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27 de setembro de 2018

#TAG| MENOS EU


Opa!
Prepare-se para TAG mais aquariana que você irá conhecer a partir de agora.


Quando a Barbara Machado, autora de Antes de Casar, me marcou na foto me convidando para responder a essa TAG, pensei: "garota, você é aquariana? Tem algo de aquário na vida ou é só coincidência?" Porque, sério, aquariano que sou reconheço minha personalidade toda aqui. Dizem que aquariano é do contra... "Menos eu". ♥️

★ Gênero que todo mundo (ou a maioria dos leitores) ama, menos eu:

😃 Teria uma listinha aqui com alguns gêneros que para mim não rola mesmo. Poderia colocar aqui como primeira opção romance de época, porém nesse gênero eu me arrisco, mas... os livros HOT para mim não rola. Nas vezes que me propus encarar deu merda porque critiquei e critiquei muito os deslizes que encontrei e que pelo que vejo nas resenhas alheias acontece na maioria das vezes nesses livros. Então, PASSO FORTE!

★ Livro que o mundo inteiro já leu, menos eu:

Vi todos os filmes, mas não li os livros. E ainda assim me apaixonei forte por essa história.

😃 Há vários. mas com certeza Harry Potter. Apesar de ter assistido a todos os filmes não li um livro sequer. Não me envergonho disso, talvez um dia eu leia. Talvez não. Mas meu amor pelos filmes é REAL. 

★ Autor que todo mundo ama, MENOS EU:
(Por motivos de não ter uma resposta para essa pergunta decidi modificar essa questão, que originalmente pergunta por "um autor que todo mundo ama, mas você nunca leu".

Já li alguns livros da autora e tenho críticas não tão boas para todos, exceto "Talvez um dia".

😃 Nada contra a autora, mas não gosto dos livros dela. Possuem narrativas agradáveis, que prendem, que são confortáveis, mas... Histórias que ao meu ver são acompanhadas de grandes deslizes, de situações que não me convencem, muitas vezes forçadas demais. Então, para mim não rola. Todo mundo gosta, MENOS EU.

★ Livro que todo mundo ama, MENOS EU:

Comecei a ler o livro por causa do burburinho sobre a história quando lançou, mas achei ruim  e não consegui passar do primeiro capítulo. 

😃 Não adianta.  Crepúsculo (e a saga inteira) adquire o meu lado antipático de ser. Vi todos os filmes e ainda arrisquei ler o primeiro livro, mas não consegui avançar na leitura. os personagens não me cativaram, o romance também; no filme, nem os personagens nem os atores e suas interpretações toscas (reconhecendo as exceções) me convenceram.

★ O personagem preferido da galera, mas que eu não curto:

Não gerou sentimento desde o primeiro filme

😃 Não sei por que Peeta até hoje. Sinceramente é um personagem que não me convence. Acho sem graça, sem carisma... Enfim, não rolou. Desde o primeiro filme. Prefiro mil vezes o outro bonitinho que também era apaixonado por Kat - me perdoe, esqueci o nome dele, mas você com certeza sabe.

★ O ship que todo mundo fazia menos eu:
😃 Vou quebrar as regras e escolher dois: Harry Potter e Hermione: não sei, mas acho a amizade deles tão bonita, que não conseguia ver amor além do amor amigo ali, por consequência disso nunca torci por eles. Eu realmente torcia por ela e Rony.

- Posso falar também de Katniss e Peeta: Já deixei bem claro anteriormente que não gosta do Peeta. Com toda a frieza e muitas vezes antipatia de Kat, eu gosto muito dela. Mas por ele não rolou paixão. Preferia mil vezes que ela engatasse um romance com o outro bonitinho que também era apaixonado por Kat - me perdoe, esqueci o nome dele, mas você com certeza sabe.

★ Livro que muita gente não curtiu, mas eu adorei:

Meu casal predileto dos últimos anos

😃 UM DIA não pode não se encaixar nessa categoria. Não só adorei, eu AMEI FORTE e se tornou um dos melhores livros contemporâneos que li nos últimos anos (e olha que tenho 11 anos de blog e de leituras sem parar). Não entendo o por quê de muita gente não gostar: uns acusam o final do livro (que por sinal é uma das coisas que mais gosto nele), outros dizem que a narrativa é chata. Mas eu vejo uma riqueza nos diálogos e no drama dessa história, nos personagens e na complexidade deles também. I LOVE EMMA E DEXTER 🎔

★ Uma série que todo mundo ama, menos eu:

😃 Como não costumo ler séries, não teria uma resposta para essa categoria, mas vou improvisar e escolher uma série que muita gente fala bem, mas que eu sinceramente nunca vi nada de tão atrativo na sua proposta, muito pelo contrário, achei bem repetitiva, não li e não leria. É a série DIVERGENTE.


É isso aí! Espero que não tenha se assutado tanto com minhas respostas. Claro que respeito muito o gosto alheio e aqui há apenas a minha opinião sincera acerca de cada história e personagem que citei. Porque eu costumo muito falar do que gosto, mas é importante a gente mostrar o que não nos agrada também. ão dá pra fazer a Polliana o tempo inteiro, é preciso fazer o jogo do descontente também. Não só relacionado as suas leituras e personagens e programas favoritos, mas também na vida e nas situações que por um triz são capazes de nos empurrar para o comodismo.

Eu volto,
Um beijo ♥️

16 de dezembro de 2016

9 de Novembro, Colleen Hoover



Olá! ♡
|Um carinho e um desejo de feliz início de final de semana para você. 

Vamos conversar sobre o livro NOVEMBRO 9, da autora Colleen Hoover? 

Colleen Hoover ou simplesmente CoHo, é uma das autoras mais consagradas da atualidade. Autora dos livros Métrica, O Lado Feio do Amor, Talvez um dia, entre outros, a autora lançou há pouco tempo It Ends With Us, enquanto aqui no Brasil a Galera Record Lançou a poucos meses o tão esperado NOVEMBRO 9. 

Não dá para negar que a CoHo está na lista dos autores de maior sucesso no mundo, mas assim como qualquer outro autor na condição de ser humano não escapa dos escorregões e exageros na hora de construir uma história. E foi exatamente o que aconteceu com esse livro ao meu ver. Quando li Talvez um Dia e me apaixonei pela leveza do romance e pelos personagens tão "familiares" fiquei empolgado para ler o próximo lançamento, que foi divulgado no Mochilão, e agora depois de ter lido representou na verdade uma decepção para mim.

|Cada um tem a sua visão e o meu papel é expôr a minha, portanto não se prive de ler o livro caso o que você ler aqui não é o que esperava.|

Talvez você lembre logo de cara do livro UM DIA, do David Nicholls, quando souber que NOVEMBRO 9 é uma história que se passa de ano em ano na mesma data (os próprios personagens citam o livro na história), mas a única semelhança que você irá encontrar com a narrativa de Nicholls é essa, porque ao contrário dela o livro da CoHo nos prende e nos limita aos personagens e o que eles vivem todos os anos, poucas vezes expandindo expandindo para o leitor o ambiente onde a história se passa.

Tudo está concentrado no dia 9, em Fallon e Ben. Ambos se conhecem de forma inusitada e em pouco tempo desenvolve um sentimento de querer bem, de não querer se afastar e começam a se envolver. Porém, Fallon, atriz que por motivos trágicos já não exerce sua profissão como antes, está a um dia de se mudar para Nova York, mas quando a química instantânea entre ela e Ben torna-se inegável, a garota, que é filha de um ator famoso com quem não tem um bom relacionamento, começa a se sentir tentada a ficar. Servindo de inspiração para o romance do jovem escritor, Fallon decide viajar e aceita encontrar com o garoto a cada um ano no dia 9 de novembro. A partir do primeiro encontro o enredo de Ben é construído, enredo esse que de alguma forma contribuirá para os altos e baixos do relacionamento que agora está ameaçado por um segredo que pode mudar tudo para os dois.

É inegável a brilhante escrita da autora, que narra a história com uma leveza capaz de prender o leitor até que ele não sinta mais vontade de largar o livro - isso aconteceu comigo em Maybe Someday e Nunca Jamais" -, no entanto, isso nem sempre é garantia de uma história maravilhosa e cativante. Aos meus olhos, esse adjetivos não funcionam para esse livro. Primeiro porque a autora colocou drama em excesso, tornando a história extremamente irreal, o que me leva a apontar o quanto o livro está repleta de cenas forçadas, capaz de causar o sentimento contrário ao que provavelmente a autora gostaria de causar no leitor: a emoção. 

O livro tem muita tensão, característica das histórias dramáticas, mas não traz surpresa alguma, apresentando uma construção narrativa do tipo que o leitor já sabe o que virá no começo, no meio e no fim. Além disso, a rapidez dos acontecimentos, o amor instantâneo entre os personagens, a limitação dos espaços de cena (são poucas as vezes que o leitor pode se distanciar um pouco de Fallon e Ben para conhecer o que existe ao redor deles) fez história artificial demais e nada atrativa. Estamos focados em dois personagens egoístas e que não apresentou crescimento algum durante a narrativa. E por falar em crescimento, as mudanças de capítulos, que tenta levar o leitor a cada um ano mais parece uma continuação porque como já disse os personagens não evoluem e parecem ter a mesma idade do ano anterior e a história parece continuar de onde parou: parece que o sofrimento dos dois estacionaram no tempo, o problema mal resolvido do último encontro também dá a impressão de que ficou parado no tempo esperando para então ganhar continuidade um ano depois. Nesse momento me perguntei o motivo dessa quebra do tempo. Ela simplesmente não funcionou!


Fallon inicia a história com um sentimento tão pesado em relação ao pai, que a beleza dela desaparece (mesmo quando a autora tenta nos mostrar a beleza interior de uma pessoa) porque nesse momento ela é mais uma personagem insolente, vulnerável e sem cor, do que uma garota cativante. Já Ben representa aquele velho personagem ousado que chegou para mudar e levar luz para a vida da mocinha (ele ainda consegue ser mais carismático). E nesse conto de fadas moderno eu encontro uma mocinha totalmente submissa (será que isso é justificado pelo problema que ele teve?), totalmente dependente, e mesmo tendo a presença do pai e da mãe e de uma amiga que mal aparece na história - uma amizade que não me convenceu - a única pessoa que lhe trouxe uma vida melhor foi Ben. O Macho ALFA, segundo as ironias de Fallon. Por falar nisso, em dado momento presenciamos uma crítica a esses esterótipo dos personagens machistas e supervalorizados das histórias, mas ao mesmo tempo a autora escorrega e coloca sobre os nossos olhos uma garota vulnerável, que acha que sua melhora e seus problemas são resolvidos porque há um homem ali para cuidar de tudo. Resumindo, há ali na história um macho alfa. 

"Estou tonta. Tão tonta, e é tão bom... Minha mãe é louca. Burra, maluca, disparatada, e ela está errada. Por que uma garota se preocuparia em se descobrir quando nunca será capaz de se sentir tão bem um cara pode fazê-la se sentir? Beleza, agora eu é que estou sendo burra. Mas Ben está me fazendo sentir muito bem. (Pág.:81)

E talvez você diga: "Mas ela mesma reconhece no final da frase o quanto está sendo burra". Certo. Quando você ler a história vai perceber que a dependência, a submissão e vulnerabilidade não acaba por aí nem nem mesmo uma evolução com a idade dos personagens. Eles são o que são com 18 ou 23 anos. E os diálogos nada tocantes, misturados às gírias que não tem a cara dos personagens, só acentua a narrativa forçada e nada original. 

"Bonita pra cacete foram as palavras dele.E embora pareça bom demais para ser verdade (...) estou me sentindo gananciosa o bastante para querer passar o resto do dia com ele." (Pág.: 50)

A mensagem sobre a beleza, sobre você tentar enxergar o outro como ele realmente é, além das aparências, é válida. Assim como um momento surpresa, que ouso dizer foi o único momento empolgante na história, que me despertou um ar de surpresa, mesmo depois disso a história seguindo por um caminho totalmente previsível como é desde o início. 

"- As pessoas não se sentem desconfortáveis quando olham para você por causa das cicatrizes, Fallon. Ficam desconfortáveis porque você faz com que as pessoas sintam que é errado olhar para você." (Pág.:59)

NOVEMBRO 9 é um livro com uma boa proposta de enredo, embora nada original. Poderia ser uma história espetacular se dosasse a carga extrema de drama que existe no enredo e não caísse tanto na mesmice de um clichê pesado, que poderia ser melhor desenvolvido. A maioria das pessoas podem aclamar o texto, mas infelizmente para mim é contraditório e exagerado.

XOXO,
Diih.

29 de junho de 2016

‘Talvez Um Dia’, Colleen Hoover: Uma História de Amor, Música e Paixão🎵



Um Olá, 💗

🎵 ... Cheio de paixão, com uma melodia apaixonante e uma resenha da minha primeira leitura de inverno. Não poderia ter feito uma escolha melhor: “Talvez um dia” foi um livro que me deixou ainda mais apaixonado do que já sou nessa vida.

Eu sempre fui apaixonado por música, clipes musicais, histórias de amor e drama. E quando todas essas coisas se misturam num trabalho bem feito me ganha por inteiro. Não é que eu tape meus olhos para o que pode existir de negativo numa junção mal feita, mas as probabilidades de esses pontos não tão bons serem deixados de lado algumas vezes acontece sim. E foi justamente o que aconteceu com Talvez Um Dia, da autora Collen Hoover, livro publicado pela Galera Record em maio deste ano.

O dia deveria ser especial para Sydney, mas ela descobriu que seu namorado está tendo um caso com sua amiga Tori, com quem também divide o apartamento. Sem ter para onde ir, com o coração partido e sem saber o que fazer, a garota aceita o pedido de Ridge - um músico que mora em frente ao apartamento onde até então Sydney morava - para passar uma temporada morando com ele e os amigos. Ridge toca violão todos os dias na varanda de casa e foi assim que Sidney o viu pela primeira vez. Ela é apaixonada pela maneira como o rapaz toca suas canções, escreve uma letra para uma música dele e isso acaba aproximando os dois, que descobrem o amor pela música em comum. Mais tarde vão descobrir que há uma ligação ainda maior que os aproxima, além da música. No entanto, a atração que os dois sentem um pelo outro chega num momento em que talvez suas vidas não estejam prontas para viver o romance. Não agora, mas talvez um dia.


“Talvez Um Dia (Maybe Someday)” é o mais novo livro da Colleen Hoover lançado no Brasil, que traz uma proposta diferente dos demais livros da autora: é um romance musicado, em que os personagens dialogam também através das músicas que compõem, por isso é essencial que se leia acompanhando a trila sonora – causa uma sensação ótima.

A história ao mesmo tempo em que é contada com a leveza familiar da narrativa da autora - extremamente agradável, diga-se de passagem - consegue ser profunda e desperta um misto de sensações relacionadas a assuntos delicados – traição, sentimento amoroso, a maneira como o sentimento se desenvolve e o momento em que de fato ele é aceito. Além disso, Talvez Um Dia é um livro que conta com um enredo sensato e personagens que inicialmente podem parecer infantis demais, mas que conseguem nos surpreender aos poucos.

💭 Você consegue dominar a atração?

💭 Você conhece a força que a atração que você sente tem?

💭 E a força dos seus sentimentos?

💭 Você sabe lidar com a traição?

💭 Como as pessoas lidam com o ato de trair?


Essas são algumas das perguntas que serão respondidas à medida que você segue com a leitura e se depara com os pontos de vista de cada um dos protagonistas. Há uma grande surpresa no livro, que envolve um dos personagens e para quem nunca leu algo além da sinopse do livro com certeza será uma descoberta feliz.

Drama e graça; Romance e sensualidade; Bobagem e seriedade. Temos um livro com tudo na medida certa, em equilíbrio. O drama nunca é em excesso, está sempre se misturando a um comentário engraçado ou um personagem menos sério, do mesmo modo que o romantismo também dialoga com um momento mais sensual. Bobagens e momentos de discussões sérias também estão em harmonia na história.


Apesar de a ideia de escrever uma história misturando letra e música, e ter acertado muito nesse feito, as composições não se apresentam como músicas marcantes, com letras ricas e arranjos maravilhosos. Quem produziu a trilha sonora foi o músico Griffin Peterson, que emprestou também sua bela voz para cantar os temas de amor de Sydney e Ridgi.

Se você assistiu ao filme Letra e Música, com Hugh Grant e Drew Barrymore, certamente perceberá uma leve semelhança entre a obra cinematográfica de Marc Lawrence e o enredo escrito pela Hoover. Ambos envolvem música, pessoas com passando por períodos nada produtivos, diálogos através de cações, a união de duas pessoas que se completam não só na vida, como também no talento que possuem.

Talvez um dia (Maybe Someday) é um livro para ler e se apaixonar, com um enredo repleto de sensibilidade e discussões inevitáveis sobre temas importantes – quero deixar que vocês descubram sobre o que estou dizendo -, que nos mostra o lado sensato e o lado egoísta do ser humano. Um texto com personagens verossímeis, romance na medida certa e uma união perfeita entre letra e música.

XOXO, até logo.

Diih 💗

6 de abril de 2016

‘Nunca jamais’, Colleen Hoover & Tarryn Fisher



Olá, pessoal!

Primeiramente quero desejar um dia lindo e uma quarta-feira maravilhosa, repleta de paz e ótimas notícias para todos. E por falar em notícias quero contar que tive o meu primeiro contato com a autora da série Métrica, a tão querida Colleen Hoover, como vocês podem perceber. Seu último trabalho, “Nunca Jamais” (Never, Never), é primeiro livro de uma trilogia, em parceria com Terryn Fisher, que é uma autora é autora best-seller do New York Time e do USA Today.

O que você faria se acordasse um dia e descobrisse que não se lembra de praticamente nada da sua vida - o que inclui seu próprio nome, seu endereço, quem são seus pais, seus amigos -, mas é capaz de lembrar coisas superficiais como, por exemplo, a letra de uma música?


Charlize Wynwood mora com a irmã e a mãe alcóolatra, seu pai está preso, ela tem um relacionamento de quatro anos com um garoto que conhece desde criança. Ela não consegue lembrar-se de nada disso. Assim como Charlie, Silas Nash também não se recorda de nada, nem mesmo que tem uma namorada. O rapaz vem de uma família bem estruturada, de bom nível social, divide a casa com os pais e o irmão com quem tem uma linda relação de amizade. A família dele não gosta nem um pouco de Charlie. Mas por qual motivo? O que aconteceu para que a memória dos dois desaparecesse assim de repente, apagando tudo sobre a identidade do casal e de quem são? Aos poucos os dois encontrarão pistas e informações sobre suas vidas e vão descobrir segredos que farão questionar o por quê de ainda estarem juntos e se realmente se amam.

Nunca quis ler algo da Hoover porque seus trabalhos anteriores não me chamavam atenção. Mas quando li sobre Nunca Jamais e entendi que era o momento de dar uma chance à autora e tenho que dizer: não me arrependi e acho até que esperar por esse livro foi o certo a ser feito porque realmente fui conquistado.

Nunca jamais é um thriller romântico e misterioso, que mistura romance e suspense na narrativa. Posso dizer que é uma trama competente, tanto pela maneira como a narrativa foi conduzida, quanto pela escrita leve das autoras. Os artifícios que utilizaram para prender o leitor e fazer com que o mistério envolvendo a vida dos dois desse certo são dignos de aplausos.

A escolha da narrativa em primeira pessoa, cada capítulo sob a visão de cada um dos protagonistas, é mais uma característica que faz do romance um texto excelente. Muitos questionamentos e interrogações rodeiam a vida de Silas e Charlie e de alguma forma eles nos levam nessa busca incessante pela descoberta dos acontecimentos. O leitor é inserido facilmente na história porque o narrador personagem divide suas emoções, seus medos e dúvidas, elementos que caracterizam a subjetividade e consequentemente facilita o clima de suspense na narrativa.


Os personagens possuem características bem distintas, o que só afirma as personalidades bem trabalhadas. Silas é um rapaz que a todo o momento, mesmo com a perda de memória, parece se apaixonar por Charlie – talvez essa seja uma das lembranças que não foi retirada, mas está muito longe dos "olhar" do garoto para que ele perceba . Ela, por sinal, tem uma personalidade dura, nada amável ou sensível – justificada pela base familiar em que vive. Talvez eles não sejam perfeitos um para o outro, mas ambos erraram na relação – eles descobrem isso durante a narrativa - e percebem que guardam segredos um para o outro que revelam o caráter duvidoso de ambos.

Lendo o livro fui me lembrando do filme “Como se fosse a primeira vez” - quando você ler vai entender num determinado momento minha lembrança – e do livro “O Gigante enterrado”, do Kazuo Ishiguro, e todo seu clima misterioso acerca do esquecimento dos casais protagonistas e dos questionamentos sobre a identidade deles como pessoas e como casal também.

Nunca jamais é um livro intrigante e extremamente envolvente. Uma colcha de retalhos construída a partir das lembranças dos personagens, que de alguma forma estão buscando suas identidades, questionando ações e mergulhando num mar de dúvidas – “o que fomos, quem somos agora e o que seremos. Indico a todos os fãs da Hoover, que nunca deixaram de me dizer o quanto a escrita dela é competente e a todos aqueles que assim como eu resistiram a ler algo da autora.
 Tenho que dizer que estou tremendo de ansiedade, louco pra ler a continuação. A série Never Never já foi publicada (completa) lá fora e o último livro foi lançado em janeiro deste ano. Agora é só aguardar a Galera Record publicar a continuação aqui no Brasil também.

Bjux 1.000 e até logo!
Diih
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