♥lá,
gente!
Hoje é dia de resenha! Uhuuu!!!
Eu li Memória
de Minhas Putas Tristes em meu primeiro semestre na faculdade, para um
trabalho de introdução das teorias
literárias, na época em que o blog estava em último plano, por isso nunca
resenhei. Confesso que inicialmente estranhei o título e pensei: mais um livro cheio de passagens sacanas.
Mas o meu preconceito inicial foi totalmente partido em pedaços quando li essa
obra linda do querido Márquez.
***
Gabriel García Márquez foi um escritor colombiano – mas
também era jornalista, ativista, editor e político – que, infelizmente, nos deu
adeus em abril de 2014. No entanto, Gabo, como também era conhecido, deixou
obras maravilhosas para nós leitores, tornando-se imortal para a literatura. “O
amor no tempo do cólera” e “Cem anos de solidão” são duas das mais famosas e aclamadas
obras do autor, dentre tantas outras.
Em Memória de
minhas putas tristes vamos conhecer um cronista e crítico musical que está prestes
a completar noventa anos de idade e quer se dar um presente. Mas não um
presente qualquer, ele deseja uma noite de amor com uma adolescente virgem. Então
ele se lembra de Rosa Cabarcas, a dona de uma casa clandestina que costumava
avisar aos clientes sobre algumas novidades. Mas o senhor que encontramos nessa
obra nunca sucumbiu a desejos desse tipo, mas, ainda assim, Dona Rosa não
acreditava na pureza dos princípios dele. Um dia ela recebe sua ligação – vinte anos depois – com um pedido "quase impossível" e decide ajuda-lo. Mas algo acontece
com o senhor nonagenário quando ele vê a tão esperada garota dormindo.
“Também
a moral é uma questão de tempo, dizia com sorriso maligno, você vai ver.”
♥
Quando comecei a ler esse livro eu nutri certo
preconceito - ‘isso é apologia à pedofilia?’, ‘que nome estranho para um livro!
-, até que comecei a entender melhor a proposta do Márquez. Narrado em primeira
pessoa, o livro é puro amor e discute moral, mas acima de tudo - e sempre -, o
tempo para o amor. É uma história com uma ousadia
em seu enredo admirável e uma linguagem poética encantadora. Você simplesmente
esquece a ideia desaprovadora de um senhor de noventa anos dormir com uma
jovem, para se envolver com a pureza do sentimento tão esperado por uma vida
inteira que nasceu naquele cenário.
“Havia
achado sempre que morrer de amor não era outra coisa além de uma licença poética.”
♥
Memória de minhas putas tristes foi escrito
em 2004, inspirado no livro japonês “A casa das belas adormecidas” e publicado
em outubro do mesmo ano nos países espanhóis. No Brasil foi lançado em 2005, pela
editora Record, com tradução de Eric Nepomuceno.
P.S: pode ser até pecado para a escrita de uma resenha, segundo as normas, mas não consegui listar algo que me incomodou no livro, além do preconceito que nutri inicialmente, mas, como havia dito anteriormente, destruído ao final do livro. Por isso eu indico essa leitura e garanto ser um dos melhores que já li na minha vida.
Encontro vocês logo, logo.
Bjux do Diih♥ .

