Olá, pípol!

O que tem para hoje? Novidade. Onde está a novidade? No Wattpad. 

Há mais ou menos dois anos escrevi um conto inspirado na música "Ruas de Outono", interpretada pela cantora Ana Carolina, e postei no blog como um post especial, dividido em 3 partes. Mas muita gente não leu ainda e muita gente me pede para escrever meus textos no Wattpad. Por isso, decidi começar e já publiquei o conto "Outono na Rua Broklin" completo.

"Enquanto tenta se recuperar de uma doença e de todo o cansaço causado por ela, Julia é surpreendida pela falta do namorado, o tão apaixonado e companheiro Victor, que esteve presente nos momentos mais difíceis da sua luta pela recuperação. Certo dia, a garota segue o caminho para o habitual encontro como o amado, na Rua Brooklin, mas ele não aparece e tudo o que Luiza tem é uma carta de despedida e nenhuma explicação ou motivo aparente para que ele ir embora.
Um conto de fadas moderno, que traz na sua essência toda a poética e carga dramática que envolve as famosas narrativas.
Se ela tem final feliz? Isso depende única e exclusivamente da perspectiva de cada um."



Esse é meu convite para vocês.

Aceito sugestões, dicas, críticas e incentivo. Se quiser me adicionar basta clicar na imagem abaixo e curtir a leitura, que é dividida em três partes. Espero que gostem.


Outono na Rua Brooklin surgiu dos pensamentos dramáticos e da paixão pelos contos de fadas, que tenho e que nasceu em mim desde muito cedo. Os dramas e amores "impossíveis" sempre me ganharam facilmente, pois quanto mais impossível for alguma coisa, maior é a vontade de fazer acontecer.
Com o tempo, no processo de amadurecimento como leitor, fui também me encantando pelas histórias, que apesar de serem obras de ficção trazia em si uma narrativa e acontecimentos mais próximos da realidade. Um exemplo? Um final improvável, longe demais do "e eles foram felizes para sempre". Sendo assim, esse tem sido meu estilo predileto de escrita também. Sou um amante das histórias melancólicas, reais e dramáticas porque eu enxergo poesia nisso também. Mas como sei que nem todo mundo pensa dessa forma, tentei escrever uma história que pudesse agradar aos dois tipos de leitores: os que amam finais felizes e os que adoram finais improváveis.
O lugar onde a história se passa é fictício, a descrição do local também. A doença da personagem não é revelada (cabe ao leitor atribuir a ela o problema que preferir ou que se encaixa melhor nas descrições) e o final, o grande momento final, se ele é realmente feliz ou não vai depender da perspectiva de vida de cada um.
O que é o final feliz para você?
Espero que gostem da história e se emocionem como eu me emocionei, enquanto andava pelas ruas de outono, ao lado de Victor e Luiza.

Bjux,


Há muito tempo li em algum lugar a frase "Ninguém nasce herói" e fiquei me questionando o por quê dessa afirmação tão óbvia. Nunca consegui me lembrar onde e em qual contexto escutei/ li isso, mas depois que recebi a prova antecipada do livro escrito pelo autor e tradutor Eric Novello pude voltar a esse questionamento e agora tenho finalmente uma resposta, que talvez não seja a mesma da afirmação vista anteriormente, mas que dá conta de instalar na mente do leitor um bom motivo para uma reflexão.

"Ninguém nasce herói. Mas isso não nos impede de salvar o mundo de vez em quando."

A frase acima foi uma das que mais me cativaram na história escrita por Novello. Ninguém nasce herói foi lançado ontem, dia 14 de julho, pela Editora Seguinte, selo jovem da Companhia das Letras. O livro apresenta todo um cenário caótico onde o governo e a intolerância por boa parte das pessoas impedem as pessoas de serem quem elas são e tenta retirar delas a liberdade de pensamento e do hábito de leitura.

Estamos à frente do nosso tempo e o Brasil é liderado por um fundamentalista religioso, o chamado "Escolhido". Nesse cenário, o ato de distribuir livros na rua é uma afronta para o governo, mas foi justamente esse modo resistente que Chuvisco encontrou para tentar mudar a realidade. Com o apoio dos amigos o garoto segue para a praça Roosevelt, no centro de São Paulo, e juntos começam a entregar exemplares de livros proibidos pelo governo - sempre atentos para o caso de aparecer algum policial pelo local. Mas esse não é o único perigo que Chuvisco e seus amigos precisam enfrentar nessa juventude caótica. Há também, na cidade, algumas milícias urbanas, como a Guarda branca, por exemplo, cujos integrantes perseguem as minorias, agridem e até matam com o incentivo do governo. Certo dia Chuvisco presencia esse ato violento quando vê o grupo espancando um rapaz nos arredores da rua Augusta. Nesse momento, o jovem age como um super-herói para tentar ajudá-lo, e então percebe que vai precisar de muito mais do que distribuir livros se quiser realmente mudar seu futuro e o futuro do país.

Ninguém nasce herói nos apresenta a visão de um possível futuro para o Brasil, mas é notório que muito dos problemas abordados no texto já foram vistos ou vivenciados por nós, às vezes de maneira explícita, outras de forma maquiada. Se a leitura é capaz de aguçar nosso intelecto e desenvolver no leitor o senso crítico, é pertinente para a classe dominante que os menos favorecidos não tenha acesso à leitura. Daí a proibição d'o escolhido, no enredo da história; está aqui uma realidade velada, mas existente no país Brasil atual.
"O que mais dói são os que se afastam por medo, como se estivéssemos distribuindo armas de destruição em massa. Talvez estejam certos." (Pág.: 12)

A questão política e cultural, do racismo e da intolerância religiosa é uma constante na história, que também envolve o leitor no mundo fantástico, através da catarses criativas do personagem Chuvisco, nosso protagonista. Uma ideia plausível se as descrições das  cenas provocadas pelas catarses não deixassem a desejar. Elas não conseguiram me tirar do mundo real, não apareceram com clareza para mim e não provocou empatia. E sobre a empatia com os personagens também posso dizer que não houve.

Apesar de estar diante de uma narrativa agradável, uma ideia de texto especial e com reflexões pertinentes desejei mais dos personagens, Chuvisco merecia ser mais forte (não no sentido da força, mas no sentido de representar bem um protagonista), seus amigos também não se apresentam com clareza e se fazem personagens fracos. Uma história com um tema rico, inteligente e necessário merecia personagens mais fortes e diálogos também mais atrativos. Em vários momentos eu não os encontrei.

 Mas nem só para pontos negativos está esse texto. A "pintura" da amizade, a união e beleza desse sentimento lindo está muito bem colocada aqui, principalmente porque uma das mensagens do livro nos diz que a gente deve lutar junto, que é preciso esquecer as angústias, mágoas e amarras para seguir em frente numa luta eficaz para vencer. Num mundo caótico como esse a paz e o amor precisam mais do que nunca estar de mãos dadas.

Outro ponto interessante e pertinente é a questão do comodismo e do medo que existe na vida de boa parte das pessoas. Elas que se sentem intimidadas, com medo de perder o pouco que tem com a luta, de se expor, de falar, de questionar e levantar a voz. Uma crítica a quem se cala, uma mensagem implícita que diz ACORDE, REAJA, LUTE!
"O problema é que o "basta" abre as portas para o desconhecido. E, hoje, o desconhecido causa medo. Infelizmente, é essa a nossa cidade. Desperta para a rotina louca do trabalho, narcoléptica para todo o resto." (Pág.: 09)

Se a ideia é tocar o leitor, beliscá-lo, fazê-lo ficar de pé e atento ao nosso papel na sociedade as reflexões de "Ninguém nasce herói" funcionam bem. Retirando todos os diálogos que não são atraentes e esquecendo o querer de um personagem principal mais forte e vivo, ficamos com um texto que questiona o por que de sermos tão acomodados na vida, bem como na questão social e política. E esses são questionamentos que não podem ser deixados para depois. Você pode ser herói sim.

We can be heroes for ever end ever.

Bjux,



Olá, você que adora boa leitura, narrativas leves e assuntos polêmicos e necessários. Fera tem tudo isso, e tem romance também, além de um choque de realidade e um convite para amar ao próximo e o que ele carrega dentro de si. Não somente observar e julgá-lo pela imagem que você vê por fora.

E se você não é um desses, esse livro também é para você. Porque a gente nunca pode desistir de ser uma pessoa melhor.

O livro Fera, escrito pela autora Brie Spangler, traz uma história de descobertas, de aceitação e de superação. Ela não apresenta Dylan, um garoto que não é "comum" em relação a maior parte dos garotos de sua idade. Com apenas 15 anos o garoto é corpolento, tem quase dois metros de altura e muitos pelos no corpo (o que lhe rendeu o apelido de Fera). Um dia Dylan conhece uma garota no grupo de apoio para adolescentes, durante uma terapia. A garota se chama Jamie, é linda e parece não se importar nem um pouco com a aparência dele.  No entanto, ele não sabe que Jamie também não é como qualquer garota, o tipo "aceitável" na sociedade. Ela é transgênero: se identifica com o gênero feminino, embora tenha sido designada com o sexo masculino ao nascer. Agora o grande desafio de Dylan é decidir se esconde ou não seu sentimentos. Ele tem que escolher se vai deixar o medo  dos que os outros vão pensar interferir na sua vida ou se vai tentar vencer seus preconceitos para seguir seu coração.

Em Fera um dos temas centrais é nada mais nada menos que a auto-aceitação. Já que o mundo se abre quando nos abrimos para nós mesmos, nos aceitamos como somos, um dos grandes aprendizados que Dylan vai ter é como aceitar seu jeito de ser. Outro ponto importante: o preconceito. Ninguém está livre disso, nós sofremos com o preconceito, mas também somos preconceituosos em alguns momentos e é importante que saibamos lidar, controlar e moldar isso. Porque quando o preconceito atinge o outro isso acaba sendo um grande problema. E aqui temos esses problemas também, através das agressões (verbal e física) que os personagens sofrem.

"Quando sua aparência é o oposto da imagem que a pessoas tem de inocência, sem qualquer sinal de olhos arregalados ou bochechas de querubim, você acaba suspirando  e dando de ombros com bastante frequência."

No enredo o leitor vai encontrar um assunto polêmico: a transexualidadade. A personagem Jamie, é uma garota linda, adora fotografia, tem seus problemas, mas está o tempo inteiro em busca de liberdade para ser quem ela é, sem ser apontada ou agredida por isso. Quanto a isso a garota é muito bem resolvida. E é representada de uma forma linda e cheia de vida. Como uma pessoa forte que luta pela felicidade e pela liberdade - a luta diária dos transexuais no nosso país, embora nem todas tenham o mesmo apoio que Jamie tem, vale ressaltar*.

A narrativa de Spangler é sublime. Comecei a leitura e quando vi estava muito além do que eu imaginava. Tudo porque a escrita é fácil, tranquila e dialoga perfeitamente com o publico alvo.  livro é narrado em primeira pessoal, então podemos conhecer melhor o Dylan e suas perspectivas não só em relação ao ambiente escolar, como também familiar. Há uma lacuna muito grande deixada pelo pai do personagem e que atinge não só a ele como também a família. E a construção familiar é muito bem descrita e real na história.

"Sinto como se estivesse presa neste mundo onde não sei o que é verdade. Quando estou com você, só vejo as coisas boas e fico cega demais para ver as ruins."

O que é beleza para você? Um rosto perfeito uma pela limpa, cabelos lisos e olhos verdes? Sim, isso é beleza, mas não é a única que um ser humano tem. Em meio a tanta futilidade, a autora desenvolveu uma narrativa onde mostra que a beleza está no olhar terno de alguém, em dar as mãos e acolher o outro também. A beleza que a gente carrega na nossa essência é um grito abafado na maioria das vezes, mas que berra nessa história. Ser livro é belo, ser feliz é belo, olhar o outro com solidariedade, estender a mão, abraçar quem precisa e acima de tudo respeitar é belo.
Fera é apena sum detalhe, um adjetivo dado para aquilo que a gente vê do lado de fora. Mas já parrou para pensar quantas feras lindas perdemos a chance de conhecer? Quantas pessoas brilhantes já passaram por nossas vidas e nem sequer demos a chance de saber seu nome por pura vaidade ou preconceito?  


Fera pode ser considerado um conto de fadas atual, que aposta na representatividade, que aborda temas necessários para o desenvolvimento de um adolescente, de uma criança e até mesmo de mentes limitadas de alguns adultos. Tem uma história que assim como nos grandes contos de fadas apresenta um final feliz, não somente porque talvez o romance deu certo, mas porque nos apresenta caminhos que nos levam a conquistar a liberdade que e nossa por direito. A liberdade que vai te dizer o tempo inteiro que você "seja quem você realmente é".


*A realidade de Jamie, apesar de todo o preconceito que sofre não mostra a terça-metade do que rapazes e meninas transgêneros sofrem todos os dias no nosso país ou fora dele. A realidade psicológica é abalada demais e boa parte dos casos e as agressões também são constantes. Nem todas as famílias também sabem lidar com isso como a família da personagem.

Bjux,








Olá, 
gente!

Eu estou tão, mas tão feliz! E sim, é por causa da minha Cinderela. Bobo que sou, não mesmo? [carinha tímida]

Acontece que esse ano, em abril, ganhei no sorteio de um perfil do instagram, chamado Dear Maidy, em parceria com a lojinha |Funko Inbox| e tinha o direito de escolher um funko que eu quisesse. 

Claro que eu escolhi Alice, do país das maravilhas

Mas como vocês podem ver não deu certo. Isso porque Alice é abusada, teimosa e tudo mais. Não tinha mais no estoque e aí... precisei me conformar. Foi então que optei pela Cinderela, que é a minha princesa favorita dos contos de fadas. E é muito linda, estou apaixonado. 

E o que Diego fez assim que ela chegou? 

Vejam!




Bjux,

Olá!



Esse é para quem ama animais e para quem os rejeitam também. É para quem acredita que a gente descobre muito de nós mesmos através de uma narrativa, nesse caso a partir da voz dos animais. Eles que são tão subestimados, amados, mas também atingidos pelo egoísmo de boa parte dos seres humanos - uns de forma proposital, outros pelo simples fato de sermos falhos e egoístas mesmo.

Quando conheci Só os animais Salvam eu fiquei extremamente encantado pela premissa e pela sensibilidade com a qual a história foi apresentada, Estamos acostumados a ver o animal homem falar dos bichos, mas aqui a alma de cada animal ganha voz e desperta no leitor a consciência necessária para que ele reflita sobre suas atitudes perante a seu próximo, a ele mesmo e aos bichos também.

|"Nós humanos nos achamos o máximo, mas o que temos feito com o nosso mundo?"|

Essa é uma pergunta que o livro irá responder através de contos com fábulas, nas quais a alma de cada animal ganha voz, como já disse, e narram seus dias, as observações que fazem sobre seus donos e quem está ao redor, contam suas insatisfações, preocupações, entre outras situações da vida das pessoas no período da guerra. Em meio ao caos, os animais conseguem encontrar esperança e inspiração, numa das atividades mais significativas que nossa espécie já criou: a literatura.
Eles - os humanos, quero dizer - parecem acreditar que o que os separa dos outros animais é sua habilidade de amar, sofrer, sentir culpa, pensar abstratamente, et cetera. Estão enganados. O que os separa é o talento para o masoquismo. É aí que reside seu poder. Ter prazer na dor, tirar forças da privação, isso é ser humano." (pág.: 53)
O livro é repleto de referências a grandes autores, que acabam sendo personagens das histórias também. Uma  delas é Virginia Wolf, numa fábula que aborda também a posição e imagem da mulher na sociedade. Tolstói também entra em cena, assim como o autor de "O Mochileiro das galáxias", Douglas Adams. Também há espaço para a questão do gênero, que está no conto da gata, que foi levada para o campo de batalha. Mas questões de fanatismo religioso e hipocrisia também são assuntos abordados nos textos, que mudam de tom a cada capítulos, já que cada um é narrado por um animal diferente, volto a repetir.


Ainda sobre a construção da narrativa a autora se preocupou muito com a questão cronológica e com a linguagem que está de acordo com cada época em que se passa a história. 

Estamos diante de um tipo de narrativa que para alguns não é comum. Digo comum porque na minha trajetória como leitor, percebo que muitos colegas e amigos leitores não gostam/costumam ler contos e fábulas, logo não vou dizer de forma alguma que seremos envolvidos por contos que nos serão inspiradores por completo. Um conto sempre irá agradar mais do que o outro, vai de pessoa para pessoa. Cada um recebe de uma forma, compreende de uma forma e se sente tocado de acordo, talvez, por seus defeitos e falhas. Porque é impossível que não nos reconheçamos em pelo menos uma das narrativas.

Muitos podem pensar que esse é um livro de uma leitura fácil, mas se engana - assim como eu. Temos questões sérias, muitas vezes tratadas de maneira engraçada, mas são situações delicadas e muitas vezes parecem inacabadas para que nós possamos parar e refletir. Digo que é uma leitura difícil porque ela fala muito de quem nós somos e tem um poder catártico eficaz. É fácil apenas ser, difícil é parar para pensar e perceber que tipo de pessoa estamos sendo enquanto seres humanos.



Só os animais salvam é um livro especial e de alguma forma sensível, belíssimo. É encantador quando alguém tenta dar voz aos animais, que são seres tão subestimados na maior parte do tempo. Temos aqui um estilo de narrativa que pode não agradar a todos, mas que com certeza dá conta de fazer com que o leitor pare e pense suas atitudes. É uma leitura que vale a pena.

Bjux,