me enganei! Como já disse anteriormente é uma narrativa que parte da simplicidade para a grandiosidade. É evolutiva e quem está lendo cresce junto com os personagens, até chegarmos ao ápice da emoção e da comoção.

É uma história que nos mostra pessoas talentosas e inteligentes, que poderiam ter uma vida inteira de sucesso se não fosse a linha já traçada para o destino de cada uma delas. Foram criadas unicamente para um propósito e é isso que nos leva a um lugar melancólico e cinzento, principalmente porque estamos enxergando a vida deles de fora. Mas não é apenas um livro que apresenta uma história triste e melancólica. O autor nos convida a refletir, nos presenteia com a possibilidade de aprender mais sobre quem somos, o que desenvolvemos e o que fazemos de nossas vidas.  Há um enredo muito rico e mensagens para levar para a vida e que estão encontra implícitas e por vezes totalmente explicitas no texto do Ishiguro.

Lendo mais esse livro do autor, percebi elementos que são característicos das suas obras - eu gosto e funciona muito bem nas histórias dele, inclusive. Um desses elementos é a REFLEXÃO. Seja numa narrativa de terceira pessoa ou em primeira pessoa, a mente reflexiva dos personagens passeando pelo tempo, refletindo situações e ações do passado, chegando a uma nova conclusão ou a um novo questionamento é um elemento marcante.


Outro elemento que funciona muito bem e que está também em “Não Me Abandone Jamais”, é a NOSTALGIA. A lembrança de pequenos gestos, de objetos simples, de cenas que parecem não ter significado algum aos olhos de quem vê de fora, mas que preenche o personagem de alguma forma. Os personagens do Ishiguro são traçados com essa característica – assim também foi com Axl e Beatrice em O Gigante enterrado.

Por último preciso destacar o amor sendo colocado à prova. Houve uma situação neste livro que me fez lembrar muito o livro anterior. Os personagens são “obrigados” a provar o amor que tem pelo outro (no sentido de relação amorosa mesmo), a partir de algum elemento subjetivo: seja através de perguntas sobre o passado, um olhar que brilha, a maneira como fala do outro com ternura, ou através da inspiração que se tem por estar apaixonado e que se reflete nas coisas que produz.

“ (...) Madame tem uma galeria, em algum lugar, repleta de trabalhos nossos, desde que éramos pequenos. Vamos supor que apareça um casal se dizendo apaixonado. Ela tem como encontrar os trabalhos que eles produziram durante vários e vários anos. Tem como ver se batem. Se combinam. Não se esqueça, Kath, de que as coisas que ela tem revelam a nossa alma. E ela pode decidir, sozinha, o que é um bol relacionamento e o que é uma paixonite boba.” Pág. 215

Se eu pudesse definir Não me abandone jamais em uma palavra, diria que é uma obra sublime. Uma história que agrupa os sentimentos mais bonitos e necessários na vida de uma pessoa – amizade, amor, companheirismo, simplicidade e sentimentalismo. Um enredo tocante, com personagens bem traçados, que se apegam a coisas simples, a situações simples da vida e que nos mostra que as maiores riquezas que podemos ter na vida são as boas lembranças de coisas que nos fizeram e nos fazem feliz até hoje.

Não me abandone jamais é uma leitura necessária para quem já qualquer outro livro do Kazuo Ishiguro.

Espero que busquem saber mais sobre o livro, que deem uma chance porque realmente vale apena.
Bjux 1.000

Diih
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