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16 de julho de 2018

[NOVIDADE] 'TODO O TEMPO DO MUNDO', NOVO LIVRO DE MAURÍCIO GOMYDE


Olá, gente do amor! ♥️

No dia 12 de julho o autor nacional Maurício Gomyde finalmente divulgou a capa de seu novo livro, intitulado "Todo o tempo mundo", que já está em pré-venda no site da Saraiva. Quem me acompanha no perfil do instagram, provavelmente presenciou nos meus vídeos momentos de euforia, após ver o resultado da capa. Em conversa com Gomyde, o autor revelou informações especiais sobre o livro e eu trouxe em primeira mão para você.

Se você ainda não viu, segue a capa do em alta resolução:


O último trabalho inédito apresentado por Maurício Gomyde foi SURPREENDENTE, um livro sobre os clichês que envolvem o mundo dos cinemas, com toques de romance, amizade, drama e aventuras. Lançado pela Editora Intrínseca, em 2015, o livro logo se tornou um desejo dos leitores no mundo literário, encantando um grande número de pessoas que esperavam ansiosos pelo lançamento. Se houve comentários negativos? Com certeza. Mas os positivos superaram e logo o livro se tornou sucesso. 

Três anos depois, Gomyde nos apresenta "Todo o tempo do mundo" e uma das grandes novidades, como muitos já devem ter percebido, é que o livro será lançado pela Editora Astral Cultural, com blurb de Carina Rissi e arte de capa por Marina Avila. Mas as surpresas não param por aqui.

O livro já está em pré-venda na saraiva, e quem for para a Bienal do livro de São Paulo terá a chance de garantir seu exemplar e autografá-lo, antes mesmo dos livros chegarem às prateleiras das livrarias de todo o Brasil. Portanto, se você for à Bienal, não esqueça de passar no estande da Astral cultural para pegar seu autógrafo e tirar uma foto - e até gravar aqueles vídeos só para não perder o costume. Gomyde estará todos os dias no local.


"Todo o tempo do mundo" narra a história do personagem Victor Pickett, um rapaz que é capaz de viajar no tempo em questão de segundos, minutos ou até mesmo por horas. A depender do seu estado de espírito, ele pode viajar para o passado ou simplesmente seguir para o futuro. E no meio disso, um grande mistério a ser desvendado. Quando perguntei ao Gomyde sobre o que o leitor pode esperar do novo livro, o autor foi enfático ao dizer que é "uma história nova, fresca e cheia de reviravoltas e emoções.". Ele também contou sobre as questões abordadas na narrativa:
"É um livro que trata das seguintes questões de fundo: 'O que nos torna realmente felizes ou tristes? É possível ser feliz sozinho? O quanto nossa vida é guiada por momentos de felicidade e tristeza?' E tudo entrecortado por uma incrível história de amor cheia de desencontros e reencontros." _Maurício Gomyde.
O livro tem pouco mais de 350 páginas e tem uma narrativa que de certa forma apresenta algo novo nas histórias do autor. Os textos de Gomyde são sempre cheios de emoção, valorização da amizade, do amor familiar, de questões relacionadas à vida e nossas atitudes. Quem leu seus livros anteriores, certamente sabe do que estou falando. Em "Todo o tempo do mundo" esse olhar romântico em relação à vida continua presente, bem como o tom dramático de suas narrativas, no entanto, teremos um toque de fantasia também, com um personagem capaz de se deslocar no tempo. 

Segundo Gomyde, o que mais o influenciou a escrever a história de Victor Pickett foi seu gosto pelas narrativas que possibilitam que seus personagens viajem no tempo. O autor reconhece que muitas histórias sobre isso já foram escritas, mas garante que o texto tem seu diferencial. 
"Então, me apoiei naquela máxima, 'Escreva igual, só que diferente'. Pensei então num mote que poderia ser original, e me veio a ideia de um personagem que volta no tempo sempre que fica muito feliz; e que avança no tempo sempre que fica muito triste. Isso gerou uma série de situações inusitadas e bacanas, proporcionando desencontros constantes que vão se afunilando até que a trama explode num reencontro que se torna inevitável.", finaliza. 
Sobre o espaço onde o desenrolar da trama acontece não nos resta dúvidas de que o Brasil está em primeiro lugar. No entanto, assim como o personagem é capaz de viajar no tempo, faremos também uma viagem para fora do Brasil.
"É um drama que se passa no sul do Brasil e em Buenos Aires, e tem cheiro e sabor de vinhos e espumantes", diz Gomyde.
Estou mega ansioso para fazer essa leitura. E você, já conhece o autor? Leu seus livros ou tem curiosidade de conhecê-los? Deixe suas impressões nos comentários e compartilhe essa novidade.

https://www.saraiva.com.br/todo-tempo-do-mundo-10278189.html

Maurício Gomyde mora atualmente em Brasilia com a esposa e as filhas, gosta de tocar bateria nas horas vagas e já teve seis livros publicados. O primeiro, "O mundo de vidro", em 2011, em seguida "Ainda não te disse nada", "O rosto que precede o sonho", "Dias melhores para sempre" - todos eles produção independente. Em 2014 a Novo Conceito Lançou "A máquina de contar histórias" e em 2015, a Intrínseca comprou os direitos de "Surpreendente!". Esse último também foi traduzido para Portugal, Espanha e Lituânia. 
Bjão, com carinho ♥️

15 de junho de 2017

A Chama Dentro de Nós - Brittainy C. Cherry




Oi,
pessoas românticas e cheias de amor, que trazem em si essa chama que não se apaga. E eu realmente desejo que não se apague nunca. Assim como a chama de Logan e Alyssa, que nunca se apagou, mesmo com a distância.

|MUITO   A M R   NESSA VIDA DE NÓS TODOS!|

A chama dentro de nós é um new adult escrito por Brittainy C. Cherry, mesma autora de "Sr. Daniels" e O ar que ele respira. O livro foi lançado pela Editora Record e conta a história de amor do "bad boy" Logan e da doce Alyssa.

O casal que protagoniza a trama de Cherry se conhecem de maneira inusitada e desenvolve uma bela amizade, a partir do primeiro contato. Logan vai até a loja onde Alyssa trabalha para comprar alimentos, porém, um imprevisto acontece e ele acaba tendo que deixar os alimentos na loja. Porém, Alyssa se compadece da situação e acaba pagando as compras. A partir de então uma grande amizade surge entre eles e à medida que o tempo passa o sentimento vai mudando e crescendo até que ambos assumem o amor que sentem um pelo outro. Mas nem tudo são flores. Nessa caminhada vários acontecimentos farão com que os dois se separem até que Logan se muda da cidade deixando sua família e Alyssa.

|Porque será que Logan vai embora? Será que ele volta? E o relacionamento com Alyssa?|

Alyssa é uma garota com boa qualidade de vida, filha de uma advogada, sonha em cantar e viver de música, vive numa área nobre da cidade; Logan, por sinal, vive uma vida caótica num bairro periférico e se envolve com drogas. O rapaz vive com a mãe que também é viciada e tem um relacionamento abusivo com Rick, o pai de Logan, um frio, violento e controlador.

Pela diferença dos personagens já é possível perceber o perfil nada novo da construção dos protagonistas. Temos aqui o velho clichê da garota rica, que se apaixona pelo garoto pobre e vivem  um amor mal visto pela sociedade. E toda uma trama baseada nos romances proibidos, estilo Romeu e Julieta, estética que raramente se diferencia dos NA's. A leve diferente entre "A chama dentro de nós" de outros livros que já li é que o amor aqui acontece aos poucos, nos apresenta a vida de cada um sozinho, depois juntos, até que se tornem um só e o leitor também já esteja conectado com o sentimento dos dois e acostumados com a ideia do relacionamento que está se desenvolvendo. Funciona muito bem.

O que não agrada é a mesma fórmula utilizada pela autora para os NA's como foi dito logo acima. É tudo muito igual, tudo muito repetitivo. Não há muitas surpresas sobre como seria o desfeche da história; as reviravoltas já acontecem de modo que mostram de alguma forma o caminho exato de como irá terminar a história. 
A chama dentro de nós nos mostra uma história de superação e fantasmas que trazemos conosco na vida. Apresenta uma história de amor, mas não somente o amor romântico, como também o amor família, o amor amigo. O leitor presencia as consequências do uso de drogas, a violência que isso gera, a agonia de estar preso a algo quando você está assistindo a sua vida desmoronando. 

As drogas, a violência como consequência dela, as divergências comuns às classes, o amor "proibido" e o câncer são temáticas que o leitor encontra na história. No entanto, estamos diante de temas romantizados demais, principalmente quando se trata do câncer e da forma como isso se torna uma chantagem do personagem que está doente para conseguir convencer os outros do que ele quer. Se torna algo chato, forçado e dramático demais! Ponto negativo.

E para não dizer que não falei das flores, as metáforas e a linguagem poética se fazem constante e é belo. Pude ler frases belíssimas e dignas de reflexão, e a metáfora do amor como uma chama que cresce dentro de nós e que é capaz de incendiar é de uma beleza admirável. Me deixou encantado. A narrativa fácil e a tensão que existe na trama são também pontos positivos e que contribuem para uma leitura rápida e agradável.
- Mas Diih, o livro é ruim? Não, esse não é um livro de todo ruim. Mas também está longe de ser uma história marcante.
Com uma narrativa leve e fluida, A chama dentro de nós é uma historia totalmente clichê, com personagens estereotipados demais e temas sérios abordados de maneira romantizada demais também. A tensão da trama é forte e é realmente capaz de despertar uma chama dentro de nós, através da narrativa leve, e ao mesmo tempo poética com suas ricas metáforas sobre o amor. No entanto, não é uma história que nos apresenta grandes novidades e surpresas. 

Bjux,




28 de abril de 2017

O Perfume da Folha de Chá, Dinah Jeferies



Pessoas lindas,
Há muito tempo não leio um drama tão envolvente e cheio de tensão como esse. O Perfume da folha de chá foi uma escolha certa de leitura e nem mesmo os momentos mais cansativos da trama fizeram que com que não valesse a pena. 

|Esse é um romance histórico, best-seller #1 na Inglaterra, e toda a trama é ambientada no Ceilão, em 1925. É o segundo romance da autora Dinah Jefferies e o primeiro lançado no Brasil, sendo publicado pela Editora Paralela  este ano.| 

Gwendolyn Hooper acaba de sair da Escócia, com apenas 19 anos, e é passageira de um navio que a levará para o Ceilão (atual Siri Lanka) onde ficará com seu marido, o charmoso e gentil Laurence. Ele e Gwen, como é carinhosamente chamada, são recém casados e formam o tipo de casal que representa a perfeição na sociedade aristocrática: a bela dama britânica e o proprietário de uma das fazendas de chá mais prosperas do Império. Mas nem tudo são flores quando Gwendolyn chega à mansão, divina propriedade Hooper. Com o tempo a mulher percebe que existe rancor por parte dos empregados, todos eles são calados e vivem numa vizinhança traiçoeira. E apesar de muito carinhoso, Laurence muitas vezes parece estar atormentado com algum segredo que envolve seu passado, mas se recusa a conversar sobre isso. É tudo um grande mistério, porém a grande felicidade chega com a notícia de que Gwen está esperando um bebê. No entanto, essa mesma felicidade transforma-se num grande pesadelo quando a mulher dá à luz. Agora é ela que irá guardar um segredo que pode ser capaz de mudar tudo na relação com Laurence e fazer sua família desmoronar. Mas do que será que Gwen é capaz para salvar seu casamento? E o que será que Laurence esconde?

O Perfume da folha de chá apresenta ao leitor uma história dramática, embora em primeira mão instigue o leitor com a promessa de uma narrativa misteriosa. O contexto histórico é um ponto alto na trama desenvolvida com um narrador na terceira pessoa, e prende o leitor desde as primeiras páginas por conta da narrativa elegante e toda sua tensão, característica comum aos dramas. 

O romance de Dinah Jefferies apresenta um panorama histórico rico em detalhes sobre o Ceilão e atrela esses acontecimentos de maneira brilhante à história, tornado-a mais próxima da realidade o possível. O narrador nos leva a conhecer as belezas do local, nos fornece informações sobre a sociedade da época, principalmente no que tange às condições precárias dos trabalhadores e a questão racial e cultural - que implica nas exclusões sociais que como podemos observar existe até hoje. Também é importante destacar a personalidade da protagonista, Gwendolyn, e perceber o quanto é uma mulher forte, que foge do rótulo de sexo frágil, embora esteja inserida na trama como a mulher que está ali para cuidar da casa e não do que está além dela. Porém, você irá se surpreender quando Gwen for mais além do que a gente espera.
"Só com muita sorte o Sindicato Trabalhista do Ceilão não vai ficar sabendo desse caso. O senhor é um homem cruel, que só consegue enxergar o pior nas pessoas. Eu acredito que devo tratar de forma justa e gentil, qualquer que seja a cor da pele." (Pág.: 287)
E se existe a problemática sobre a questão relacionada ao papel da mulher na sociedade, consequentemente, e de maneira sutil, o leitor vai perceber o machismo gritante que prevalece em alguns personagens na trama. E também deixa claro que há pessoas  que não se importam com a qualidade de vida daqueles que estão "abaixo" deles no âmbito social (fato que também existe até hoje).
"Apesar do medo, Gwen sentia pena daqueles homens, e temeu que McGregor pudesse persegui-los. Mas, se por um lado a pobreza dos trabalhadores a comovia até as lágrimas, para Verity eles não pareciam ser um assunto digno de muita atenção." (Pág.: 279)
O clichê não escapa aos olhos de quem gosta e é fã de romances dramáticos e históricos e você não estará escape dos acontecimentos previsíveis, dos escândalos, chantagens e anseios que afetam a vida de boa parte dos protagonistas em narrativas como essa. Porém, temos dentro do clichê personagens muito bem desenvolvidos e arriscaria dizer que são personagens marcantes - seja por suas atitudes ou simplesmente pela força das de suas características internas e suas ações. 

Talvez você comece a leitura com um desejo de decifrar qual será o segredo sobre o passado de Laurence, o esposo da protagonista, e aos poucos você terá uma pista, até que ele seja finalmente revelado no final da história. Mas você irá se deparar também com o segredo que envolve o presente de Gwen e talvez esse seja um momento de decepção para quem espera demais do mistério sobre o proprietário das fazendas de chá. Neste momento o foco é voltado para a mulher e a luta interna pela qual ela passa a travar, o que envolve seus medos, seus traumas, suas tristezas e revoltas. Por um momento o mistério fica de lado e o drama se faz presente e exagerado demais.

De modo geral, o perfume da folha de chá é um romance que apesar de não ofertar momentos de fortes emoções ao leitor, problematiza questões importantes e discutidas na nossa atualidade, através do contexto histórico dos anos XX. Com uma narrativa impecável e cheia de descrições precisas sobre o ambiente e os personagens, a história conquista o leitor facilmente e promete não decepcionar. Eu indico a leitura principalmente aos amantes de romances que envolve muito clichê e drama familiar.

Bjux,










16 de dezembro de 2016

9 de Novembro, Colleen Hoover



Olá! ♡
|Um carinho e um desejo de feliz início de final de semana para você. 

Vamos conversar sobre o livro NOVEMBRO 9, da autora Colleen Hoover? 

Colleen Hoover ou simplesmente CoHo, é uma das autoras mais consagradas da atualidade. Autora dos livros Métrica, O Lado Feio do Amor, Talvez um dia, entre outros, a autora lançou há pouco tempo It Ends With Us, enquanto aqui no Brasil a Galera Record Lançou a poucos meses o tão esperado NOVEMBRO 9. 

Não dá para negar que a CoHo está na lista dos autores de maior sucesso no mundo, mas assim como qualquer outro autor na condição de ser humano não escapa dos escorregões e exageros na hora de construir uma história. E foi exatamente o que aconteceu com esse livro ao meu ver. Quando li Talvez um Dia e me apaixonei pela leveza do romance e pelos personagens tão "familiares" fiquei empolgado para ler o próximo lançamento, que foi divulgado no Mochilão, e agora depois de ter lido representou na verdade uma decepção para mim.

|Cada um tem a sua visão e o meu papel é expôr a minha, portanto não se prive de ler o livro caso o que você ler aqui não é o que esperava.|

Talvez você lembre logo de cara do livro UM DIA, do David Nicholls, quando souber que NOVEMBRO 9 é uma história que se passa de ano em ano na mesma data (os próprios personagens citam o livro na história), mas a única semelhança que você irá encontrar com a narrativa de Nicholls é essa, porque ao contrário dela o livro da CoHo nos prende e nos limita aos personagens e o que eles vivem todos os anos, poucas vezes expandindo expandindo para o leitor o ambiente onde a história se passa.

Tudo está concentrado no dia 9, em Fallon e Ben. Ambos se conhecem de forma inusitada e em pouco tempo desenvolve um sentimento de querer bem, de não querer se afastar e começam a se envolver. Porém, Fallon, atriz que por motivos trágicos já não exerce sua profissão como antes, está a um dia de se mudar para Nova York, mas quando a química instantânea entre ela e Ben torna-se inegável, a garota, que é filha de um ator famoso com quem não tem um bom relacionamento, começa a se sentir tentada a ficar. Servindo de inspiração para o romance do jovem escritor, Fallon decide viajar e aceita encontrar com o garoto a cada um ano no dia 9 de novembro. A partir do primeiro encontro o enredo de Ben é construído, enredo esse que de alguma forma contribuirá para os altos e baixos do relacionamento que agora está ameaçado por um segredo que pode mudar tudo para os dois.

É inegável a brilhante escrita da autora, que narra a história com uma leveza capaz de prender o leitor até que ele não sinta mais vontade de largar o livro - isso aconteceu comigo em Maybe Someday e Nunca Jamais" -, no entanto, isso nem sempre é garantia de uma história maravilhosa e cativante. Aos meus olhos, esse adjetivos não funcionam para esse livro. Primeiro porque a autora colocou drama em excesso, tornando a história extremamente irreal, o que me leva a apontar o quanto o livro está repleta de cenas forçadas, capaz de causar o sentimento contrário ao que provavelmente a autora gostaria de causar no leitor: a emoção. 

O livro tem muita tensão, característica das histórias dramáticas, mas não traz surpresa alguma, apresentando uma construção narrativa do tipo que o leitor já sabe o que virá no começo, no meio e no fim. Além disso, a rapidez dos acontecimentos, o amor instantâneo entre os personagens, a limitação dos espaços de cena (são poucas as vezes que o leitor pode se distanciar um pouco de Fallon e Ben para conhecer o que existe ao redor deles) fez história artificial demais e nada atrativa. Estamos focados em dois personagens egoístas e que não apresentou crescimento algum durante a narrativa. E por falar em crescimento, as mudanças de capítulos, que tenta levar o leitor a cada um ano mais parece uma continuação porque como já disse os personagens não evoluem e parecem ter a mesma idade do ano anterior e a história parece continuar de onde parou: parece que o sofrimento dos dois estacionaram no tempo, o problema mal resolvido do último encontro também dá a impressão de que ficou parado no tempo esperando para então ganhar continuidade um ano depois. Nesse momento me perguntei o motivo dessa quebra do tempo. Ela simplesmente não funcionou!


Fallon inicia a história com um sentimento tão pesado em relação ao pai, que a beleza dela desaparece (mesmo quando a autora tenta nos mostrar a beleza interior de uma pessoa) porque nesse momento ela é mais uma personagem insolente, vulnerável e sem cor, do que uma garota cativante. Já Ben representa aquele velho personagem ousado que chegou para mudar e levar luz para a vida da mocinha (ele ainda consegue ser mais carismático). E nesse conto de fadas moderno eu encontro uma mocinha totalmente submissa (será que isso é justificado pelo problema que ele teve?), totalmente dependente, e mesmo tendo a presença do pai e da mãe e de uma amiga que mal aparece na história - uma amizade que não me convenceu - a única pessoa que lhe trouxe uma vida melhor foi Ben. O Macho ALFA, segundo as ironias de Fallon. Por falar nisso, em dado momento presenciamos uma crítica a esses esterótipo dos personagens machistas e supervalorizados das histórias, mas ao mesmo tempo a autora escorrega e coloca sobre os nossos olhos uma garota vulnerável, que acha que sua melhora e seus problemas são resolvidos porque há um homem ali para cuidar de tudo. Resumindo, há ali na história um macho alfa. 

"Estou tonta. Tão tonta, e é tão bom... Minha mãe é louca. Burra, maluca, disparatada, e ela está errada. Por que uma garota se preocuparia em se descobrir quando nunca será capaz de se sentir tão bem um cara pode fazê-la se sentir? Beleza, agora eu é que estou sendo burra. Mas Ben está me fazendo sentir muito bem. (Pág.:81)

E talvez você diga: "Mas ela mesma reconhece no final da frase o quanto está sendo burra". Certo. Quando você ler a história vai perceber que a dependência, a submissão e vulnerabilidade não acaba por aí nem nem mesmo uma evolução com a idade dos personagens. Eles são o que são com 18 ou 23 anos. E os diálogos nada tocantes, misturados às gírias que não tem a cara dos personagens, só acentua a narrativa forçada e nada original. 

"Bonita pra cacete foram as palavras dele.E embora pareça bom demais para ser verdade (...) estou me sentindo gananciosa o bastante para querer passar o resto do dia com ele." (Pág.: 50)

A mensagem sobre a beleza, sobre você tentar enxergar o outro como ele realmente é, além das aparências, é válida. Assim como um momento surpresa, que ouso dizer foi o único momento empolgante na história, que me despertou um ar de surpresa, mesmo depois disso a história seguindo por um caminho totalmente previsível como é desde o início. 

"- As pessoas não se sentem desconfortáveis quando olham para você por causa das cicatrizes, Fallon. Ficam desconfortáveis porque você faz com que as pessoas sintam que é errado olhar para você." (Pág.:59)

NOVEMBRO 9 é um livro com uma boa proposta de enredo, embora nada original. Poderia ser uma história espetacular se dosasse a carga extrema de drama que existe no enredo e não caísse tanto na mesmice de um clichê pesado, que poderia ser melhor desenvolvido. A maioria das pessoas podem aclamar o texto, mas infelizmente para mim é contraditório e exagerado.

XOXO,
Diih.

15 de junho de 2016

‘A História de Nós Dois’, Dani Atkins


Olá!
Estou sabendo que o frio tomou conta de alguns lugares no Brasil e isso inclui Salvador também. Sim! Salvador faz frio também, e aqui, embora menos frio do que em muitos estados, também está frio agora. Bom para tomar um chá e fazer uma boa leitura, debaixo de um edredon. Mas para quem falar de frio, não é Di? Vamos ao que interessa.

A verdade é que falar do frio foi também proposital. “A História de Nós Dois” é um romance, que embora não fale do frio causado pela natureza, fala muito do frio que toma uma pessoa depois de acontecimentos trágicos, depois de uma perda e uma decepção. A parte boa é que o frio passa para todo mundo e há sempre uma história para contar. E acredito que essa é uma das belezas da vida. A beleza que Emma encontrou.


A história de nós dois é um livro da autora Dani Atkins. Nesse livro ela repetiu a dose de drama do livro anterior, e escreveu uma narrativa, que facilmente pode ser comparada com Uma Curva no tempo pela grande semelhança que há entre eles.

Em “A história de nós dois” a personagem Emma está noiva e vai casar há poucos dias. Enquanto voltava para casa com Amy e Caroline, suas melhores amigas, depois de sua despedida de solteiro, um acidente acaba atrapalhando o rumo das coisas. Primeiro a morte de uma pessoa especial faz com que Emma adie o casamento com Richard, com quem namorou desde muito cedo, depois porque Jack, a pessoa que a salvou do acidente começa a despertar nela um sentimento maior. Dividida entre seu noivo e esse novo homem que apareceu, ela se depara com uma luta interna, que se liberta quando descobre um segredo de Richard, que a fez perceber que ele não é exatamente quem ela pensou. Entre traições, descobertas, um novo amor e um caminho para uma nova vida o enredo se desenvolve. “Uma mulher, dois homens, tantos destinos possíveis. Como essa história vai terminar?

O romance escrito por Atkins é um romance dramático e nos envolve numa trama clichê, embora tenha uma história inicialmente bonita e atraente. A autora sabe como conduzir a narrativa, sabe colocar detalhes nos lugares certos e sabe como descrever a cena de um acidente com maestria. É de impressionar a maneira com que ela consegue despertar a emoção apenas nas primeiras páginas do livro, quando de cara acontece uma tragédia. O problema nisso tudo é maneira como a história foi desenvolvida, nada natural, perdendo todo o encanto inicial que despertou em mim.

Não é pelo clicê o meu maior incômodo, mas pela maneira forçada com a qual a autora colocou as coisas.

Há um casal que está noivo e uma nova pessoa aparece e está feito o triângulo amoroso. De um lado Jack, que salvou Emma do acidente (não é spoiler) e do outro Richard, seu namorado desde sempre e com quem está prestes a se casar. De repente - ao contrário do que é mostrado no início da história – Richard se torna o “ menino mau” da história e Jack “o grande e perfeito herói”. No meio deles, a mulher de 27 anos, que carrega uma personalidade egoísta e infantil.

O segredo que Emma descobre em relação a seu noivo é totalmente previsível, e é a partir desse segredo que as coisas para o futuro casal vai mudar. Mas nesse momento a narrativa ficou insuportável. Jack ganhou um nível de perfeição absurdo, virou praticamente um Deus, o homem mais perfeito da vida. Richard, do bom rapaz, passou ser a o vilão, e todas as suas qualidades sumiram. Ok! O que ele fez vocês vão descobrir que não é nada legal, mas se a autora queria fazer com que as pessoas torcessem para o Jack, ela conseguiu o efeito contrário, ao menos para mim. Jack não me pareceu humano, pareceu um homem irreal, o anjo que está em todos os lugares para socorrer a mulher por quem em apenas semanas ele passou a amar.

E por falar em semanas tudo acontece muito rápido e só alimenta a minha ideia de que a narrativa não flui com naturalidade. A todo o momento a autora insere algo trágico na história para nos mostrar mais uma vez que Jack é o cara perfeito para Emma, para mostrar o por quê de a história ter que ir por aquele caminho. Eles se apaixonam rápido demais, os personagens secundários não ganham destaque – e a amiga Caroline, que também sofreu um acidente? -, Emma se dedica mais ao seu novo romance do que apoia a amiga num momento tão difícil, que sinceramente ela pareceu nem sentir.

Outro ponto que me deixou decepcionado foi a maneira pretensiosa do personagem Jacky em conquistar Emma e manter essa relação. Ele é um homem rico, escritor famoso e num dado momento utiliza do valor material para selar um momento especial. Eu pergunto a você, mulher: o que é preciso para um momento se tornar romântico? Talvez essa atitude funcionasse para um livro de época, do tipo nova cultural, em que o machismo está marcado e a mulher submissa também.

Gostei muito de autora ter apresentado aos leitores o Alzheimer e da situação em que a doença deixa uma pessoa. Por sinal, a personagem que tem esse problema é uma personagem encantadora, assim como o pai de Emma. Caroline também é uma personagem que para mim fugiu da normalidade e foi desenhada demais, e Richard, apesar de tudo é o mais real e mais sensato da história.

De modo geral a autora tem um romance bonito, que seria melhor se fosse desenvolvido com naturalidade. Porque os acontecimentos não são nada naturais, as tentativas de nos fazer levar a um lugar ou sentir algo são totalmente forçadas. É apenas um livro, com uma premissa maravilhosa, e que implora por um desenvolvimento melhor e por personagens cativantes.

Obs.: Sempre faço questão de deixar claro que essa é a minha opinião! Se você gostaria de ler o livro siga em frente e depois volte para me contar suas impressões.

Um Beijo para vocês.

Diih

28 de março de 2016

‘Como Eu Era Antes de Você’, Jojo Moyes



Olá, pessoal!
Hoje o meu i está mais apaixonado do que costuma ser, tudo porque ontem eu comi muito chocolate (e quer coisa pra deixar a vida de alguém puramente amor?) e por que, enfim, li Como Eu Era Antes de Você, da Jojo Moyes. Estou me perguntando até agora por que demorei tanto para ler esse livro. E sei que muitos já conhecem, mesmo assim quero contar para vocês minhas impressões sobre ele. Vocês deixam? Prometo que foi falar muito bem dele.


Como eu era antes de você é um livro da Jojo Moyes, autora britânica que tem seus livros publicados aqui no Brasil pela Editora Intrínseca. Moyes escreveu também “A Garota Que Você Deixou Para Trás”, “A última Carta de Amor”, “Um mais um”, “Baía da Esperança”, entre outros títulos que são sucesso aqui no país também.  

***
Louisa é uma garota comum, divertida, falante, sem muita vaidade ou muitas perspectivas na vida e filha mais velha da família Clark. Namora Patrick, tem um relacionamento de amor e ódio com a irmã que tem um filho pequeno. O pai, um rapaz desempregado; a mãe uma mulher tradicional, mas muito amável. Sua Família é de classe baixa e é ela quem ajuda a sustentar a casa, porém acabou de perder o emprego em uma lanchonete na cidade. Na tentativa de dar a volta por cima e continuar com a responsabilidade de ajudar os pais, Lou segue em busca de um novo emprego, quando consegue uma vaga para trabalhar na casa dos Traynor. Lá ela vai tomar conta de William, um rapaz mal humorado, por vezes arrogante, características justificadas pela condição de vida que leva: devido a um acidente ele ficou tetraplégico. Louise terá que cuidar desse homem que tanto aproveitou a vida enquanto tinha todos os movimentos do corpo - ele sempre gostou de se aventurar, de viver sua liberdade, viajar, conhecer o mundo – e vai descobrir que a vida lhe trará surpresas, um sentimento inesperado e um desafio. Além disso, terá a chance de conhecer um pouco mais sobre si mesma e crescer como pessoa com a ajuda dele.

Como eu era antes de você é realmente um livro para ter destaque. Com um romance cativante e uma história tocante e envolvente, somos envolvidos numa trama simples, com algumas reviravoltas e uma pitada sutil de drama. Além disso, a narrativa conta com personagens tão bem construídos e tão reais que nos sentimos parte do que está sendo contado. Isso não só pela construção surpreendente - provavelmente é uma surpresa para quem vai ler Jojo pela primeira vez -, mas também pela maneira leve e convidativa com a qual a autora narra a vida de Will e Lou e todas as situações em que vivem juntos.


Se eu fosse definir em uma palavra diria que Como eu era antes de você é uma história sutil. Tudo acontece de maneira natural e despretensiosa e o leitor consegue perceber a evolução dos personagens sem muito esforço. Jojo Moyes tem uma característica nessa narrativa – não sei se em outras porque ainda não li – que é justamente a de sugerir ao leitor o que está acontecendo sem escancarar de vez o que está acontecendo. Por exemplo, o amor entre Will e Lou não é a todo o momento citado, os personagens não declaram seu amor a cada instante, mas o leitor consegue perceber nos gestos de cada um o sentimento acontecendo.

Logo eu que adoro um drama, declarações, cartas de amor com aquelas palavras que nos partem o coração e toca nossa alma profundamente aqui não precisei de nada disso para me sentir apaixonado, tocado e para sentir meus olhos brilharem. Desde Um Dia, e o casal Emma e Dexter, não me sinto tão conectado e tão tocado por uma história como aconteceu com a de William e Louisa – embora eu já tenha lido romances maravilhosos desde então. Acontece que ambas as histórias e seus respectivos casais são construídos para a ficção, mas são tão familiares e reais, que parece que não são personagens dentro de um livro, mas amigos que estão vivendo suas vidas sob os nossos olhos. Quer interação melhor?

Se você deseja uma interação melhor aguarde pelo filme que tem data de estreia prevista para o dia 16 de junho de 2016 e traz Emilia Clarke e Sam Claflin (Ó, Sam ) como protagonistas. Estou ansioso demais para conhecer a adaptação e me emocionar nos cinemas e enquanto isso não acontece temos a parte dois do livro, intitulado Depois de você, que embora não seja sucesso de crítica, não dispenso a oportunidade de fazer a leitura também.


De modo geral é impossível ler Como eu era antes de você (Me Before You) e não se sentir arrebatado pelo desejo de abraçar Will e de rir com Lou. É uma história que nos mostra um pouco das dificuldades que pessoas deficientes encontram durante a difícil caminhada, uma história sobre a vida, sobre decisões que podem mudar o rumo de tudo, mas acima de tudo uma história amor despretensiosa e livre de qualquer preconceito. Leiam! Apaixonem-se!  

Bjux 1.000!
Diih

Esse livro faz parte da leitura do Desafio I Dare You do mês de março.

18 de outubro de 2015

{TAG} Preferências Literárias



Oi!
Vamos de TAG hoje? 

A TAG que vou responder hoje foi criada pelas minhas queridas Renata Varela, do Blog Who’s that Girls? (autora de Paris No Dia Dos Namorados) e pela Bianca, do Blog Lendo com a Bianca. As duas me marcaram, então vamos às minhas respostas?

Acho que muita gente ainda não conhece minhas preferências literárias, sendo assim me conheçam um pouco mais.



Qual seu gênero literário favorito?
- Amo Romance, distopia e Chik-lit, mas Drama é o meu favorito.

Como você descobriu esse gênero?
- Eu sou muito dramático e acredito que essa característica da minha personalidade sempre me fez buscar filmes, novelas e consequentemente livros desse gênero. Não foi ao acaso ou através de um livro em especial, foi naturalmente que busquei isso. Apenas não lembro o nome do primeiro drama que li.

 Você costuma ler livros só desse gênero ou procura ler outros também?
- Drama é o meu gênero predileto, mas tenho outros como já disse: chick-lit, romance, distopias. Agora estou me permitindo ler aventuras e ficção também.

Cite um personagem favorito que faça parte desse gênero literário.
- Emma Morley  
por motivos de: amo a personalidade dela, amo quando ela é irônica e aparentemente não se deixa abalar por nada. Além disso, ela queria ser escritora como eu. (Obrigado pela personagem, Nicholls!)


Cite o seu autor favorito do gênero.
- Bjux David Nicholls. I LOVE YOU.

Você escreve? Se sim, se sente mais confortável escrevendo seu gênero favorito ou vai para todos os lados?
- Eu escrevo sim e tenho uma escrita bem melancólica e dramática. Eu gosto de escrever narrativa com personagens dramáticos porque, como já disse, eu sou dramático, então escrever de acordo com uma característica que já é minha faz com que a história que quero escrever - ou que estou escrevendo - flua naturalmente. 

Qual o gênero literário que você menos gosta?
- Ah!... Com certeza os livros eróticos. Não dá!

O que não te atrai nesse gênero?
- Sexo em livro pra mim não rola. Não vejo graça, não me atrai. Respeito o gosto de cada um, mas comigo não funciona.

Depois de minhas respostas, quero convidar:

...para responder a TAG também.
Encontro vocês logo, logo.
Bjux do Diih.
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