♥ Olá! 
você apaixonado por leituras leves, histórias que envolvem família, amizade e ainda tem como personagem o melhor amigo do homem. A Novo Conceito apresenta SEMPRE HAVERÁ VOCÊ, da autora Heather Butler.

Uma Família, um cão e um novo começo...

Em Sempre Haverá Você temos o garotinho George, tão doce inteligente e esperto, e Theo, seu irmão mais novo, o tipo de garoto que deixa qualquer pessoa de cabelo em pé. Além deles, você vai conhecer uma família unida e cheia de amor e um cachorro chamado Goffo. Quem conta essa história é o primogênito da família numa espécie de diário onde escreve seus pensamentos e acontecimentos de forma única. Ele tem um jeito peculiar de escrever e destaca as palavras da seguinte forma: as preferidas ficam em negrito e as que não gosta escreve com letras pequenas demais. É muito amigo e ama demais seu irmão, embora muitas vezes perca a paciência com ele. Também adora brincar de um joguinho em que ele e a mãe falam palavras novas. Aliás, a mãe do George é a pessoa favorita da vida dele mesmo que tenha amor pelo amor pelo melhor amigo, Dermo, pelo pai, os avós, seu cão. Mas agora a sua pessoa favorita da vida está muito doente e nem brinca mais de palavras novas, não sorri como antes, nem inventa poemas com o Theo. Tudo o que George deseja é fazer a mãe sorrir novamente, que ela possa voltar a brincar feliz e seja curada. Mas aos poucos ele vai aprender muito sobre a vida, e principalmente que existem coisas invencíveis e é preciso saber lidar com isso.

Quem leu A mais pura verdade, livro do Dan Gemeinhart, também publicado pela Novo Conceito, pode se identificar com a história, embora a narrativa de Butler seja mais rápida e direta. A semelhança está nos personagens cativantes, na união familiar, na graça da história e na força dos personagens.

Butler escreveu uma narrativa onde o ponto alto é a família e é lindo vê-la tão unida (embora seja perfeita demais, como naqueles comerciais de margarina). Pais atenciosos, que brinca com seus filhos e que estão sempre com eles, não deixando que lhes falte amor e companheirismo; união entre irmãos, proteção e cumplicidade também faz parte da história. E para completar um cão chamado Goffo, que é a diversão da casa. O texto é sutil, é rápido, é aconchegante, mas possui algumas falhas.

Narrado em primeira pessoa na voz de um garoto de com pouco mais de 9 anos de idade, temos uma narrativa despretensiosa, leve e fluida. Isso ajuda muito a seguir com a leitura e acredito que seja esse um dos motivos para eu ter chegado tão longe em tão pouco tempo. Porque de capítulo para capítulo temos uma quebra brusca na narrativa, começando novas situações e deixando muitas coisas soltas de um momento da narrativa para outro. Será que isso pode ser justificado pelo formato da narrativa (uma criança escrevendo no seu diário)? Seja como for, a doçura de George e a empatia que ele causa no leitor compensa.

No entanto, a questão da quebra da narrativa não me incomodou tanto quanto alguns conceitos machistas que encontrei no texto. No momento em que estamos lutando contra os rótulos, lutando pela igualdade, pelo respeito na causa LGBT, querendo excluir conceitos de que "isso é para menina e isso é para menina", por exemplo, a autora coloca no seu texto uma passagem em que o próprio personagem decide não escolher um objeto de cor rosa porque essa cor não é para um menino. Entendo que a imagem de família bonito que citei no início seja a tão comentada família tradicional, cheia de regras e rótulos. Sou a favor da família, deixo claro; mas sou contra os rótulos. 

De modo geral, Sempre haverá você é uma história leve e rápida que pode encantar e divertir o leitor pela ingenuidade dos personagens e suas peripécias. Uma história que tinha tudo para ser mais, no entanto apresenta um texto raso. Não diria memorável, mas é uma história carinhosa e gentil.

Bju,








Futuros #GIRLBOSSes e #DUDEBOSSes,

Imaginem largar a escola durante o ensino médio porque você não consegue se adaptar a ela; depois, sair de casa após o divórcio dos pais e viver por conta própria; arrumar um emprego de checar RGs na portaria de uma escola de arte e abrir, no meio tempo, uma loja virtual; no fim, ser CEO de um negócio de mais de 100 milhões de dólares com um escritório de 4.600 m² em Los Angeles, um centro de processamento e distribuição em Kentucky e trezentos e cinquenta funcionários.

Parece pura sorte, mas não é. Sophia Amoruso, hoje CEO da Nasty Girl, conta toda essa história no seu livro de memórias (#GIRLBOSS) e ensina a aprender com os próprios erros, a saber quando parar e pedir mais e a identificar as próprias fraquezas e usar os seus pontos fortes. O que diferencia esse de outros livros de negócio (dos que eu li), é que a autora não se preocupa em apenas jogar frases bonitas e motivadoras, ela arrebenta e mostra como faz. 

(Atenção: caso você esteja se perguntando, como a própria autora afirma, este não é um livro que vai ensinar a ficar rico rapidamente ou como começar um negócio. E também não é um manifesto feminista nem uma autobiografia ou um autoajuda.)


Na próxima sexta (21/04), A Netflix lançará a série baseada na história da Sophia e, por isso, vou dar 4 motivos para vocês lerem e assistirem a #GIRLBOSS.

1. LEITURA RÁPIDA, INTELIGENTE E DIVERTIDA


Sophia Amoruso. (Foto: Arquivo Pessoal)
Minha história com #GIRLBOSS é curiosa. Eu já tinha ouvido falar do livro, mas só tive vontade de ler após assistir ao trailer da série da Netflix. O resultado é que na mesma tarde em que vi o trailer, peguei o livro para ler e não larguei antes de terminá-lo. (Sim, dá para ler 200 páginas em um dia de uma vez só.)

Isso se deve ao fato de que a Sophia sabe deixar o leitor instigado a descobrir como ela conseguiu criar um império partindo do nada. Com muito bom humor, a autora narra suas experiências e aventuras, apontando os erros e acertos durante o caminho. É muito inspirador ver como, mesmo nas piores condições, ela conseguia dar a volta por cima e mudar seu rumo. Outro um fator que ajudou no dinamismo da leitura foi a quantidade de fotos que ela colocou para ilustrar algumas situações e depoimentos de #GIRLBOSSes, mulheres que conseguiram seguir seus sonhos trabalhando duro para isso.

2. LIÇÕES QUE MUDARÃO O SEU MODO DE AGIR


(Aproveito o tópico para reforçar: #GIRLBOSS não é um livro de autoajuda.)
"Se eu, e este livro, temos alguma coisa a provar é que quando você acredita em si mesmo, as outras pessoas também acreditam em você."
Esse livro mudou, com certeza, meu modo de agir, inclusive com o dinheiro. Uma das coisas que não saíram da minha cabeça e que eu acredito que traduz bem a mensagem central do livro é que não basta esperar. Não basta dizer "eu quero isso!" e aguardar que o universo se mova para lhe dar aquilo que você pediu. No capítulo 6, ela comenta que "logo você vai ver que o destino favorece os audaciosos que põem a mão na massa" e o livro inteiro prova isso. No fundo, já sabemos disso, mas ter coragem para colocar em prática é diferente. E, como disse George Orwell em 1984, os melhores livros são aqueles que dizem o que você já sabe.

3. NÃO É SÓ PARA QUEM QUER SER UMA #GIRLBOSS OU UM #DUDEBOSS


Se você ainda não quis ler o livro porque pensou "ah, mas eu não quero abrir um negócio, vou ler esse livro para quê?", calma lá, pequeno gafanhoto. Apesar de servir de inspiração para aqueles que pensam em ter uma empresa, o livro vai muito além disso. Algumas das situações retratadas em #GIRLBOSS vamos, inevitavelmente, viver. Por exemplo, em um dos capítulos, a Sophia Amaruso dá preciosas dicas para entrevistas de emprego e montar um currículo e uma carta de apresentação - sendo ela dona de uma empresa de 100 milhões de dólares, acho que dá para confiar, né?

4. A SÉRIE DA NETFLIX ESTÁ CHEGANDO


A série Girlboss lança dia 21 (sexta-feira, feriado!) e foi criada por Kay Cannon, escritora de Pitch Perfect (A Escolha Perfeita). Não posso afirmar que ela é uma adaptação direta do livro, mas, tratando-se de uma não-ficção, acho que servirá, pelo menos, como completo deste.




O que acharam do livro e do trailer da série? Se vocês já tiverem lido, me contem suas impressões nos comentários!

P.S.: Sou novo por aqui, talvez vocês verão minha cara mais vezes no blog (nada certo ainda). Se quiserem entrar em contato, vocês podem me encontrar no Twitter.


Lovers,

Nsses últimos dias me dediquei a uma leitura muito agradável, de um livro que se tornou especial e eu gostaria muito de contar um pouco dele para vocês. "A guerra que salvou a minha vida", da Kimberly Bradley, tem uma história linda e triste, mas ao mesmo tempo tão bela e inspiradora que você não vai conseguir parar de ler até concluir a leitura. 

|No final da resenha vocês podem participar do sorteio valendo um exemplar do livro, em parceria com a Darkside/Darklove|

Publicado pela Editora Darkside, A guerra que salvou a minha vida apresenta um relato comovente de uma menina que passou por difíceis momentos ao lado de irmão durante a segunda guerra mundial. A heroína da história é Ada, uma garota que nasceu com um problema no pé e vive uma vida de escravidão dentro de casa, onde é maltratada pela mãe, que não aceita ter uma filha "aleijada". Ada não sai de casa e tudo o que sabe sobre o mundo é visto da janela de casa por onde vê as ruas do bairro e as pessoas que passam por lá. A menina é obrigada a servir a mãe, arrumar a casa, fazer o almoço e não tem direito a boa alimentação ou a trocar uma palavra com qualquer pessoa. Ela também cuida do irmão mais novo, o James, um garoto carismático, que apesar de tudo é mais bem tratado pela matriarca, que alega que ele pode brincar na rua porque é uma garoto normal, incapaz de envergonhá-la. Quem cuida de James na maior parte do tempo é Ada, que por viver enclausurada dentro da própria casa desenvolve um sentimento de apego ao garoto, além do amor incondicional que sente por ele. Quando ficam sabendo que está para começar uma guerra e que as crianças estão sendo evacuadas do lugar onde moram na Inglaterra, eles traçam um plano e vão embora juntos. Nesse momento Ada começa a descobrir o mundo, a beleza das coisas e de novos sentimentos até então desconhecidos por ela. Quem diria que uma guerra poderia salvar a vida de Ada? 
Existe guerra de tudo quanto é tipo.
A história que estou contando começa quatro anos atrás, no início do verão de 1939. Naquela época a Inglaterra estava à beira de mais uma Grande Guerra, a guerra que está acontecendo agora [...] Eu tinha dez anos, [...] e não estava nem um pouco preocupada com ela ou com qualquer disputa entre os países. Pelo que contei já deve ter ficado claro que eu estava em guerra com minha mãe, mas a primeira guerra, a que travei naquele mês de junho, foio contra o meu irmão." (Pág.: 10)
O que pode acontecer quando você não sabe quase nada sobre o mundo que existe além das paredes da própria casa e é humilhada todos os dias pela pessoa que deveria cuidar de você? Que sentimentos podem se desenvolver numa criança de dez anos, que deveria viver sua infância, mas é tratada como escrava, é maltratada e humilhada pela pessoa que deveria lhe dar amor? As consequências em resposta para cada uma dessas perguntas estão retratadas de maneira sublime nessa histórica tocante, que nos mostra o cenário de duas lutas: a luta entre os países e a luta interna e desesperadora que acontece na vida de Ada durante a segunda guerra. 
Narrada em primeira pessoa, a partir do relato inocente, por vezes revoltado e sensível da grande heroína da história, a narrativa de Bradley contagia e prende o leitor não somente pelo cenário e contexto histórico, como também pela personalidade muito bem construída de Ada e dos demais personagens. O perfil psicológico da personagem principal e do seu irmão e companheiro é também muito bem trabalhado de modo a despertar o sentimento de empatia no leitor e fazê-lo refletir sobre as batalhas pelas quais uma pessoa passa na vida e isso independe do momento histórico em que vive. O que é também uma grande sacada: a historia transcende o tempo, pois vivemos guerras constantes durante nossa vida. 
"A voz da Mãe ecoou na minha cabeça. Sua porcaria horrorosa! Lixo, imunda! Ninguém quer você, com esse pé horrível! Minhas mãos começaram a tremer. Porcaria. Lixo. Imunda. Eu servia pra usar os descartes da Maggie ou as roupas simples das lojas, mas não isso, não esse vestido lindo. Podia passar o dia inteiro ouvindo a Susan dizer que nunca quisera ter filhos. Mas não suportaria ouvi-la me chamar de linda. (Pág.: 158)"
Os traumas e sentimentos de medo, de Ada, estão espalhados pelo texto. Você é capaz de identificar cada momento de tentativa de se libertar das amarras, dos sentimentos de raiva, de insatisfação da garota. Mas não é só isso. Ada não é só sentimento de medo, ela é força. A garota tem uma inteligência e força de vontade admirável. Ela cai, mas segue em frente. É persistente e corajosa. 
"Eu, desde o primeiro instante, adorei. As quedas não me assustaram. Aprender a montar era como aprender a andar. Doía, mas eu seguia em frente." (Pág.: 65)
Importante também destacar que autora deixa clara a importância de uma boa educação e também mostra o método de ensino de alguns professores da época, ainda visto atualmente. O incentivo à leitura também é uma constante na história, que cita algumas obras de sucesso da literatura, com destaque a Peter Pan e Alice no país das maravilhas. 
"Fui vesti-lo depois de visitar o Manteira. Sabia que a Suzan ficaria contente, e ela ficou. Escovou o meu cabelo, mas deixou-o solto. e amarrou a fita verde nova na minha cabeça. 'É a fita da Alice', ela disse. 'A garota do seu livro, a Alice, ela usa o cabelo assim.' (Pág.: 164)
Percebam que até a cor, citada de forma tímida, tem papel importante. A cor verde representa a ESPERANÇA, algo que Ada, apesar de tudo, nunca deixou de lado. E ainda sobre Alice, a Ada tem um pouco da ousadia e inteligencia da menina de Carroll; tem a sensibilidade e o medo, mas a persistência de Alice também pode ser vista em Ada, que inclusive num dado momento dialoga com o conto no seu relato:
"A Alice perseguia um coelho que usava roupas e um relógio de bolso. Ele descia pela toca, como os coelhos que eu via nos passeios com o Manteiga. A Alice ia atrás dele e caía num lugar ao qual não pertencia, um lugar onde nada fazia sentido.
Éramos nós, pensei. O James e eu havíamos caído na toca de um coelho, na casa da Susan, onde nada mais fazia sentido." (Pág.: 165)
A Ada também é uma criança consciente, neste momento encontrando confiança dentro de si:
"Enfim compreendi qual era a minha luta e por que eu guerreava. A Mãe não fazia ideia da forte combatente que eu havia me tornado."  (Pág.: 220)
Com uma edição impecável, um trabalho de capa especial e totalmente dentro do contexto da história, "A guerra que salvou a minha vida" é um um grande acerto na literatura contemporânea e é vencedor de vários prêmios importantes, além de estar em primeiro lugar nos mais vendidos do New York Times. O livro também é adotado em várias escolas nos Estados Unidos. A autora já publicou outros livros sendo este o primeiro publicado também no Brasil. Bradley vive com a família numa fazenda nas Montanhas Apalaches. 

A guerra que salvou a minha vida é um livro para a família toda. Uma história linda, delicada, tocante, especial. Sem dúvidas a Ada é uma heroína da atualidade, uma inspiração. 
O Vida e Letras em parceria com a Darkside gostaria de dar esse presente a um de vocês! Vamos lá? É super fácil de participar, basta preencher as entradas (importante colocar o e-mail) e aguardar o dia do sorteio. PARTICIPE! 

a Rafflecopter giveaway


Bjux,


Olá!BOM DIA!
Q' tenhamos uma semana linda e cheia de amor e leituras fofas.

E por falar em leituras e fofas numa mesma linha, que tal Anna e o Beijo Francês, da Stephanie Perkins? 

O livro foi lançado pela primeira vez no Brasil pela Editora Novo Conceito, em 2011, e eu li pela primeira vez no ano seguinte. Eu tinha 22 anos quando conheci a história e embarquei nessa história romântica, pelos locais mais lindos da cidade da luz - I LOVE PARIS ♥ Acontece que decidi ler o livro novamente para saber as sensações que ele vai me causar agora, 5 anos depois da minha primeira leitura. 

Reler essa história pode ser uma experiência muito gostosa e nostálgica,  vai ser especial. Por isso, decidi escrever nessa postagens alguns quotes que retirei do livro, na minha leitura em 2012, para você que ainda não leu ou para quem já leu, mas gosta de relembrar Anna e Étienne ♡ - Muito prazer, my name is nostalgia. 

"(...) é Paris. A Cidade da Luz! A cidade mais romântica do mundo."

☆☆☆
Étienne: Estou me teletransportando para Atlanta (...) Nós só andaremos. E continuaremos andando até que o resto do mundo deixe de existir. 
Anna: Eu não queria dar uma de rainha do drama quando seus problemas são piores do que os meus. Desculpe.
Étienne: Meu Dia foi chato. O seu dia foi um pesadelo. Você está bem?
Anna: Eu estou bem. Só estou feliz por ter você para conversar.
Étienne: Isso significa que posso te ligar agora?
(Pág.: 189/190)
"É possível que lar seja uma pessoa e não um lugar?" (Pág.: 195)
"Como posso ser tão estúpida? Como posso ter acreditado, por um momento, que não estava apaixonada por ele?" 
"Nossos olhos se encontram e ele vai abrindo um sorriso vagaroso. Meu ♥ bate cada vez mais rápido. Quase lá. Ele coloca o livro de lado e se levanta. E então este - o momento em que ele diz meu nome - é o momento em que as coisas mudam." 
"Ele é tão bonito, tão perfeito. Estou tonta. Meu ♥ salta, meu pulso acelera. Inclino a cabeça para frente e ele faz o mesmo movimento em direção à minha cabeça. Ele fecha os olhos. Nossos lábios se encostam levemente. 
- Se você me pedir para te beijar, eu te beijo. - Ele diz.
Os dedos dele arrebentam a parte de dentro do meu pulso e arrebento em chamas. 
- Beije-me - digo.
E ele me beija.
Étienne: - Eu tenho de me mudar.
Anna: - (...) Por causa da sua mãe.
Étienne: - Por causa de você. Vou estar a vinte minutos da sua casa e vou viajar toda noite para vê-la. Eu viajaria dez vezes a distância só para estar toda noite com vocês. 

Pípol, é isso! Esses foram alguns do momentos em que mais meu coração deu aquela aceleradinha e meus olhos brilharam. Claro que há outros momentos, principalmente a frase final, porém eu achei que entregaria demais e eu acabaria dando spoileres fortíssimos se eu escrevesse aqui. 

A Novo Conceito relançou Anna e o Beijo Francês no mês de fevereiro desse ano, com uma capa que mais se aproxima da arte original É simplesmente maravilhosa.   O detalhe da Torre Eiffel, as combinação de cores, fontes da capa, tudo se combina perfeitamente! Estou IN LOVE. 

Um Beijo,
com carinho ♡


Olá, todo mundo!
Não sei se aí está chovendo, mas aqui está uma chuva daquelas que você só deseja ficar na cama vendo TV, comendo brigadeiro ou simplesmente lendo um livro. Por isso decidi escrever contar a vocês um pouco de "O Primeiro dia de nossas vidas", um livro muito romântico, que traz uma história sobre destino, incertezas, dificuldades e tempo. 

Se existe uma coisa na qual eu acredito nesta vida - entre outras, é claro - é em destino, em momento certo, lugar certo para acontecer o amor. Então, posso dizer que eu estou aqui pensando que em algum lugar desse mundo há alguém vivendo seus amores e ilusões até chegar a mim. E foi por acreditar nisso que fiquei empolgado para ler esse livro, até começar e perceber que não se tornaria tão especial para mim como eu realmente gostaria que fosse.
"Não é estranho pensar que milhares de casais vão se encontrar pela primeira vez esta noite? - divaguei. - E alguns deles vão durar duas semanas e outros ainda vão estar juntos daqui a vinte anos, mas nenhum deles sabe disso ainda..." (Pág.: 96)
O primeiro dia do resto da nossa vida conta a história de Tess e Gus, dois jovens de apenas 18 anos, que estão vivendo momentos delicados na vida ao mesmo tempo em que tentam traçar o que desejam fazer no futuro. O sonho de Tess é ingressar numa universidade, enquanto Gus deseja a todo custo se libertar do controle da família. Um dia, durante as férias, a vida dos dois se cruzam antes que eles voltem para suas casas e continuem suas vidas como dois desconhecidos. Eles vão entender que a vida nem sempre segue o rumo que a gente quer. Nos dezesseis anos seguintes eles estarão vivendo suas vidas distantes, dois desconhecidos, ambos seguindo caminhos diferentes. Separados pela distância e pelo destino, tudo indica que é impossível que um dia eles se conheçam de verdade... ou será que não? 

Clichê ou não "O primeiro dia do resto da nossa vida" é um livro que apresenta uma premissa encantadora e tentadora também. Amantes de um romance clichê irão se apaixonar de cara por uma história que promete ser tocante e emocionante - mas apenas promete. Você já se imaginou na pele desses dois jovens? De cara é esse o sentimento que a narrativa causa em você, de imaginar como seria, de empatia. No entanto, detalhes exagerados, fatos pouco empolgantes e previsíveis durante a caminhada fizeram da narrativa um tanto arrastada, me deixando empolgado apenas da metade do livro para o final. Eu torci que a história melhorasse, torci para me encantar pelos personagens, torci para me emocionar com a história e isso não aconteceu.
Minha mente vagueou pelos grandes pares românticos da literatura. Será que eles realmente tinham se encontrado porque estavam destinados um ao outro ou apenas porque moravam próximos? Catherine e Heathcliff dividiam a mesma casa, Romeu e Julieta eram ambos de Verona. Será que esse negócio de alma gêmea não estava relacionado ao fato de que a emoção que chamamos de amor, que eu ainda não tinha vivenciado, era tão poderosa que fazia você acreditar que aquela era a única pessoa no mundo para você? Não era mais uma questão de definição do que de destino?" (Pág.: 61)
Tess e Gus não é nem de longe dois personagens marcantes, que possa dizer inesquecíveis na literatura. Não são pessoas ruins e odiáveis, nem apresentam uma personalidade que possa dizer mal construída pela autora, mas faltou um toque a mais, talvez um carisma especial que não acontece. Gus consegue tomar a atenção mais fácil, a vida apresenta mais aventura, reviravoltas, embora seus momentos na narrativa não sejam dos mais empolgantes. E embora a personalidade de Tess não tenha me chamado tanto a atenção (como aconteceu com o rapaz), seus capítulos e seus dramas instigam e prendem mais o leitor. 

A autora construiu uma narrativa cheia de informações acerca dos lugares por onde os personagens passam o que tenho isso como um ponto positivo. Referências de lugares especiais e cartões postais é sempre muito bem vindo para enriquecer a leitura e situar o leitor nos espaços escolhidos para a história. A autora foi brilhante nisso, embora tenha pecado nos capítulos grandes demais, com informações e situações que em muitos momentos poderiam passar despercebidas. 

A verdade que a mensagem passa com a história dos personagens é impactante, principalmente para quem acredita no destino e na força do que tem que ser, como já disse no inicio. É tudo muito vívido nesse sentido. As incertezas, as insatisfações, os erros, os acertos, tudo isso torna a história um tanto realista e talvez se assemelhe até a romances como Um dia, de David Nicholls, e o mais recente "O primeiro último beijo", de Ally Harris, No entanto, ao contrário dos romances citados, volto a dizer que esse não é um livro emocionante e marcante; não apresenta personagens que tocam você profundamente, que você deseja trazer para o mundo real; não apresenta artifícios que prenda o leitor do início ao fim. 

Contada ao longo de dezesseis anos, com capítulos intercalados entre Gus e Tess, O primeiro dia do resto da nossa vida é um romance que dialoga com o leitor sobre o destino e mostra uma proposta instigante, que empolga o leitor, mas se faz uma leitura cansativa e chata em alguns momentos. Você vai encontrar cenários lindos, situações reais, uma escrita fácil, mas não espere por uma trama marcante, que fará você se emocionar e refletir por um bom tempo. É apenas um bom livro e o meu desejo de que fosse melhor. 

Fique à vontade para ler e me contar sua opinião também. Lembrando que a minha opinião não representa uma verdade absoluta, e sim uma experiência. Cada um recebe e é impactado de maneiras diferentes.

Bjux,