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24 de outubro de 2018

Amores eternos de um dia, de Michele Contel


Olá! ♥️
Tudo bem?

Para começar o texto, antes de contar um pouco mais sobre o livro de hoje, quero dizer que nasci nos anos 1990. A internet não era tão aberta a todos, pessoas com boa condição tinham acesso ao serviço discado e o horário de melhor acesso era de madrugada. As pessoas faziam a festa nesse horário e tudo o que havia de parecido com os aplicativos de hoje era uma sala de bate-papo da uol. Celulares só enviavam no máximo mensagens de texto, além das ligações, e o uso de cartas ainda existia e era lindo. Conhecer alguém acontecia quando íamos numa festa e trocávamos telefone, talvez, ou então quando tínhamos a sorte de encontrar a mesma pessoa no ponto de ônibus, no shopping, passeando pelo seu bairro. Conhecer alguém a ponto de namorar era um processo mais demorado. Mas era gostoso. Porque cada descoberta sobre o outro era uma surpresa. Nada era pronto e a gente chegava lá pisando de degrau em degrau. Até que a tecnologia foi sendo aperfeiçoada, as cartas perderam um grande espaço, as redes e os aplicativos de relacionamento ganharam sua vez dando início às relações instantâneas nessa modernidade líquida já muito bem comentada por Zygmunt Bauman. E aqui estou eu, aos 28 anos, em 2018, tentando me encontrar nessa "selva" e escrevendo sobre um livro que traz à tona os motivos de minha estranheza. O livro em questão é AMORES ETERNOS DE UM DIA, da jornalista Michele Contel, publicado pela Editora Paralela.


Em "Amores eternos de um dia (Jogando a real sobre aplicativos e relacionamentos efêmeros)", Michele Contel escreve de forma leve, direta e divertida sobre os relacionamentos atuais traçando uma linha que vai desde o imediatismo das relações até a auto-sabotagem e a volta por cima. Quem nunca acreditou que depois de uma noite maravilhosa com o crush as coisas finalmente poderiam dar certo e que provavelmente muito em breve seria uma pessoa comprometida? Quem nunca buscou justificativas para o sumiço daquele boy (magia) tão maravilhoso, praticamente fechando os olhos para a realidade do que aquilo significa? Você? Pois é, eu também. E pergunto mais: você sabe o que é gosthing? E date? Sabe identificar um boy lixo? E sabe quando está sendo esse tipo de pessoa também? Se você tem dúvidas ou não sabe o que são esses conceitos com certeza encontrará nas páginas do livro. Mas se você já conhece todas essas questões encontrá situações no mínimo parecidas com o que você já passou, está passando ou está fazendo alguém passar. 

Sabe aqueles joguinhos do "quem fala primeiro" e até "vou dar um gelo para ver se ele sente minha falta"? É uma realidade na vida das pessoas na atualidade. Mas será que isso é saudável para você e suas relações? Essa é também uma das questões abordadas no livro que tem pouco mais de 200 páginas e traz à tona o cenário atual das relações iniciadas em aplicativos como Tinder, Happn, entre outros: resumindo, a superficialidade das relações que acontecem a partir da pressa de boa parte das pessoas que utiliza desses aplicativos para conhecer pessoas. E essa pressa não é algo que vem de um ou de outro. À medida em que a tecnologia avança cada vez mais rápido, dando a possibilidade do ser humano ser prático e encontrar coisas prontas de modo mais rápido, nós também nos movemos com pressa. 
"O imediatismo não só nos impede de conhecer de fato alguém como também facilita que a gente se deixe levar por impressões concebidas muito prematuramente. Isso nos afeta de várias formas: podemos, por exemplo, desistir de um romance por achar que ele não iria para a frente, ou ainda acabar nos apaixonando por versões de pessoas criadas por nós mesmos." (Pág.: 86)
Esse livro chega como um tapa na cara que nos diz "acorda!" e esfrega na nossa face a realidade que está presente há tanto tempo e por alguma razão não enxergamos ou simplesmente escolhemos não ver. Você vai dar muitas risadas, vai enxergar uma amiga, vai enxergar você mesma há cinco ou sete anos, vai enxergar você no agora e até identificar aquele embuste que está no seu caminho - ou que você permitiu que estivesse pelo menos. Além de tudo isso você vai, provavelmente, perceber referências e indicações de músicas e filmes como "Ele não está tão a fim de você", que inclusive é o meu preferido quando o tema é "você está se iludindo por quem não está tão a fim de você".

Outra abordagem do texto de Michele Contel e que é muito válida, é algo que estou sempre comentando entre meus amigos e que é muito válido e muitos de nós precisamos entender. O cuidado com o sentimento dos outros. Muitas pessoas acham que o sentimento do outro não interessa mais depois que a relação termina ou quando ambos não estão na mesma sintonia, mas não é bem assim. M. Contel vai dizer que é muita falta de honestidade não ser sincero ao perceber o envolvimento do outro quando você não está na mesma frequência. Ninguém é obrigado a ter reciprocidade quando o assunto é sentir. Afinal, está aí uma coisa sobre a qual a gente não tem controle algum. Quem dera! Mas todo mundo consegue ser verdadeiro se for preciso.

Em meio a relatos que podem ser reais ou fictícios você verá ilustrações que dialogam perfeitamente com o que está escrito e volto a dizer que não será difícil se sentir parte da história. E quando digo parte da história estou dizendo que você pode tanto estar do lado de lá - da pessoa estilo ghosting, no estilo boy lixo - quanto do lado de cá - com aquela ilusão com a qual se permite viver num determinado momento. E dos livros sobre as relações nessa era digital que li esse tem um grande diferencial: a autora coloca na mesa o quanto muitas vezes reclamamos do outro, mas agimos da mesma maneira nessa selva - como ela se refere a esse campo de batalha onde acontece os joguinhos do amor.
"As possibilidades são sedutoras e nós não conseguimos resistir a elas. E é por isso que, mesmo após uma série de desilusões, não desistimos do jogo. Cada partida perdida desenvolve uma habilidade que acaba sendo importante para o próximo jogo. Vamos ganhando diferentes experiências, que vão desde a identificação  de personagens cativos nesses enredos até a criação de estratégias para lidar com esses tipos. Como o boy lixo." (Pág.: 115)
Não teria pontos negativos para apontar, a não ser o tom de auto-ajuda que o livro assume nos capítulos finais com todos aqueles clichês que relatam a necessidade do amor próprio - o que de fato é real. Há leitores que gostam, outros não. Mas se você me perguntar se isso enfraquece a qualidade do livro eu vou dizer claramente que não. A vida tem seus altos e baixos, os textos que lemos também. O que não quer dizer que seja ruim. Equilíbrio é tudo! ♥️

Em meio a abordagens pertinentes e alguns clichês, "Amores eternos de um dia" é um livro para ler numa tarde gostosa, deitada numa rede e tomando um delicioso suco. Um livro para ler com a amiga compartilhando suas experiências, rindo das estranhezas e refletindo sobre quem você está deixando entrar na sua vida, como está sendo isso e sobre como a caminhada até o amor próprio pode ser árdua. E ela é! Mas a boa notícia é que uma hora a gente amadurece e encontra nossa paz.

MICHELE CONTEL nasceu em 1992, em Araçatuba, interior paulista, e vive um relacionamento sério com São Paulo desde 2015. Formada em jornalismo, as palavras sempre foram a paixão da sua vida, tanto no primeiro blog, criado aos quatorze anos, como nas fanfics de Harry Potter e Mc Fly, escritas aos quinze. Amores eternos de um dia é seu primeiro livro.


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Um beijo,
com carinho ♥️  

27 de junho de 2018

'ELE' - QUANDO RYAN CONHECEU JAMES


Olá!

Precisamos conversar sobre ELE, livro novo da Autora Elle Keneddy, escrito em parceria com Sarina Bowen, um dos novos lançamentos da Editora Paralela para previsto para o dia 29 de junho.
ATENÇÃO, o livro é de conteúdo adulto, não sendo aconselhado para todas as idades.
Quando li um livro da Elle Kenedy pela primeira vez sabia que o gênero (hot) não é o meu forte - eu realmente não gosto, não é o tipo de leitura que me movimenta. Mas na vontade de me desafiar, de conhecer melhor outros tipos de narrativas, decidi me aventurar e li "O Acordo". Não foi das leituras mais marcantes que fiz, deixei bem clara minhas insatisfações, embora a autora tenha uma escrita agradável. Aconteceu o mesmo com o livro em questão. No entanto, LI mais pela curiosidade por ser um livro de temática gay do que pelo gênero em si. Portanto, na resenha de hoje, não vou poupar críticas e incômodos, como sempre faço, da maneira mais sincera e respeitosa possível. Não com relação ao gênero, mas sim a abordagem e a representação do gay na narrativa.


"Eu gostava do meu melhor amigo hétero fazia um tempão. Mas não podia contar para ele." (pág.: 39)
Na adolescência, Ryan Wesley (Wes) e James Canning (Jamie) foram melhores amigos. Eles se conheceram no acampamento de hóquei e tornou-se uma dupla inseparável durante todo o período em que passaram juntos. Mas a amizade dos dois mudou no último ano de acampamento, após uma situação que marcou a vida de Wes e um sentimento que cresceu nele pelo melhor amigo (hétero). O rapaz então decide se afastar e depois de quatro anos, finalmente, encontra Jamie, com quem irá competir num jogo importante. Agora eles têm a chance de retomar a amizade e após uma confissão sobre o verão em que tudo mudou precisam lidar com seus desejos mais secretos.

Lançado originalmente em 2015, ELE - Quando Ryan conheceu James chega às livraria de todo o país na próxima sexta-feira. O livro estará disponível nas versões física e em e-book, com aproximadamente 256 páginas de cenas quentes numa narrativa fácil e envolvente, que apresenta o amor entre dois rapazes vivendo momentos de mudança nas suas vidas profissionais e pessoais, porém, pobre em diálogos e no quesito representatividade. 

Primeiro há a velho dualidade entre o homem hétero e o homossexual, o que já era de se esperar, já que traz essa proposta e não deixa de ser um fetishe de boa parte dos homens gays. Até então, tudo bem. Mas o equívoco começa quando o personagem representa o homossexual "mais aceito" socialmente: aquele que não parece gay. A representação do gay "macho" e padrão de beleza para a sociedade está explícita desde a capa do livro, que já me fez esperar isso do resto da história. É um texto heteronormativo, por vezes machista, com diálogos superficiais e forçados demais. Até mesmo a personalidade dos personagens não me apresentam clareza para a proposta da narrativa. 

Repetições como "meu amigo hétero", expressões como "masculinidade viciante", descrições como "sou um cara forte e durão" e até "comprou um sofá (...) bem masculino e de couro", entre outras passagens (e não são poucas, deixam explícitos os equívocos das autoras na hora de criar seus personagens. Aliás, posso arriscar dizer que muitos dos diálogos incoerentes com o perfil do personagens se dão justamente pelo ideal taxativo que boa parte das pessoas tem quando se trata de um romance gay. Aqui, para mim, fica explícito que houve a representação de um "tipo" de gay, o mais "aceitável", o gay discreto que não precisa mostrar que é gay o tempo inteiro. Aquele gay que os preconceituosos querem esconder porque é mais cômodo para eles não ter que lidar com as diferenças, o que lhe causam estranheza.


O texto é cheio de equívocos que posso dizer imperdoáveis a serem questionados e observados. A ideia não é detonar o livro que está prestes a ser lançado (até porque eu mesmo, sendo gay, posso escorregar), mas sim provocar uma discussão acerca dos personagens que representam homens gays/Bi, aliás, que representa um tipo de gay, bem como suas atitudes. O gay "macho" não deixa de ser gay e viver as mesmas coisas que um gay afeminado. Ambos são gays e possuem seus estilos de vida. Está na hora de pararmos de camuflar nossos preconceitos, mostrando e endeusando personagens que não representam o todo, fruto de um olhar machista e de uma sociedade que não sabem lidar com as diferenças. Analise e perceba a quantidade de equívocos dentro disso. Se é para representar, que abra mão dos preconceitos, dos ideais, dos rótulos, e apresente um bom trabalho a resposto disso.

Outro ponto a ser destacado é: as pessoas precisam aprender a olhar para um relacionamento gay como uma relação comum e não somente uma relação instintiva. Em momento algum percebi na narrativa um discurso enriquecido entre os personagens. Eles só falam, respiram, pensam sexo. No treino, no trabalho, numa conversa entre amigos. Em poucos momentos consegui me sentir emocionada por uma cena de mais afeto entre eles, de diálogos afetuosos. As relações sexuais são sempre cheias de fúria e de um tom louvável de masculinidade, reforçando ainda mais a característica heteronormativa que temos no enredo desta história - numa determinada cena em que eles falam das vantagens de ser gay, fiquei abismado com a resposta deles. Aguarde e verá! Senti falta do drama, da problemática das descobertas de um rapaz que se descobre bissexual, de algo mais além do sexo. 

O preconceito está em alguns poucos momentos por aqui. Uma cena (tosca por sinal) para representar a realidade de um casal homossexual e pronto. Voltamos para a sessão transa, sexo, diálogos vazios, expressões superficiais, etc, entre dois personagens fracos para a narrativa, nada marcantes ou carismáticos. 

O momento de mais emoção da história, o que mais achei bonito e que me deu satisfação na leitura é o epílogo. É o capítulo em que mais percebo sentimento, que pode causar comoção, que traz uma riqueza maior para o todo raso e taxativo que está marcada nas páginas do livro. Uma pena que quando melhorou, acabou. E não importa que esse seja um livro hot. Não é por ser hot que as discussões entre as cenas de sexo não podem ser enriquecidas e feitas com mais cuidado.

ELE - QUANDO RYAN CONHECEU JAMES é um livro que só reafirma o quanto o olhar da pessoas para o homossexual é ainda muito equivocado, taxativo e preconceituoso. Um enredo que instiga apenas pela boa escrita, mas que peca no seu conteúdo raso e mais do mesmo. Um bom livro para quem simplesmente ler uma história rápida e cheia de cenas de sexo. Um mau livro para quem realmente prefere ter um olhar mais crítico acerca do assunto.

★★

Beijo,
com carinho, ♥️
Essa é uma opinião pessoal, que não deve influenciar em nada na decisão de ler um livro ou não. Caso tenha interessa, faça a leitura e tire suas próprias conclusões. Só não abra mão de um olhar mais crítico para suas leituras. 

28 de abril de 2017

O Perfume da Folha de Chá, Dinah Jeferies



Pessoas lindas,
Há muito tempo não leio um drama tão envolvente e cheio de tensão como esse. O Perfume da folha de chá foi uma escolha certa de leitura e nem mesmo os momentos mais cansativos da trama fizeram que com que não valesse a pena. 

|Esse é um romance histórico, best-seller #1 na Inglaterra, e toda a trama é ambientada no Ceilão, em 1925. É o segundo romance da autora Dinah Jefferies e o primeiro lançado no Brasil, sendo publicado pela Editora Paralela  este ano.| 

Gwendolyn Hooper acaba de sair da Escócia, com apenas 19 anos, e é passageira de um navio que a levará para o Ceilão (atual Siri Lanka) onde ficará com seu marido, o charmoso e gentil Laurence. Ele e Gwen, como é carinhosamente chamada, são recém casados e formam o tipo de casal que representa a perfeição na sociedade aristocrática: a bela dama britânica e o proprietário de uma das fazendas de chá mais prosperas do Império. Mas nem tudo são flores quando Gwendolyn chega à mansão, divina propriedade Hooper. Com o tempo a mulher percebe que existe rancor por parte dos empregados, todos eles são calados e vivem numa vizinhança traiçoeira. E apesar de muito carinhoso, Laurence muitas vezes parece estar atormentado com algum segredo que envolve seu passado, mas se recusa a conversar sobre isso. É tudo um grande mistério, porém a grande felicidade chega com a notícia de que Gwen está esperando um bebê. No entanto, essa mesma felicidade transforma-se num grande pesadelo quando a mulher dá à luz. Agora é ela que irá guardar um segredo que pode ser capaz de mudar tudo na relação com Laurence e fazer sua família desmoronar. Mas do que será que Gwen é capaz para salvar seu casamento? E o que será que Laurence esconde?

O Perfume da folha de chá apresenta ao leitor uma história dramática, embora em primeira mão instigue o leitor com a promessa de uma narrativa misteriosa. O contexto histórico é um ponto alto na trama desenvolvida com um narrador na terceira pessoa, e prende o leitor desde as primeiras páginas por conta da narrativa elegante e toda sua tensão, característica comum aos dramas. 

O romance de Dinah Jefferies apresenta um panorama histórico rico em detalhes sobre o Ceilão e atrela esses acontecimentos de maneira brilhante à história, tornado-a mais próxima da realidade o possível. O narrador nos leva a conhecer as belezas do local, nos fornece informações sobre a sociedade da época, principalmente no que tange às condições precárias dos trabalhadores e a questão racial e cultural - que implica nas exclusões sociais que como podemos observar existe até hoje. Também é importante destacar a personalidade da protagonista, Gwendolyn, e perceber o quanto é uma mulher forte, que foge do rótulo de sexo frágil, embora esteja inserida na trama como a mulher que está ali para cuidar da casa e não do que está além dela. Porém, você irá se surpreender quando Gwen for mais além do que a gente espera.
"Só com muita sorte o Sindicato Trabalhista do Ceilão não vai ficar sabendo desse caso. O senhor é um homem cruel, que só consegue enxergar o pior nas pessoas. Eu acredito que devo tratar de forma justa e gentil, qualquer que seja a cor da pele." (Pág.: 287)
E se existe a problemática sobre a questão relacionada ao papel da mulher na sociedade, consequentemente, e de maneira sutil, o leitor vai perceber o machismo gritante que prevalece em alguns personagens na trama. E também deixa claro que há pessoas  que não se importam com a qualidade de vida daqueles que estão "abaixo" deles no âmbito social (fato que também existe até hoje).
"Apesar do medo, Gwen sentia pena daqueles homens, e temeu que McGregor pudesse persegui-los. Mas, se por um lado a pobreza dos trabalhadores a comovia até as lágrimas, para Verity eles não pareciam ser um assunto digno de muita atenção." (Pág.: 279)
O clichê não escapa aos olhos de quem gosta e é fã de romances dramáticos e históricos e você não estará escape dos acontecimentos previsíveis, dos escândalos, chantagens e anseios que afetam a vida de boa parte dos protagonistas em narrativas como essa. Porém, temos dentro do clichê personagens muito bem desenvolvidos e arriscaria dizer que são personagens marcantes - seja por suas atitudes ou simplesmente pela força das de suas características internas e suas ações. 

Talvez você comece a leitura com um desejo de decifrar qual será o segredo sobre o passado de Laurence, o esposo da protagonista, e aos poucos você terá uma pista, até que ele seja finalmente revelado no final da história. Mas você irá se deparar também com o segredo que envolve o presente de Gwen e talvez esse seja um momento de decepção para quem espera demais do mistério sobre o proprietário das fazendas de chá. Neste momento o foco é voltado para a mulher e a luta interna pela qual ela passa a travar, o que envolve seus medos, seus traumas, suas tristezas e revoltas. Por um momento o mistério fica de lado e o drama se faz presente e exagerado demais.

De modo geral, o perfume da folha de chá é um romance que apesar de não ofertar momentos de fortes emoções ao leitor, problematiza questões importantes e discutidas na nossa atualidade, através do contexto histórico dos anos XX. Com uma narrativa impecável e cheia de descrições precisas sobre o ambiente e os personagens, a história conquista o leitor facilmente e promete não decepcionar. Eu indico a leitura principalmente aos amantes de romances que envolve muito clichê e drama familiar.

Bjux,










8 de dezembro de 2016

'Bridget Jones - No Limite da Razão', da autora Helen Fielding


 
Olá!

Tudo bem com você? Por aqui está tudo ótimo. Principalmente porque hoje, enfim, poderei contar para o que achei do segundo volume da série de livros que nos mostra o diário da tão querida Bridget Jones. Lembro que contei a vocês que no primeiro liro ela me irritou um pouco, mas aos poucos fui entendendo melhor quem ela é, o universo ao redor seu redor, sua família e tudo mais, e tenho que dizer: em "No limite da razão" Bridget me conquistou por completo. O livro está mais engraçado e a personagem ainda mais cativante. Também vou contar um pouco sobre o que achei do filme - sim, eu assisti logo depois de ler o livro. 


Em O Diário de Bridget Jones, o primeiro livro sobre essa personagem tão icônica e querida, desde 1996, podemos conhecer a família da personagem, seus problemas em casa, com seu corpo e sua baixa auto-estima, de alguma forma alimentada pelas grandes e absurdas exigências sociais. Também podemos conhecer mais do romantismo da personagem com seu par.

|Atenção! Por ser um livro continuação de uma história, a resenha será escrita de maneira mais crítica e abordando os pontos problemáticos do enredo. Os comentários acerca dos personagens serão leves, seus respectivos pares e com quem eles terminam - ou não - serão informações evitados - tentei deixar isso bem implícito, para que não aja nenhum tipo de spoiler. Sei que muita gente já leu ou viu o filme, mas tenho certeza que algumas pessoas ainda não leram, por isso não gostaria de estragar os grandes pontos da história.

Em "Bridget Jones - No limites da razão" continuamos acompanhando o diário da trintona mais carismática e atrapalhada que você respeita. Ela ainda continua a escrever no seu diário e de maneira só um pouquinho mais leve ainda nos mostra o quanto se preocupa em manter o peso ideal, para caber na roupa ideal e em ser bem vista pelo seu "rapaz ideal" (?), cujo personagem é uma grande referência a uma história clássica. Nesse segundo livro Bridget está ainda mais cativante e carismática, vivendo situações mais engraçadas e nos levando a observar a problemática sobre como a mulher é vista pela sociedade e os rótulos que elas têm através de situações engraçadas, narradas por ela mesma, mas sempre mantendo a ideia de que "a mulher pode ser independente sim" - livre dos rótulos, do modelo que lhe impuseram desde o início da sociedade, que lhe diz que ela precisa necessariamente casar. Talvez casar seja uma escolha, não por ser dependente, mas porque se apaixonou por uma pessoa digna, que lhe dá toda a liberdade de ser quem é. 

No Limite da Razão trará aqueles personagens irritantes, mas que não ousaria chamar de vilão. Sabe aquela pessoa que chega para atrapalhar a vida do casal apaixonado? É exatamente ela que que vai aparecer no livro e no filme, que aborda também a questão da sexualidade (haverá algumas diferenças gritantes em relação ao livro). Os amigos da personagem principal também aparecem aqui com suas características e personalidades fiéis ao primeiro livro: o amigo gay, a amiga extremamente romântica e submissa, e aquela feminista, emancipada, mas que também sente a necessidade de encontrar alguém com quem possa ter uma relação (o foco nos amigos é menor no filme). Daniel, a ex-paixão e ex-chefe de Bridget volta para mais uma tentativa de conquistar a mulher e levá-la para a cama, porém é aqui que a gente percebe um sutil amadurecimento da Bridget (no filme esse amadurecimento não acontece no momento em que Daniel aparece). 

Quem também não poderia deixar de marcar presença é Marc Darcy, um advogado extremamente tímido e rígido, com quem Bridget terá seus encontros e desencontros e que reforça a grande referência da história com o Mr Darcy, de Orgulho e preconceito. Um dos pontos mais engraçados da história inclusive, é quando Bridget é escalada para entrevistar o ator que interpretou o personagem da adaptação cinematográfica do clássico de Jane Austen.

Um dos maiores focos do livro está na questão dos relacionamentos modernos, e apesar de o livro ter sido lançado no ano de 1999 ainda continuamos a ler e vivenciar essas problemáticas dos relacionamentos. O que sobra e o que falta nas relações entre as pessoas? Ligo para ele ou para ela e tento uma conversa ou deixo de ligar e espero o retorno?

Talvez eu só tenha imaginado que ele estava terminando comigo e não fosse essa a intenção dele. Talvez no carro ele só estivesse transtornado por toda a história da agarração e esperasse que eu dissesse alguma coisa , mas agora acha que estou fugindo! Vou ligar. Esse é o problema dos relacionamentos (ou ex relacionamentos ) modernos, simplesmente não há comunicação. (Pág.: 111)

A narrativa continua excelente, a tradução da Editora Paralela também é impecável e não tira da gente a graça e as piadas do livro que funcionam muito bem. Quanto à construção da narrativa, Fielding nos envolve nas situações e junto aos personagens, principalmente a Bridget, nos conduz a refletir sobre acontecimentos, ações e atitudes, ofertando ao leitor uma tomada de consciência para um olhar mais crítico sobre a vida real da mulher na sociedade e dos relacionamentos que podem ser curéis, algo que também acontece no primeiro livro e que continua firme aqui. Com um bom humor, as situações são como uma grande ironia para o leitor que traz à realidade suas experiências e as compara com o universo de Bridget, que é um pouco de cada um de nós: um poço de insegurança, de drama, de melancolia, de atitudes erradas, etc. Não que os demais personagens também não representem ninguém, no entanto existe uma tensão maior sobre a protagonista.

"Estou muito melhor agora. Compreendi que a resposta não é ficar obcecado por nossos próprios problemas, mas ajudar os outros. Passei uma hora e quinze minutos ao telefone animando Simon, que, claro, não estava na cama com Sharon. Acabei sabendo que ele ia se encontrar à noite com uma garota chada Georgia, com quem estava transando nas noites de sábado , mas agora Georgia tinha lhe dito que não achava que a noite de sábado era uma boa ideia, porque fazia parecer que eles eram um casal." (Pág.177) 

E não posso deixar de citar também uma problemática muito importante e que é atrelada à questão feminista que envolve o enredo do livro. o machismo. Que existe desde que a sociedade passou a existir, certo que antigamente mais explicita, porém atualmente disfarçada, mas firme e forte em sua existência. Isso está no pensamento de pessoas mais velhas de algumas mulheres, mas ainda e principalmente no discurso e na fala dos homens aqui representado por Daniel. O leitor irá notar isso facilmente, mas num dado momento do pensamento da própria Bridget Jones: 
"Daniel é o arquétipo absoluto do homem de fim de milênio. Está ficando claro para que as mulheres são a classe superior . E ele está compreendendo que não tem mais papel nem função alguma, portanto, o que é que faz? Parte para a violência." (Pág.: 262) 

 Ainda atual e refletindo a mulher e o que ela sofre com as imposições da sociedade carregada de machismo, Bridget Jones continua sendo um retrato das consequências de ser "escrava" das imposições sociais e dos tipos de relacionamentos impostos pela sociedade. Com um humor natural - embora alguns momentos desenhando uma mulher exageradamente ingênua - e linguagem nada rebuscada, No Limite da Razão é um livro ideal para rir e para ser problematizado na roda de amigos e até mesmo na família. 

XOXO,
Diih.

2 de novembro de 2016

O Diário de Bridget Jones - Helen Fielding



Olá, pípol!

Depois de muito tempo querendo e só esperando a oportunidade para conhecer Bridget Jones, enfim consegui. O livro que foi publicado nos anos 90 apresenta o diário de uma das personagens mais queridas pelos leitores, uma mulher que sofre com os ditos "moldes" impostos pela sociedade, em situações que ainda podem ser vistas atualmente.

Bridget Jones é uma personagem querida por milhares de leitores em todo o mundo e agora tem seu diário republicado pela Editora Paralela, numa edição linda de capa e diagramação. Enquanto Bridget vive situações amorosos inesperadas e situações atrapalhadas, nós leitores acompanhamos tudo: nós estamos lendo neste momento o diário de Bridget. No diário ela conta sua paixão pelo seu chefe, o charmoso Daniel, por quem ela suspira durante seu dia-a-dia no trabalho. Conta também os problemas  familiares pelos quais passa, as desavenças principalmente com a mãe, que está o tempo inteiro tentando arrumar um marido rico para ela. Nessa tentativa de arrumar um namorado para a filha, a mulher apresenta o advogado Mark Darcy, um homem sério, com uma boa qualidade de vida, que tem um pé atrás com Daniel por um acontecimento do passado. Nesse "diário" também vamos acompanhar a luta de Bridget para perder peso e estar de acordo com os moldes de corpo perfeito, bem como a luta para parar de fumar e beber e controlar a ansiedade. Na companhia dos amigos (o clichê da amiga romântica e sonhadora, o melhor amigo gay e aquela amiga totalmente pé no chão) Bridget encontra conforto para superar e amenizar suas crises de baixa auto-estima e de idade, até que um romance inesperado aconteça. É um ano acompanhando a vida de Bridget Jones, até chegar à grande realização da mulher no ano seguinte.

Sou fruto da cultura Cosmopolitan, fui traumatizada por supermodelos e todo tipo de testes e sei que nem minha personalidade nem meu corpo darão conta do recado  se não forem bem trabalhados. (Pág.: 61)

O Diário de Bridget Jones é um livro que aborda com bom humor a história de uma mulher  que tem a auto-estima abalada, vivendo uma crise dos 30 e poucos anos, devido às imposições sociais que ditam o peso ideal, a maneira ideal de se comportar, a idade certa para casar, e que mostra a dolorosa realidade do preconceito das pessoas em relação a uma mulher que ainda não casou ou teve sequer um relacionamento duradouro aos trinta anos. Por essas e outras que a narrativa de Helen Fielding é tão necessária e dialoga perfeitamente com nossa atualidade.

Uma das coisas que mais me chamou a atenção na narrativa é a facilidade de sentir empatia pela personagem, que conquista você, mas também consegue despertar um sentimento de irritação, de ira. Digo que isso pode ser legal porque ao mesmo tempo que o leitor gosta da personagem e torce para que tudo dê certo para ela, quanto mais ela parece fraca, boba e irritante - porque ela é!- em alguns momentos, ele também pode se sentir apático e incomodado, e perceber que ele deseja para si totalmente o contrário disso. É como se fosse um arranhão para o despertar da consciência no leitor.

Bridget é a mulher de ontem, em contraste com a mulher de hoje, vivendo numa sociedade em que pouca coisa mudou se pararmos para perceber que o modelo ideal de mulher ainda é ditado pela sociedade. Bridget entende que precisa ser magra para os homens olharem para ela; a todo o momento a mãe da personagem aponta o modo chulo de falar, da filha ("Querida, não diga 'que', diga 'desculpe, o que disse?"), que também é criticada pelo modo de se vestir. A diferença da Bridget para boa parte das mulheres de hoje é que elas já se levantaram e lutam pela igualdade. E por falar em lutar pela igualdade o livro traz a personagem Sharon, que é uma das melhores amigas de Jones, é uma mulher totalmente desencanada das imposições e não se abala com as críticas e o olhar das pessoas sobre sua vida. Ela tem respostas para tudo e acredita que mulher para ser mulher não precisa necessariamente ser casada.

O livro teve sua publicação oficial em 1996 e na adaptação para o cinema trouxe a atriz Renée Zellweger como personagem principal. O longa tem uma trilha sonora maravilhosa, destacando All By Myself, música primeiramente cantada por Celine Dion, dessa vez interpretada pela cantora country Jamie O'Neil. A atriz que interpretou Bridget fez tão bem seu papel, que foi indicada ao Globo de Outro, em 2002, como melhor atriz - o filme também foi indicado na categoria de melhor filme comédia/ musical. No entanto, apesar do sucesso, ainda prefiro o brilho e os detalhes presentes no livro, que apesar de ter me deixado na corda bamba - entre o amor e o ódio - se fez uma leitura extremamente agradável.

O Diário de Bridget Jones é um livro totalmente atemporal, que mostra uma mulher totalmente refém da pressão social e da cultura machista que está presente em cada canto do mundo. E a autora usa essa mulher totalmente submissa a todas as expectativas sociais para mostrar o quão diferente você deve ser e o quanto você deve lutar para se sentir bem do jeito que é. Uma leitura divertida e ao mesmo tempo realista e atual.

XOXO,
Diih

18 de maio de 2016

O Acordo, Elle Kennedy – Amores Improváveis #1



Ops! Olha eu!
Olá todo mundo! Cheguei trazendo resenha de um gênero, que quem acompanha o blog certamente vê muito pouco por aqui. Porém, sou desses que gosta de sair um pouco da zona de conforto e quando aparece a oportunidade eu agarro com força. Por isso, “O Acordo” chegou aqui em casa, foi lido e agora conto para você um pouco mais sobre ele.

“O acordo” é o primeiro livro de uma série intitulada Amores Improváveis, escrita pela autora Best Seller do New York times, Elle Kennedy, um New Adult que vai apresentar ao leitor um casal diferente a cada volume. No primeiro livro da série vamos conhecer o casal Hannah Wells e Garret Grahan.



***

“Hannah Wells conseguiu se interessar por alguém novamente. Mas embora seja autoconfiante em vários aspectos da vida, carrega nas costas uma bagagem e tanto quando o assunto é sexo e sedução. Não vai ter jeito: ela vai ter que sair da zona de conforto. Mesmo que isso signifique dar aula particular para o infantil, irritante e convencido capitão do time de hóquei, em troca de um encontro de mentirinha.

Tudo que Garret Grahan quer é se formar para poder jogar hóquei profissional. Mas suas notas cada vez mais baixas estão ameaçando arruinar tudo aquilo pelo qual tanto se dedicou. Se ajudar uma garota linda e sarcástica a fazer ciúme em outro cara puder garantir sua vaga no time, ele topa. Mas o que era apenas uma troca de favores entre dois opostos acaba se tornando uma amizade inesperada. Até que um beijo faz com que Hannah e Garret precisem repensar os termos de seu acordo”.

Hannah é o tipo de garota disciplinada, que só tira boas notas, é tímida e nada popular. E para ela isso é um ponto positivo na vida. Estudante de música, a garota luta para conseguir vencer o concurso de inverno da faculdade. Ela estuda na Universidade Briar, onde é colega de Grahan. Totalmente diferente de Hannah, o garanhão - capitão do time de hóquei – é o mais popular de todos os garotos, aquele tipo de cara que todas as meninas têm uma quedinha e que tem a garota que quer, na hora que quer, porque todas esperam por uma chance com ele. Exceto Hannah, que se vê perdidamente interessada por Justin, o garoto do time de futebol.

De longe essa história parece um verdadeiro clichê para você? Chegue mais perto e tenha certeza de que sim. O Acordo é um livro totalmente clichê, onde o garanhão do colégio, no caso aqui da faculdade, pode ter a atenção de qualquer garota, menos a da menina mais “sem graça” e menos popular da turma - essa o evita a todo custo. Junte um esporte qualquer, uma definição perfeita de um rapaz e seu orgulho ferido e você terá todos – ou quase todos – os elementos para se fazer uma história sobre um amor improvável.

Dito isto, preciso ressaltar que, apesar de todo esse clichê, o livro conta com uma narrativa agradável e que prende o leitor facilmente. Um diálogo engraçado aqui, uma dose de romantismo ali, uma situação polêmica lá. Além disso, temos dois narradores, um em cada capítulo, o que tem sido uma tática muito usada e que tem funcionado muito atualmente na hora de narrar uma história. Somos apresentados às perspectivas dos protagonistas Garret e Hannah, de modo que encaramos os dois lados do espelho.


Quando li a sinopse me interessei de cara porque devo confessar que gosto de um clichê. Se for bem colocado, se ao menos o estilo do autor estiver estampado na escrita dele para mim é válido. E eu gostei da escrita da Kennedy. Imaginei que seria um livro onde a tensão sexual estaria presente a todo o momento e me enganei. Não é bem assim. O romance não acontece da noite para o dia, a relação entre os personagens é despretensiosa, simplesmente acontece. Nada foi forçado demais na relação entre Grahan e Wells.

Até aqui eu me sinto satisfeito. Porém, preciso dizer que me decepcionei com o discurso machista com o qual me deparei em alguns momentos na trama. Não sei se essa é uma característica proposital nos romances adultos - que seja! -, mas para mim, é inaceitável que isso não tenha mudado ainda nesse tipo de história. Eu odiei Garret inicialmente porque ele se mostrou um cara machista, que acha que uma mulher precisa do prazer que ele dá para se sentir satisfeita. A mulher não precisa se curvar diante disso, mas todas elas se rendiam, com exceção de Hannah, que mesmo assim em alguns momentos escorrega e se mostra submissa na vida.

Fiquei muito incomodado com isso e irritado com o estereótipo que paira sobre os personagens também. As garotas são as oferecidas, que querem a todo custo e fazem de tudo para estar com o garoto popular da universidade. Esse que é o capitão, que sempre vence, que é um deus na cama, que tem todas as mulheres aos seus pés. Aliás, os rapazes são todos lindos, garanhões e desejados. São fortes, viris, brancos, de olhos claros e cabelos lisos. Ah, são todos bem dotados também!

Nem sempre o que é comum deixa de ser atraente. Nem sempre o super dotado é aquele que vai te proporcionar o melhor sexo da sua vida.


Estereótipos e machismo à parte, o casal principal é apaixonante e consegue surpreender você. Quando a chuva de pretensão e machismo se afasta de Garret, ele se mostra um rapaz digno, apaixonante e romântico. Os diálogos não são dos mais tocantes, nem dos mais inteligentes. Alguns são desnecessários e não causam efeito algum, além de um sorrisinho de canto de boca, que traduzindo diria a você: - “que ridículo”.  Ao mesmo tempo, Hannah não é a mocinha boazinha o tempo todo e mostra que mulher também tem seu lado de moça má – se é que você me entende.

O acordo é um livro para ler sem muitas expectativas, para o leitor que quer leitura fácil e leve. Ele te prende com uma narrativa agradável e situações típicas do cenário universitário – que já estamos habituados a ver -, e até pela presença de assuntos polêmicos, abordados de maneira muito rasa na história, infelizmente. Não é o tipo de história que vai acrescentar coisas grandiosas e te cobrir de reflexões. Mas se você deseja uma história sexy, com um pouco de drama e graça vai se sentir satisfeito.  



O livro será publicado pela Editora Paralela e chega às livrarias no próximo dia 25 de maio.

Bjux e até mais!

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