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19 de abril de 2017

Sempre Haverá Você, de Heather Butler



 ♥ Olá! 
você apaixonado por leituras leves, histórias que envolvem família, amizade e ainda tem como personagem o melhor amigo do homem. A Novo Conceito apresenta SEMPRE HAVERÁ VOCÊ, da autora Heather Butler.

Uma Família, um cão e um novo começo...

Em Sempre Haverá Você temos o garotinho George, tão doce inteligente e esperto, e Theo, seu irmão mais novo, o tipo de garoto que deixa qualquer pessoa de cabelo em pé. Além deles, você vai conhecer uma família unida e cheia de amor e um cachorro chamado Goffo. Quem conta essa história é o primogênito da família numa espécie de diário onde escreve seus pensamentos e acontecimentos de forma única. Ele tem um jeito peculiar de escrever e destaca as palavras da seguinte forma: as preferidas ficam em negrito e as que não gosta escreve com letras pequenas demais. É muito amigo e ama demais seu irmão, embora muitas vezes perca a paciência com ele. Também adora brincar de um joguinho em que ele e a mãe falam palavras novas. Aliás, a mãe do George é a pessoa favorita da vida dele mesmo que tenha amor pelo amor pelo melhor amigo, Dermo, pelo pai, os avós, seu cão. Mas agora a sua pessoa favorita da vida está muito doente e nem brinca mais de palavras novas, não sorri como antes, nem inventa poemas com o Theo. Tudo o que George deseja é fazer a mãe sorrir novamente, que ela possa voltar a brincar feliz e seja curada. Mas aos poucos ele vai aprender muito sobre a vida, e principalmente que existem coisas invencíveis e é preciso saber lidar com isso.

Quem leu A mais pura verdade, livro do Dan Gemeinhart, também publicado pela Novo Conceito, pode se identificar com a história, embora a narrativa de Butler seja mais rápida e direta. A semelhança está nos personagens cativantes, na união familiar, na graça da história e na força dos personagens.

Butler escreveu uma narrativa onde o ponto alto é a família e é lindo vê-la tão unida (embora seja perfeita demais, como naqueles comerciais de margarina). Pais atenciosos, que brinca com seus filhos e que estão sempre com eles, não deixando que lhes falte amor e companheirismo; união entre irmãos, proteção e cumplicidade também faz parte da história. E para completar um cão chamado Goffo, que é a diversão da casa. O texto é sutil, é rápido, é aconchegante, mas possui algumas falhas.

Narrado em primeira pessoa na voz de um garoto de com pouco mais de 9 anos de idade, temos uma narrativa despretensiosa, leve e fluida. Isso ajuda muito a seguir com a leitura e acredito que seja esse um dos motivos para eu ter chegado tão longe em tão pouco tempo. Porque de capítulo para capítulo temos uma quebra brusca na narrativa, começando novas situações e deixando muitas coisas soltas de um momento da narrativa para outro. Será que isso pode ser justificado pelo formato da narrativa (uma criança escrevendo no seu diário)? Seja como for, a doçura de George e a empatia que ele causa no leitor compensa.

No entanto, a questão da quebra da narrativa não me incomodou tanto quanto alguns conceitos machistas que encontrei no texto. No momento em que estamos lutando contra os rótulos, lutando pela igualdade, pelo respeito na causa LGBT, querendo excluir conceitos de que "isso é para menina e isso é para menina", por exemplo, a autora coloca no seu texto uma passagem em que o próprio personagem decide não escolher um objeto de cor rosa porque essa cor não é para um menino. Entendo que a imagem de família bonito que citei no início seja a tão comentada família tradicional, cheia de regras e rótulos. Sou a favor da família, deixo claro; mas sou contra os rótulos. 

De modo geral, Sempre haverá você é uma história leve e rápida que pode encantar e divertir o leitor pela ingenuidade dos personagens e suas peripécias. Uma história que tinha tudo para ser mais, no entanto apresenta um texto raso. Não diria memorável, mas é uma história carinhosa e gentil.

Bju,






31 de outubro de 2016

Pax, da Sara Pennypacker - A Paz na Guerra




Olá!

Você já descobriu o que te traz paz? Já descobriu qual a morada que te deixa em paz? Já descobriu o caminho que te leva à paz em meio à guerra?

Estou exatamente onde deveria estar e fazendo exatamente o que deveria fazer. Isso é paz. (Pág.: 107)

Dentre as abordagens que o livro traz, a paz na guerra, o amor e a ligação entre dois seres em meio ao caos - conflitos pessoais, conflitos de caráter e sentimentos - são as principais inspirações que marcam o texto de Sara Pennypacker, PAX, um dos lançamentos da Editora Intrínseca deste ano.

Pax e Peter são inseparáveis, há uma ligação muito forte entre eles mesmo quando, por algum motivo, se separam. Não importa onde estejam, o sentimento e a forte ligação entre eles fazem com que estejam sempre em sintonia. A raposa está agora perdida numa floresta porque o pai de Peter achou que seria melhor abandoná-la já que está indo para a guerra e o garoto, consequentemente, vai ter que morar com o avô - um velho rabugento, com um bom humor quase inexistente. No entanto, quando o garoto de 12 anos percebe que não conseguirá viver em paz sentindo a falta de sua raposa, enquanto ela está perdida e indefesa no meio da floresta, ele decide fugir da casa onde está morando para voltar ao local onde Pax foi deixada, para resgatá-la e levá-la para casa. Durante a árdua caminhada o menino acaba machucando o pé e vai parar na propriedade de uma mulher chamada Vola, que vai ajudá-lo a curar o machucado e a curar as feridas que traz consigo, causada pela mágoa; ela vai preparar o garoto para "luta", para saber se virar na estrada quando, enfim, sair de sua casa para continuar sua busca. Mas o garoto também ensinará muito à mulher, que perdeu uma perna na guerra e se martiriza por suas ações. No final, os dois descobrem algo mais sobre quem realmente são e moldam suas ações.

Enquanto isso, Pax conhece Arrepiada, uma raposa sagaz, traumatizada pelos maus tratos dos humanos, bem como seu irmão mais novo, Miúdo, além de Cinzento, uma raposa valente e que se torna companheiro de Pax. Juntos as raposas vão desbravar a floresta, fugindo dos humanos que estão colocando armadilhas e causando explosões. Nessa caminhada cheia de perigo, Pax aprenderá a caçar e conhecerá um pouco mais sobre suas origens e o seu habitat natural, o qual nunca conheceu pois vou levado por Peter quando ainda era bebê, depois da morte dos pais e dos irmãos.

Enquanto Pax e Peter tentam sobreviver aos percalços durante a caminhada tentando um reencontro, ambos vão descobrir um mundo novo e novos sentimentos. Vão descobrir mais sobre quem são e onde ficam seus respectivos lares.

Pax ocupa as prateleiras de livros infantis, nas livrarias. No entanto, ainda que seja direcionado ao público infantil, não se restringe apenas a ele. Esse  um livro para a criança, para o pai, a mãe, a família; é um livro para qualquer pessoa que, por ser gente, em algum momento torna-se um doente de guerra. O título, que é também o nome dado à raposa da história, está escrito em latim, e significa PAZ.

A narrativa de Pennypacker é leve, mas com um texto rico em significados, analogias, metáforas e referências. A autora escreveu um texto que pode ser considerado simples, mas de forma alguma simplório. E uma das coisas que mais me chamaram a atenção é que ela não subestima o poder intelectual e perceptivo da criança. Geralmente os livros infantis traz textos repletos de diminutivos e situações que são entregues facilmente ao leitor, e isso não acontece com Pax. É um livro que você se sente confortável durante a leitura e que deixa plantado na mente do leitor o desejo de refletir e ir mais além do que está dito em cada página.

A história gira em torno de Pax, a raposa, e Peter, o seu menino, que o pegou quando ainda era um filhote. Os capítulos são intercalados entre o garoto e a raposa, e podemos acompanhar o que cada um está fazendo nessa busca incessante pelo outro. A amizade entre os dois é uma das coisas mais lindas que você vai conhecer no livro e facilmente poderá pensar no seu cachorro, no seu gato, no seu bichinho de estimação, que faz você se sentir em casa, como se já tivesse encontrado um bom lar para viver. Num momento em que estamos frequentemente vendo pessoas - doentes de guerra - maltratando animais, a história de amor entre os dois seres, em PAX, e a ligação que eles têm de sentir o que o outro sente, de sentir a presença um do outro se faz inspiração para o leitor.

Peter tinha a estranha sensação de que ele e Pax eram um só. A primeira vez foi quando ele  o levou, ainda filhote, para passear. Pax viu um pássaro e começou a forçar  a coleira, tremendo como se estivesse recebendo uma carga elétrica. E Peter viu a ave pelos olhos de Pax: o incrível vôo veloz como um raio, em liberdade e velocidade absurdas. (Pág.: 23)

Além de trazer a questão da amizade entre o menino e a raposa - o ser humano, o ser animal - o texto aborda o caos causado pela guerra e a paz em meio ao caos que ela provoca. Mas isso não se restringe às guerras relacionadas à luta entre pessoas por territórios e espaços, mas sim à guerra que travamos o tempo inteiro na vida: o sentimento que a gente tenta domar e muitas vezes deixamos tomar conta de maneira negativa; a guerra entre o ser e o não ser - o quem sou? A dicotomia "bem e mal" também está presente na história, quando o enredo nos apresenta o entendimento de que nem todas as pessoas agem de maneira igual: não somos ruins, mas também não somos bons. Apenas em algum momento da vida aprendemos a controlar instintos, embora estejamos fadados a falhar de vez em quando.

Todo mundo tem dentro de si uma fera chamada raiva. E essa fera pode até ser utilizada para o bem. Muitas coisas boas vem da raiva que sentimos das coisas ruins, muitas injustiças são consertadas assim. Mas primeiro temos que descobrir como controlá-las." (Pág.: 222)

Sobre as referências que o livro traz, destaco a d' O Pequeno Príncipe, que tem como amiga uma raposa, que traz à tona a importância de cativar o outro. Além disso, Pax aborda claramente a questão da falsidade humana, do adulto e da criança - os adultos não entendem nada. Facilmente podemos lembrar do filme Marley e Eu e Para Sempre, que trazem a relação entre um humano e um animal e a ligação que existe entre eles. 

Pax é uma história de amizade, que encanta o leitor pela simplicidade do enredo, que se faz envolvente e cheio de surpresas. É um livro sobre a paz em maio à guerra, sobre a tentativa de levar a paz ao caos e a tentativa de encontrar a paz na sua moradia - um lar nem sempre é uma casa, mas às vezes pode ser uma pessoa. Uma história poética e encantadora sobre amizade, família e Paz. 

" - Afinal, você quer voltar para casa ou para seu bichinho?Dá no mesmo. - A resposta saiu espontânea e firme, o que o surpreendeu." (Pág.: 95)

XOXO.
Diih.


28 de setembro de 2016

George, Uma História de Alex Gino - 'Seja Quem Você É!' ❤




Olá! 
Hoje venho apresentar para você um livro sensível, doce, puramente amor. Mas estou falando de amor amigo, o tipo de amor que acolhe, que entende, que abraça e defende. Uma história que ainda é delicada e encarada com muito preconceito ou entendida de maneira errada por muita gente.

Vem comigo?
Dispa-se do máximo de preconceito que você puder antes de conhecer George. É só o que peço.

Podemos ir agora? 

George nasceu num corpo de menino, mas é uma menina. É assim que ela se sente, é assim que as coisas são. Ela só tem 10 anos, mas mesmo com um nome que remete ao sexo masculino, George se sente mesmo como uma garotinha - e por sinal uma garota muito esperta e inteligente. George é gentil, educada, doce, o tipo de garota que você quer cuidar e abraçar. Mas não porque ela é uma garota, mas sim porque precisa ser entendida, abraçada, compreendida; uma menina que precisa ser quem realmente é. 

George pode até ser visto com um garoto, mas ele sabe que não é, embora ainda pense que terá que esconder isso de todo mundo pelo resto da vida. E olha, isso é tão sufocante, sabia? Imagina você não poder ser quem é, dizer o que quer, sentir o que é natural? Imagina estar presa dentro do seu próprio corpo? É como estar num quarto branco e apertado, sem janelas e uma porta trancada. Mas George descobriu que tudo pode mudar quando a professora anunciou que a turma do colégio onde estuda irá encenar uma peça de teatro sobre "A Menina e o Porquinho". Naturalmente, George quer fazer o papel da personagem Charllot, a aranha que ajuda o personagem principal da peça. Ela só precisa arrumar um jeito de a professora aceitar que ela faça esse papel e é com a ajuda da amiga Kelly, que George vai bolar um plano e terá a chance de mostrar para todo mundo quem ela é de verdade.
Para você, pelos momentos em que você se sentiu diferente.
O livro de Alex Gino é um livro sensível, como já foi dito, que traz um relato encantador sobre um transgênero e o mundo ao seu redor - leia-se a família, amigos, sociedade como um todo. George só tem 10 anos, mas já conhece sua "verdadeira identidade". Todos acreditam que ele é gay, mas ela sabe que não é exatamente assim. Na verdade ela não se identifica com o sexo que tem e isso não tem nada a ver com atração sexual, não é nada relacionado à homossexualidade, é identidade de gênero, é algo que não está ligado ao corpo, mas ao comportamento, ao sentir. É um assunto que pode parecer complicado, inicialmente, e difícil de lidar, mas que merece muita atenção.

Por se tratar de um livro infanto-juvenil, George tem uma narrativa e um enredo leve, mas que dá conta da mensagem que quer passar, ao público que se propõe. E essa não é uma maneira de limitar a leitura, é só uma observação para o leitor que espera encontrar uma história complexa e extremamente profunda. O texto de Gino pode até ser simples, mas está longe de ser um texto simplório, ele dialoga perfeitamente com a criança, o adulto - o pai, a mãe, o irmão.  Aliás, é um livro que pode e deveria ser lido por toda a família, para reforçar a ideia de que todo filho deve ser escutado dentro de casa e o diálogo deve ser uma constante entre pais e filhos, mas acima de tudo, para ajudar na educação dos filhos neste momento tão "revolucionário" na luta pelo preconceito.

Não é uma história profunda, mas é uma história tocante. Assim defino George e todo esse universo que envolve a vida da personagem. É um livro para quebrar limitações, para conscientizar, para reafirmar que o papel e o apoio da família é importante na vida de uma pessoa, para confirmar que a amizade é um dos sentimentos mais lindos e verdadeiros. Uma história para te dizer que seja quem você é.

XOXO.
Diih 

13 de outubro de 2014

'Resenha' - A Máquina de Contar Histórias, de Maurício Gomyde



_____♥_____

“Amor recortado entre aberturas e fechamentos de capítulos”. E em cada página um número significativo de palavras que formam frases; palavras que se desenvolvem em parágrafos e se transformam em emoções que acompanham você até o último momento. Essa é a sensação do leitor enquanto lê A máquina de contar histórias, do autor Maurício Gomyde.  



No dia do lançamento de seu novo e tão esperado livro, o autor best-seller Vinícius Becker perde sua esposa, que morre na cama de um hospital, na cidade de São Paulo. A ausência do autor na vida da família V durante tanto tempo e no dia da morte de Viviana, sua companheira, provocou um sentimento de insatisfação e ódio em casa. Sem amigos, sem a esposa e sem o carinho da filha dentro do próprio lar, o escritor agora tem um grande desafio pela frente: reconquistar o espaço no coração dos familiares e o amor das filhas.
Com personagens e suas características bem traçadas, a história se faz um drama familiar, envolvido com o amor pela literatura. Alguns pontos da história nos levam a comparar o livro com o filme baseado na obra do autor Nichollas Sparks, Um amor para recordar, em que a personagem principal sofre de uma doença fatal, - “a doença estúpida que tira do mundo as melhores pessoas”, a leucemia - e nos últimos momentos tem seus desejos realizados pelo homem por quem se apaixona. Além disso, na história de Sparks, há também o conflito de um personagem com o pai, por conta da ausência dele.
 Narrado em terceira pessoa, a metalinguagem utilizada por Gomyde carrega o leitor e o coloca num lugar confortável dentro da leitura. É uma narrativa com linguagem simples, de fácil entendimento. As personagens são trabalhadas de maneira cuidadosa, de modo que até o nome delas ajuda a compôr o sentimentalismo das situações, permitindo ao leitor adicionar mais uma leitura além do que está escrito naquela obra. Por exemplo, a filha mais velha, Valentina,  é uma garota de personalidade forte, geniosa e“valente”, que sofre com a perda da mãe e com o rancor que alimenta pelo pai tão ausente desde a sua infância. Vida, a fadinha, é a doçura e preenchimento do vácuo deixado por uma vida que já se foi. 
Num dado momento a história se torna superficial. A dose exagerada de drama faz com que a narrativa fique rasa e o personagem principal muito forçado. Vinícius se coloca num lugar abaixo da filha e, por vezes, me perguntei se a palavra em meio aos problemas era mesmo ‘culpa’. Será que não bastava apenas se posicionar como um pai e deixar de se sentir o vilão da história, a destruição da família? 
A tentativa de misturar música e história dessa vez não me convenceu nem me tocou, como nos trabalhos anteriores. Ao meu ver essa canção ficou um tanto perdida na história já que foi citada e tão pouco explorada no enredo. Porém, como todo bom autor que se presa, depois de passarmos por uma fase do livro que se torna ‘enjoativa’ - pelos detalhes que citei acima -, o autor nos presenteia com uma surpresa e nos devolve, de maneira sublime, uma generosa pitada de empolgação.  
Gomyde nos envolve numa história em que provocar as emoções e a sensibilidade do leitor – mais do que nunca! - é a chave principal para entender, através da literatura, que a base familiar é o alicerce para o crescimento pessoal e profissional de cada um; que o amor verdadeiro nunca morre e que nunca é tarde para recomeçar e reinventar-se diante de uma nova vida.


****
Recomendo que façam essa ótima leitura e preparem os lenços. Se tratando do assunto amor e família, palavras e Maurício Gomyde, a emoção é garantida.
2014 © Diego França

17 de dezembro de 2011

'Minha vida fora de série' #Resenha



Ela mudou de cidade por conta da separação dos pais, deixou amigos em São Paulo, onde morava, e agora está diante de uma nova vida. Lugares diferentes, um novo colégio e novas pessoas para conhecer ao lado da mãe, amiga e cúmplice. Ela se chama Priscila Ponogopoulos, protagonista do livro Minha vida fora de série, da Paula Pimenta.

Todo mundo, em algum momento na vida, é obrigado a tomar decisões ou encarar mudanças que não são nada fáceis. A cada dia somos colocados à prova, ainda mais quando somos crianças, e nos sentimos obrigados a “abandonar” nossos amigos, nosso tão acostumado lar e nossa segunda casa: a escola. A “Pri” vive tudo isso nessa primeira temporada da série.  A separação dos pais e a amizade forte com a mãe, o amor pelos animais, um toque musical e um amor tão lindo, que terminamos de ler o livro e estamos apaixonados!

Esse é um livro para toda a família. Na verdade, é um livro família e que toda garota – e todo garoto também, por que não? - deveria ler. É uma narrativa simples que dialoga com várias séries de TV, cheia de bons exemplos e encantadora. Quem é adulto pode ter o doce prazer em voltar no tempo e reviver momentos na escola, com amigos, as paqueras com os gatinhos do colégio; as meninas podem espelhar-se no carisma e o jeito decidido da protagonista e suas amigas. Mais um ponto positivo do livro vai para a cumplicidade entre mãe e filha e a proteção com os animais.

Além da Priscila temos personagens que não poderiam passar despercebidos. A Natália, uma menina extrovertida que se tornou amicíssima da garota; O Leo, um garoto brincalhão, muito inteligente vive em pé-de-guerra com a Natália; A professora Glória eu tenho certeza que todo mundo vai querer ter uma na escola. É o tipo de “pró”, cheia de ideias loucas; Samantha, uma garota extrovertida, pé no chão e que sabe o que quer. Namorada do irmão da Priscila ajuda a garota em vários momentos “tensos”. Não poderia esquecer-me do Rodrigo. Que garoto inteligente e talentoso! Ele é cheio de carisma, tímido, escreve poesias, enfim... Personagens bons e (até um vilão que prefiro deixar em “Off” para não estragar surpresas) e cheios de brilho podem ser encontrados nas páginas do livro.

Eu indico e indico novamente essa leitura. Vá até a primeira livraria que encontrar e procure conhecer a “Vida fora de série” da Priscila e depois voltem para me contar.

 Bjux e até a próxima!

2011 © Diego França

Informações:
Livro de Paula Pimenta (autora da série Fazendo meu filme)
Editora: Gutenberg
Páginas: 405
Ano: 2011
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