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A resenha de hoje é sobre o primeiro livro da Saga dos Jubardentes, de Raymond E. Feist, autor de A Saga do Mago. O livro introdutória da nova série foi publicado pela Harper Collins com pouco mais de 500 páginas e tradução de Ana Cristina Rodrigues.
O rei das cinzas é um livro de ficção inglesa, cujo cenário caótico, consequência de uma traição que se deu a partir de uma aliança do rei Ludovico com três reinos, marca o fim da paz dos grandes reinos do continente de Têmbria. Agora o destino do mundo de Garn está ameaçado pela guerra, num ambiente cinzento onde a família real de Itrácia foi exonerada e assassinada junto ao seu povo, enquanto suas terras se tornam cinzas. No entanto, parece que antes de morrer a rainha deu à luz a uma criança que felizmente acabou sobrevivendo à batalha e foi raptado por uma nação grandiosa repleta de espiões e assassinos que trabalham por toda a Têmbria. Anos depois, um novo jovem é encontrado e se torna mestre-ferreiro de armas. Agora cabe aos dois órfãos de origem desconhecida lutarem para restabelecer a paz, ainda que motivados pela vingança. Mas para isso eles precisam se unir e chegarem a um acordo.
Guerra, ambição e vingança são três palavras que permeiam a narrativa e marca grandes cenas e situações vivenciados pelos distintos personagens da trama de Raymond Feist no livro introdutório de sua nova saga épica. A guerra é desencadeada logo no início do livro é fruto da ambição de grandes governantes pela luta pelo poder. A ganancia acaba por causar uma destruição em Itrácia e imagens fortes da morte e do ódio é apresentada de maneira primorosa ao leitor. É impossível não se sentir envolvido na narrativa no início do prólogo por conta dos absurdos que vemos e dos personagens iniciais que já mostram suas forças. No entanto, a história conta com detalhes minuciosos que podem tornar a leitura cansativa, muito embora saibamos que o primeiro livro de uma série sempre irá tentar nos mostrar caminhos e nos situar na ambientação e espaço onde a história acontece.
Os dois protagonistas da trama são órfãos, um clichê que pode ser visto nas grandes ficções no que tange a batalhas de guerra e salvação de mundos. Outro ponto a ser destacado sobre o clichê dos personagens é que ambos são de destaque no meio onde vivem, tem seus talentos e estão em constante treino até estarem prontos para enfrentar suas batalhas. E assim segue a narrativa que se faz exaustiva em diversos momentos, mas que também nos oferece cenas fortes e diálogos interessantes, embora deixe a desejar nas cenas de ação, se caracterizando num livro monótomo, com capítulos grandes demais e detalhes muitas vezes desnecessários.
O tom político da narrativa nos leva ao mundo imaginário, mas também nos situa nas problemáticas que enfrentamos hoje. O jogo sujo, a luta injusta e cheia de trapaças pelo poder, as vinganças incabíveis que são desencadeadas pela provocação à vaidade alheia nos dá uma ideia do porque da guerra, das mortes de inocentes e das grandes injustiças cometidas tanto dentro da história como no contexto social onde estamos inseridos.
Em suma, O rei das cinzas, é um livro que nos situa no ambiente caótico após a luta pelo poder e pela traição e por ser um livro introdutório, que nos apresenta personagens e ambientes, detalhes não vão faltar, monotonia também não. No entanto, estamos diante de uma história que promete cenas memoráveis e diálogos marcantes. Basta esperar pela continuação.
Bjão,
com carinho ♥️








