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7 de junho de 2017

A Livraria Mágica de Paris - Nina George




♥ 
Feliz dia para você, leitor que assim como eu nutre um amor inexplicável por Paris, sendo esse o motivo inicial para o meu desejo de ler o livro A Livraria Mágica de Paris. 

♡

O livro de Nina George foi lançado no ano passado pela Editora Record, e a história apresenta o Sr. Jean Pardu, livreiro parisiense, que sabe perfeitamente como amenizar o sofrimento da alma de seus clientes com o livro certo para cada uma deles. No seu "barco-livraria" chamado de "a farmácia literatura", Pardu vende seus livros como se fossem remédios. Mas uma desilusão no seu passado o fez sofrer por todo esse tempo . A bela e reservada Manon o deixou enquanto Pardu dormia. A mulher foi embora deixando somente uma carta e nada mais. Mesmo assim, ainda sem forças e coragem para seguir adiante, o livreiro em tempo algum se viu impulsionado a ler as palavras que estavam escritas no papel, que ainda tinha o perfume de sua amada. Anos se passaram e só então a carta finalmente é lida e é a partir daí que novos acontecimentos mudam para sempre a vida do simpático homem. 

Soube que gostaria de ler A Livraria Mágica de Paris no mochilão da Record do ano passado e logo de cara me vi empolgado para ler a história: primeiro pelo título que me diz que o palco da história é Paris, (♥) depois pela sinopse e premissa. Meu desejo foi aguçado e minhas expectativas foram alcançadas já que o livro não me decepcionou, muito pelo contrário, me deixou com vontade de mais. 

A ligação do personagem Pardu com os livros sempre foi muito forte, por isso tem um barco-livraria, às margens do rio Sena, em Paris. O homem gostava de vender seus livros como se fossem remédios para curar a alma triste das pessoas. Seus clientes eram classificados em: 
☆ Os clientes que eram como sopro de ar fresco no sufoco do dia (seus clientes preferidos);
☆ Os clientes que compravam cartões postais, livrinhos e miniaturas dentro de potinhos;
☆ Os clientes que se consideravam Reis e Rainhas (apesar de não serem).

Pardu nunca errou: as palavras acalmavam as pessoas e o que elas estavam sentindo. Ele dava às pessoas o que elas precisavam, mas o mais irônico disso é que apesar de enaltecer as palavras elas nunca ajudaram na cura de sua dor. Como diria Pardu: "memórias são como lobos"

Desde o dia em que Manon o abandonou, Pardu se fechou e tornou-se uma pessoa triste, amargurada e perdeu a esperança de uma vida bela. Tanto que aos cinquenta anos ainda não conseguiu mudar seu modo de ver o futuro sem ser descrente, reservado e taciturno. Porém, tudo mudou quando o homem finalmente leu a carta que por tanto tempo evitou, uma simples carta que o prendeu no seu passado por tanto tempo. 

Com o desenrolar dos fatos, Jean Pardu decide viajar com seu novo amigo, o escritor Max Jordan, que por motivos pessoais está com bloqueio criativo. A bordo de seu barco Pardu e Max seguem viagem para viver novas aventuras. Eles buscam respostas para seus questionamentos e a cura para a alma. Essa viagem também fortalece muito a amizade dos dois. 

A problemática do livro é justamente o que nos prende e nos faz questionar: como pode um ser tão entendido em amenizar e curar as dores alheias com seus livros não conseguir livrar-se da dor que há tanto tempo machuca o próprio coração? Contudo, aqui está a magia da história. O fato de Pardu não livrar-se dessa dor faz com que ele seja essa pessoa tão obstinada e observadora, fazendo seu trabalho com tanto afinco. O personagem causa sobre as pessoas um efeito positivo. Quem lê sua história de vida baseia-se num amor tão intenso, por ora não correspondido. A Livraria Mágica de Paris tem realmente um enredo cativante, à medida que o leitor vai lendo a história descobre as razões pelas quais eu digo o quanto é uma história cheia de beleza.

A aproximação entre o protagonista e Max, seu amigo, se dá de um jeito simples, sincero e emocionante, deixando o leitor totalmente envolvido com as experiências dos dois. Nesse tempo, o aparecimento do cozinheiro italiano, Cunio, deixa o enredo ainda mais empolgante, no entanto não vou correr o risco de comentar mais sobre isso para não gerar spoiler. A viagem e seus encontros inesperados fazem com que Pardu reviva sensações que há muito não sentia. O homem se permitiu viver e tentar coisas novas, além de experimentar coisas que jamais sentira antes. 

A livraria mágica de Paris nos leva numa viagem sensacional, nos mostra belas paisagens e nos faz refletir a partir das experiências dos personagens. Uma excelente história, que nos apresenta uma narrativa fácil e consequentemente gostosa de ser lida. Vale a pena viajar nesse barco-livraria. Faça uma ótima viagem! ♡

XOXO, ♥

23 de outubro de 2016

Achados e Perdidos (Lost & Found), de Brooke Davis



Uma criança abandonada encarando a vida e o abandono da mãe como uma completa heroína ao lado de dois senhores de idade, que assistem suas vidas à distância, tentando superar suas perdas. Três personagens, o início da vida e o final. Entres eles algumas certezas, incluindo a morte. São esses os personagens a darem vida ao enredo de Brooke Davis para o livro Achados e Perdidos (Lost & Found), publicado pela Editora Record.

Millie Bird tem apenas 7 anos de idade e já sabe muita coisa, inclusive que vai morrer - assim como todas as pessoas no mundo. Millie, inclusive, tem um livro onde escreve uma lista de todas as coisas mortas e que já não existem mais que conhece, como seu pai, que morreu há pouco tempo e ocupa o 28º da lista. Mas Millie sabe também que, às vezes, as pessoas simplesmente vão embora, assim como sua mãe, que a deixou numa loja e disse volto daqui a pouquinho e ainda não voltou. A garotinha continua esperando e não está triste porque encontrou Karl, o Digitador, que escreve palavras no ar enquanto fala.

Karl também está sozinho porque sua esposa, o grande amor da vida dele, morreu. E ele é um fugitivo - fugiu da casa de repouso onde seu filho o deixou. E mesmo sabendo disso a menina não vai contar a ninguém, nem mesmo Manny, um manequim que eles conheceram na loja e se tornou um amigo companheiro deles dois. Tem também Agatha Pantha, uma mulher que fala sozinha desde quando seu marido morreu. Ela se trancou em casa, dentro de um mundo só dela. Mas sabe de uma coisa? Isso vai mudar depois da chegada de Millie, porque Agatha vai sair de casa e ajudar a menina a encontrar sua mãe. Junto a Manny e Karl, Pantha viverá aventuras que revelarão muito de quem eles são e encontrarão um novo sentido para a vida que estavam deixando de lado quando se trancaram dentro de si por causa do luto.

Achados e Perdidos conta uma bela história repleta de aventuras, descobertas, perdas e ganhos. Quando algo morre deixa de existir? E quando alguém vai embora ela sempre volta? Será que a gente pode aprender com uma criança? E depois que o amor de nossas vidas morre o mundo deixa de fazer sentido? Somos apresentados a questões como essas, no texto de Davis, que criou um enredo metafórico, poético, complexo e que num momento nos apresenta uma realidade crua, no outro uma realidade absurda com personagens cheios de atitudes insanas.

Quando você começa a ler o livro é apresentado a uma criança e toda sua esperteza disfarçada na ingenuidade e doçura, com suas manias e questionamentos narrados em terceira pessoa. Já nesse primeiro momento é o suficiente para você cair de amores por ela. E é como se fosse uma isca para fisgar o leitor e levá-lo até o final, a presenciar situações e experiências que envolve o velho e o novo, o sim e o não, a vida e a morte e o que existe no espaço entre um e outro.
Ela gosta de como as palavras às vezes se chocam umas com as outras e noutras vezes deslizam uma ao lado da outra, com enorme facilidade. Da surpresa que existe nisso. E gosta de que seja um poema secreto, secreto até para ela, porque não vai se lembrar dele. Ele só existirá naquele momento. - (Pág.: 100)
O que os adultos sabem? Será que eles estão certos sempre? Muitas vezes eles não se importam simplesmente.
Em algum momento os questionamentos da garota me faz lembrar o Pequeno príncipe. A trajetória pela qual Millie passa com Agatha e o Digitador é uma constante troca de sentimentos, de cumplicidade, companheirismo e aprendizado. De um lado (no conto clássico francês) um homem encarando suas dificuldades ao lado de pequeno sábio no deserto, aprendendo tanto com ele como nunca se imagina aprender com uma criança. No texto de Davis o deserto e a sede estão metaforicamente representados nas dificuldades da caminhada dos trÊs personagens, em busca da mãe de Millie, que cativa facilmente e se deixa ser cativada pelo outro também.

Agatha, Karl, Millie, todos três tem algo em comum: estavam sozinhos no mundo até se encontrarem. O destino os uniu e nesse mundo de encontros e desencontros mostrou a eles que não importa a idade, todos passam por situações difíceis, todos tem problemas e fantasmas a assombrar suas vidas. Todo mundo envelhece, todo mundo morre, no entanto é essencial que antes disso saibamos viver um dia de cada vez. É preciso deixar que o amanhã seja.
PS: Eu senti muita dificuldade para escrever essa resenha porque essa história me causou um impacto muito grande. Além disso, possui uma riqueza de detalhes e situações muito grande para caber aqui numa resenha só. Por isso, decidi fazer alguns recortes e apresentar para vocês alguns pontos importantes e deixá-los curiosos para buscar o que mais poderá encontrar na história. 
Achados e perdidos é um livro forte e impactante, cheio de metáforas e passagens poéticas, outras absurdas e exageradas, mas  com um brilho impecável e uma mensagem que fará você repensar seus atos e refletir muito depois da leitura. 

XOXO,
Diih. 


8 de maio de 2016

‘Como ser Solteira’, Liz Tuccillo, para ler e assistir



♥ Olá, vocês!
Olá meninas! Solteiras por opção ou não, para você que está tentando se encontrar um espaço só seu agora, que está sentindo a necessidade de encontrar um norte na vida porque acabou de sair de uma relação de longas datas ou de uma relação de poucos meses. Não importa! Esse é um livro que, de alguma forma irá mostrar a você que ser solteira não é como chegar ao fim do mundo.

O livro é da autora Liz Tuccillo, foi publicado pela primeira vez em 2010 e republicado este ano também pela Editora Record, com uma capa diferente, que se aproxima mais do filme – lançado no inicio deste ano. 

 ***
Uma vez uma das minhas cantoras prediletas da vida (Shania Twain), perguntou numa canção se “existe vida após o amor” e eu posso dizer que de alguma forma esse livro consegue confirmar isso. E é através da narrativa de várias mulheres, em várias etapas da vida de solteira, que vamos perceber isso.

Julie tem trinta e poucos anos, mora em Nova Iorque e é solteira. Ela trabalha divulgando livros de autoajuda, que fazem o maior sucesso - mesmo ela não entendendo por que. Mas, seu dia tem uma drástica mudança, quando uma de suas amigas, Georgia, te liga aos prantos dizendo que irá se matar se Julie não a levasse pra uma noitada com suas outras amigas, simplesmente porque descobriu que o marido a trocou por uma professora de samba, que tem metade de sua idade. Triste, perdida e com filhos ela não sabe o que fazer. Sem muitas opções, Julie faz o que a amiga pede e convoca mais três amigas para se divertir numa noitada toda para Georgia.

Alice, uma talentosa defensora pública, joga tudo para o alto e converte seu tempo a procurar o homem perfeito. Alegre, divertida e determinada, não costuma desistir fácil do que quer.

Serena é uma mulher excêntrica e depois de passar bons tempos cozinhando carne e bebendo – ela trabalhava na casa de um ator famoso -, decide largar tudo e tornar se SWAMI (hindu) com direito a raspar cabelo e virar celibatária.

Ruby é a típica amiga depressiva, que não consegue sair de relacionamento sem cair na mais profunda depressão. O mais recente pesadelo de Ruby foi a morte de Ralf, seu gato, que morreu de insuficiência renal crônica em felinos.

Finalmente a grande noite acontece, no entanto não sai como elas planejaram. Sendo assim, Julie decide escrever um livro sobre o que aconteceu na noite desastrosa e vende a ideia para sua chefa e com o dinheiro adiantado faz uma viagem pelo mundo, em busca do autoconhecimento.

Narrado em primeira pessoa, temos um chick lit todo voltado para a vida de mulheres solteiras, com a proposta de mostrar que uma pessoa pode se sentir sozinha sim, pode sentir falta de seu relacionamento sim, mas que o mundo não para porque a relação acabou e que nesse espaço que se abriu há muito a ser descoberto não só sobre você mesmo, como também sobre o que acontece à sua volta. Dito isto, deixo claro que esse não é um livro de auto-ajuda, mas funciona como um “reflita sobre isso”. Por exemplo, é preciso mesmo essa busca incessante por uma pessoa que preencha o espaço que está vazio na nossa vida?


Apesar de gostar de histórias que falam sobre relacionamentos e de pessoas que buscam se encontrar após o fim de uma relação, eu tenho que dizer que achei o enredo um pouco cansativo e chato em alguns momentos. Não acho que um livro com tantos personagens e histórias diferentes – mesmo que elas se liguem depois - esteja escape de se tornar maçante em algum momento. E sinto dizer que esse não é uma exceção. Se ao menos a autora compensasse na personagem principal, as coisas pudessem melhorar, mas isso não aconteceu.

Não falta humor para rir ou situações para querer viver; não falta aquele personagem familiar, aquela amiga, estilo “miga sua loka” também. Como ser solteira é um livro que conta com uma narrativa leve e agradável, apesar do ponto negativo que citei.


Como ser solteira foi adaptado para os telões e estreou em fevereiro deste ano aqui no Brasil. Quem dirigiu o filme foi Christian Ditter, diretor de Simplesmente acontece (Love, Rose), e traz no elenco Dakota Johnson (Cinquenta Tons de Cinza), Alison Brie (Mad Men), Rebel Wilson (Missão Madrinha de Casamento), Leslie Mann (Mulheres ao Ataque).

Sinceramente o filme me chamou mais a atenção do que o livro e são muito diferentes um do outro. No filme a protagonista é a Alice (Dakotah Johnson), uma mulher jovem que viveu um relacionamento desde muito cedo com um rapaz que conheceu na escola. Durante toda a vida Alice não conheceu ou se envolveu com outros caras. Um dia ela decide que precisa de um tempo para saber como lidar com a crise que dois estavam vivendo. Decidida a morar com a irmã nesse tempo, Alice começa a descobrir o mundo, sozinha.

 Ao mesmo tempo em que me mostrou um clichê, que sempre existe nas comédias românticas, com mulheres solteiras caindo numa noitada, bebendo e tentando descobrir o que deu errado na relação, o filme me surpreendeu com um final inesperado. Além disso, fiquei encantado com a fotografia e a trilha sonora do filme.

Se você já leu me conte o que achou e se ainda não leu eu indico o livro como uma leitura leve e cheia de reflexão acerca de um relacionamento com o outro e consigo mesmo.

Bjão,
Diih.


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