Olá!
Fim de ano costuma ser de muita correria para boa parte das pessoas e por aqui não é diferente. Vida social, amigos e família que merecem atenção, além disso as responsabilidades com a casa, com o trabalho e com a faculdade gritam pedindo atenção. E a mente da gente fica uma bagunça também, afinal são muitas as informações a serem registradas. 

Ufa!

Estou um poço de cansaço, e o cansaço acaba nos atrapalhando em muitas coisas. O ânimo nos é tirado, a disposição também, e principalmente a criatividade. A mente já está tão cansada, que chega um momento em que parece que dali não vai sair nada. E de fato comigo acontece muito isso, tanto que há dias que não posto aqui e passei um tempo sem fotografar e postar no Vida & Letras instagram também. Isso porque até poucos dias eu não conseguia ter ideias do que fazer, qual cenário montar para as fotos e o que escrever. Nada adiantava, minhas tentativas não valiam porque eu nunca estava satisfeito. Ao invés de relaxar eu sempre procuro mais e mais trabalho, forço a mente e, sinceramente, fico frustrado. Porque além de tudo isso sou uma pessoa extremamente perfeccionista d detalhista. 

Mas por que estou dizendo isso?

Primeiro para justificar esse hiato nos posts e depois para falar de música e do que ela pode fazer por nós.

Durante o ano posto poucos textos relacionados à música, com playlists, por exemplo, o que pode, talvez, fazer com que as pessoas pensem que não sou tão ligado à música assim. Mas isso não é verdade! Eu sou uma pessoa muito musical. Acordo na madrugada cantando - acreditem! -, saio de casa e chego em casa cantando. Mas acontece que com todo esse estresse do dia-a-dia acabei me afastando um pouco da música num dado período. Nesse tempo, a agonia e o estresse, as cobranças e as questões sentimentais me colocaram num lugar ruim, atacou minha saúde e me colocou na cama, através de uma crise forte de enxaqueca, que comprometeu minha visão e tirou minha paz. Na consulta com a médica a primeira coisa que escutei foi: diminua o ritmo, durma mais cedo e procure relaxar. E foi a partir dessa exigência que decidi cuidar mais de mim.

Há muitas coisas pelas quais a gente pode se deixar levar e consequentemente nos permitem viver momentos prazerosos. Um Yoga que a gente faz, o contato com a natureza, uma boa noite de sono, entre outras coisas. Então, senti a necessidade de me cuidar e tentei apelar para o que estava ao meu alcance: A MÚSICA - que acaba sendo o meio mais fácil de alcançar a paz e ter tranquilidade.

Escutei muitos mantras e fiquei em contato com os sons da natureza também. Além disso, criei playlists de músicas de bandas e cantores que amo. A reunião dessas músicas, aos poucos, foi me colocando num lugar mais tranquilo e sereno, e se fez inspiração para mim. Se eu já não estava produzindo nada, com a calma que senti com a ajuda da música, finalmente consegui fazer fotos que me deixaram satisfeito, no estilo que queria, me obedecendo e sendo fiel a mim.

Uma das músicas que mais me influenciaram e inspiraram foi Vilarejo, de Marisa Monte. Que inclusive foi a música que me deu ideia para fazer essa foto que ilustra o post. Enquanto fotografava minha plantinha, ao som de Vilarejo, me senti preenchido pela paz e pelo amor de forma inacreditável. Valeu a pena cada música, cada som que ouvi e cada letra que cantei.



Sandy, Skank, Ana Carolina, Marisa Monte, Shania Twain, entre outros artistas estão na minha playlist. Que tal você criar a sua e se deixar levar pela música também? A música é uma linguagem universal, nos acalma, nos levanta, nos anima, nos inspira. 

Um Bju meu.
Até a próxima.





 
Olá! Hoje é segunda-feira, dia em que tudo começa outra vez, então que tenhamos um recomeço lindo, de luz e cheio de novidades. A minha novidade para vocês está aqui em formato de livro (coisa que a gente ama muito forte, não é?).

No primeiro dia desse ano eu coloquei uma palavra que definiria todo o ano de 2017 para mim: NOVIDADE. Eu decidi que encararia o novo sempre que possível e fosse interessante. Seria um ano de arriscar e conhecer o novo. Me sinto orgulhoso de dizer que até aqui eu consegui e não me arrependi: conheci coisas muito boas, pessoas novas e interessantes, e estilos novos de leitura que me surpreenderam.

E por que falei de novidade para falar de TORAN? Simples. Há pouco tempo, diria que há um ano, talvez a proposta de ler esse livro não me fosse interessante, pois sairia da minha zona de conforto. O que não acontece agora. Quando recebi a proposta de ler esse livro, pelo autor, logo pesquisei e descobri um trabalho muito bonito e digno de ser apreciado. Principalmente porque são raros os livros que trata da vida animal, da luta pelas quais eles passam para sobreviver nas florestas.

Outro ponto que me deixou intrigado e com muita vontade de ler Toran é o simples fato de ter uma história que se preocupa em conscientizar o leitor sobre a importância do cuidado com a natureza e traz também um pouco da cultura indígena. Estamos diante de uma narrativa que dá voz aos animais e de alguma forma à natureza também. 
Toran: o destino de Taga e a América Selvagem", de Marcelo Pereiro, foi lançado esse ano pelo Grupo Editorial Scortecci.
 ★ O AUTOR: 

Marcelo Pereira é um jovem iniciante no mercado literário e é apaixonado pela vida selvagem. Formado em Administração, com alguns cursos linguísticos acabou se interessando e entrando na área da escrita. Marcelo é Paulista, morador da cidade de Araraquara e compôs uma história que aborda em si a beleza da vida.

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SOBRE O LIVRO:

Toran era um refúgio para muitas espécies selvagens, como as dos grandes rebanhos de renas, carneiros e alces, que eram a base das presas para uma população de ursos-pardos, lobos e o grandioso puma, que saía das sombras da lua crescente para a caçada.

Para os Kenais havia quatro animais sagrados: o bisão, ou o búfalo, símbolo de abundância, pois sua carne alimentava o povo, seu couro fornecia vestuário e abrigo e os ossos, ferramentas de sobrevivência; a águia, o grande pássaro; o lobo, considerado mestre descobridor de trilhas (a estradado lobo era vermelha, a mais brilhante do céu). e o puma, ou cougar. 

Taga, um jovem Kenai, recebeu uma nova oportunidade para estabelecer a união de sua tribo com os carnívoros, os lobos e os leões da montanha, para juntos formarem os sobreviventes da América selvagem.

Venha descobrir a vida secreta de cada animal das florestas do Norte, através de uma história mística e emocionante, abordando a lei da sobrevivência na vida selvagem. 

★ Fica a dica e um Beijo meu.
Até a próxima!



A simplicidade da narrativa e a bela poesia do mesmo autor de Aristóteles e Dante, Benjamin Alire, se repete no livro A lógica inexplicável da minha vida, que também traz personagens homossexuais e a família e a amizade como alicerce na vida de qualquer pessoa que vive seus infortúnios na trajetória difícil de uma vida.



A sensibilidade e a calmaria de seres com almas belas e atitudes plausíveis é uma constante nos personagens de Benjamin, no seu segundo livro lançado pela Editora Seguinte no Brasil. A lógica inexplicável da minha vida é um livo que traz em si uma história de crescimento e descobrimento, mas também de mudanças. 

Salvador é um jovem garoto que vive uma vida tranquila ao lado de seu pai adotivo gay e de Sam, sua melhor amiga. Mas no último ano do ensino médio o garoto começa a passar por mudanças sobre as quais ele não consegue ter controle, como uma ira que não costumava sentir e agora grita dentro dele. Além disso, Salvador tem que aprender a conviver com a ideia de que a qualquer momento sua avó e amiga pode morrer, com uma tragédia na vida de Sam e que a deixa desolada e também com o fato de um ex-namorado do pai ter aparecido e ambos estarem se reaproximando. São sentimentos que se misturam, indo do luto ao amor, da amizade à solidão. É nesse período que Sal, como é carinhosamente chamado, começa a questionar sua origem, começa a querer se entender nesse processo de mudança e tenta encontrar alguma lógica para a sua vida - que mais do que nunca dá a ele grandes desafios para que ele possa superar a si mesmo e seus medos de encarar o novo.

Sensibilidade é uma palavra que define perfeitamente o retrato que o autor pinta enquanto escreve. Mais uma vez Benjamin nos apresenta a uma família belíssima, que vive o amor e a amizade de maneira única. Cada um com suas diferenças, a família de Salvador é uma bela fotografia de uma família feliz, de gente que se entende e se respeita. 

Trazer à tona um pai homossexual, que em vários momentos se anulou de alguma forma para dar conforto ao filho, prezando pela sua educação, é um ato de muito respeito e essa representatividade do pai gay, tão pouco vista na literatura, e talvez mal visto pelos conservadores, importa sim. E o autor em questão se preocupa em fazer isso muito bem e com muita generosidade na sua história. Nesse texto lindo nos deparamos com personagens tão cheios de luz e tão ricos de valores e empatia, que é bem fácil se apaixonar logo de início e não largar mais a leitura.

A narrativa continua rápida, direta, com a marca de uma pergunta a ser refletida que fica pairando no ar. O leitor pode se sentir questionado acerca das perguntas do próprio personagem, o que é uma ótima maneira de repensar atitudes, sejam elas a partir dos personagens preconceituosos e até mesmo daqueles personagens vítimas da injustiça e do preconceito.

Salvador é o personagem que mais vive seus conflitos nesse momento. O garoto foi adotado quando era muito criança, após a morte de sua mãe e agora, com todo esse período de crescimento como pessoa se depara com perguntas frequentes e naturais a um rapaz que não conhece muita coisa do seu passado e de sua origem. Quem é seu pai, como ele é, por exemplo, é uma das perguntas que ele passa a se fazer. Sal também começa a questionar suas atitudes perante a vida e as oportunidades que tem, a sorte de ter uma família que o ama e a sorte de não lhe faltar nada. Isso se dá muito no momento em que o personagem se aproxima de um colega de classe, que é gay e é discriminado pela família de pais e irmãos drogados, que vivem numa condição de vida ruim. 
"- Por que você não foi para minha casa? - perguntei.- Sério, Sal?Você acha que eu faria isso? Não, cara, eu tenho meu orgulho. - Ele continuou falando e dizendo que encontraria um jeito e que nada o impediria de ir para a faculdade e eu fiquei me sentindo um idiota. Porque era uma coisa que eu tinha de mão beijada, como um presente debaixo de da árvore de Natal que eu sequer queria abrir." (Pág.264)
Sam também é uma personagem que que ajuda ao garoto perceber muitas coisas. Ele e a garota, que se conhecem desde muito cedo, são inseparáveis e vivem suas desavenças e seus momentos de ciúmes comum a dois amigos de infância. Não diria que um se apoia no outra, mas ambos dão as mãos nos momentos mais simples aos mais tristes e improváveis. Aqui temos uma amizade pura e bonita, entre um garoto e uma garota. E um novo amigo igualmente abraçado e amado por eles e pela família deles, o tão carismático e atraente Fito. 
"(...) Sempre vou lembrar do seu olhar. Você me enxergou. Você sempre me enxergou. Acho que isso é tudo que alguém quer. É por isso que o Fito adora vir aqui. Ele foi invisível a vida toda. E, de repente, ficou visível. Enxergar alguém. Enxergar alguém de verdade. Isso é amor." (Pág.: 326)
Talvez um dos pontos a serem questionados e repensados em "A lógica inexplicável da minha vida" é a maneira como a vida de cada personagem é exposta. De fato, são personagens vivendo seus altos e baixos, mas vivendo um lugar perfeito, a solução perfeita para seus problemas, encontrando o abraço e o apoio perfeito. Acredito ser um pouco perigoso esse tipo de imagem perfeita de família e aceitação. Percebo essa romantização nos livros do autor. Não aponto como sendo negativo a ponto de prejudicar a história, mas sim na questão da problematização sobre como é possível existir problemas maiores nessas família também. Mais do que isso, como isso é comum.

Por outro lado, são tantas as histórias tristes envolvendo personagens gays, muitos desastres, na TV, nas novelas o tempo inteiro, representando essa dura realidade (e acho isso importante sim), que ler uma história como essa é confortante, é agradável e se faz um carinho para a alma, tanto do leitor  que vive a difícil trajetória de ser homossexual num país ainda tão preconceituoso, quanto ao simpatizante ou os de fácil empatia que entende o quanto isso é doloroso e machuca o outro.

Nem romantizar, nem tornar a coisa drástica demais. É PRECISO PENSAR NUM FUTURO MELHOR, FAZER POR ONDE, MAS ENTENDER QUE OS PROBLEMAS ESTÃO AÍ E AS FAMÍLIAS NÃO SÃO SEMPRE PERFEITAS. CUIDADO PARA NÃO FECHAR OS OLHOS.

"A lógica inexplicável da minha vida" é um livro que te dá prazer durante a leitura, que te faz sorrir das pequenas bobagens e situações mais simples, até às grandes demonstrações de amor e respeito. Um livro sobre mudanças necessárias, percepções, amor e, acima de tudo, AMIZADE E COMPANHEIRISMO.

Bjux,
com carinho.





Olá,

Você gosta de ilustrações? Ultimamente, com o surgimento dos livros interativos, tanto de pintura, quanto de caligrafias, as ilustrações feitas à mão têm estado em evidência. Não que ela nunca tenha existido até então, claro. Mas geralmente, antes do BOOM da internet, antes dos livros de arte, e até pouco tempo mesmo, esses desenhos já chegavam prontos e digitalizados para nós. Agora temos até a chance de vê-los ganharem vida e cor aos poucos, num incrível processo criativo e de pura beleza. 

E sobre essa linda manifestação de arte, há pouco tempo, através do perfil da Sandy no Twitter, conheci  o belíssimo trabalho do ilustrador Édipo Regis. Ele havia feito um desenho da Sandy, no clipe Respirar, e a própria cantora divulgou a imagem nas redes sociais. Eu fiquei apaixonado e logo fui pesquisar mais sobre o artista. E eu encontrei muita coisa linda, de bom gosto, de uma sensibilidade e romantismo incríveis. Precisava mostrar a vocês. 


Édipo é um jovem de 29 anos, mora em São Paulo há 11 meses, mas é pernambucano.


"Desde muito cedo dou apaixonado por desenhos e caixa de lápis de cor, giz de cera e papéis de todos os tipos. Minhas memórias mais antigas são de minha mãe brincando de adivinhar o que ela estava desenhando."

O ilustrador também era fascinado pelo universo criado por Walt Disney e Maurício de Sousa. 

"Quando cresci essa paixão só aumentou e passei a querer representar todos aqueles personagens que eu tanto amava." - E, diga-se de passagem, o rapaz representa muito bem os personagens com seus desenhos cheios de personalidade e com esse sentimento de amor e paixão exposto em cada traço.

"Na faculdade, escolhi fazer desenho industrial e fui bem feliz com a escolha." - Conta Édipo, que atualmente trabalha numa multifuncional, na área de projeto. 

Mas paralelamente a isso sou ilustrador de uma coluna, no site A BRODWAY É AQUI, onde quinzenalmente um musical de São Paulo ou Rio de Janeiro é escolhido para ganhar cores. 

Agora que você já conheceu um pouco do autor vejam mais algumas de suas ilustrações.








E então, gostaram? Eu sou fã do Regis, já declarei isso nas redes sociais e acho que já disse isso para ele umas 1000 vezes (ó lá, o exageradinho), mas vou dizer de novo. 

Para ver mais ilustrações do artista basta acessar o site  www.abroadwayeaqui.com.br 
E se quiser ter uma ou mais ilustrações só para você, entre em contato com ele através das redes sociais:




Bju, bju, pípol!
Até +!



Olá!
Há muito tempo ouço amigos leitores questionando "como assim você não leu 'O menino do pijama listrado?!'". A maioria dos que já leram indicam e ainda dizem "Di, se bem te conheço você vai chorar". Finalmente consegui fazer essa leitura e tive o prazer de ler essa edição especial de aniversário, com capa dura e ilustrações, além de uma "carta" do próprio autor (a primeira versão do livro foi lançada há 10 anos pela companhia das letras). Devo dizer que estou apaixonado pela história e fui conquistado pelo protagonista e seu amigo, e a amizade que nasce entre eles.

Bruno é o protagonista desse livro, e toda a história - narrada em terceira pessoa - se desenrola a partir do seu olhar para as coisas que acontecem ou existem ao seu redor. Com apenas nove anos o garoto vê sua vida mudar quando sua família se muda de Berlin para um lugar muito distante. O motivo? Seu pai é um oficial nazista promovido. Neste novo lugar onde está morando, Bruno descobre pessoas trabalhando no campo (ele vê da janela de casa), todas vestindo o mesmo tipo de roupa listrada, roupas que mais se parecem com pijamas. Ele não entende ainda quem são aquelas pessoas, mas sua curiosidade (algo comum às crianças), e o tédio que sente nessa nova realidade fazem com que ele se questione o que vê. O que ele não sabe é que aquele é um campo de concentração e as pessoas que ali trabalham são judeus escravizados. Bruno sabe que não deveria, mas resolve explorar o novo lugar onde mora. Dessa forma, ele acaba chegando aos arredores do campo de concentração e conhece Shmuel, um garoto que não condiz com a descrição denegrida que seu pai faz dos judeus. E assim, com tantas diferenças, Bruno e Shmuel se tornam amigos e os momentos que passam juntos, separados apenas pela cerca de arame, tornam os dias daquelas crianças mais suportáveis.

A narrativa foi construída de forma a segurar informações até o último segundo, então no final de cada capítulo vamos recebendo pequenas informações cruciais para a história e isso nos permite entender melhor como o pequeno Bruno descobre as coisas e sua maneira de enxergar o mundo, por exemplo. É interessante que o livro fala de um assunto impactante, mas vemos a história através dos olhos de uma criança de nove anos. Parece realmente que essa criança em questão está ali, narrando sua vida para nós. Vemos a delicadeza, a curiosidade e até a birra do protagonista de forma muito natural, muito bem escrita pelo autor. 

Apesar de nos envolver numa história cujo enredo se desenvolve num período de guerra, em que traz à tona também a questão da "solução final contra os judeus" e o Holocausto, a narrativa é leve e o foco maior está para como aconteceu a amizade entre Bruno e Shmuel. A beleza desse relacionamento é especial, embora nem sempre feliz. Mas o valor da amizade, o quanto ela pode nos salvar dos infortúnios e o quanto ela nos faz enxergar muito além está aqui.  
"Então Shmuel fez algo que nunca havia feito antes: ele ergueu a parte de baixo da cerca como sempre fazia quando o amigo lhe trazia comida, mas desta vez ele estendeu a mão por baixo e a manteve lá, esperando até que Bruno fizesse o mesmo. Os dois meninos apertaram as mãos e sorriram um para o outro.
Foi a primeira vez que eles se tocaram." (Pág.: 152-153)
Outro ponto positivo da narrativa é a construção do personagem Bruno. A personalidade do menino é muito bem desenhada, de forma que podemos perceber facilmente manias e aspectos de uma criança na idade do nosso protagonista. Além de inteligente, o garoto é também ingênuo em alguns momentos e observador. Um dos aspectos que torna a narrativa tão coerente com a proposta do texto e a escolha do protagonista é a constante repetição de frases, que Boyne coloca no texto, típica de crianças quando está diante de novas expressões e com isso utiliza sempre de forma repetitiva nos seus discursos. 

Nessa nova edição, em capa dura, Jonh Boyne conta com o belo trabalho de ilustração de Oliver Teffers, que com seus traços tão bem feitos e tão expressivos soube ilustrar de forma impecável essa história sensível e tocante. 


O menino do pijama listrado é um livro pequeno, mas que traz consigo uma carga de sentimentalismo muito grande. Traz um texto impecável, tocante, que capta toda a atmosfera que rege a vida de uma criança e o quanto a guerra afeta sua infância de alguma forma. A amizade entre os personagens que Boyne desenhou é um quadro lindo que merece ser apreciado.

XOXO,