♥ Olá, vocês!
Olá meninas! Solteiras por opção
ou não, para você que está tentando se encontrar um espaço só seu agora, que
está sentindo a necessidade de encontrar um norte na vida porque acabou de sair
de uma relação de longas datas ou de uma relação de poucos meses. Não importa!
Esse é um livro que, de alguma forma irá mostrar a você que ser solteira não é
como chegar ao fim do mundo.
O livro é da autora Liz Tuccillo,
foi publicado pela primeira vez em 2010 e republicado este ano também pela
Editora Record, com uma capa diferente, que se aproxima mais do filme – lançado
no inicio deste ano.
Uma vez uma das minhas cantoras
prediletas da vida (Shania Twain), perguntou numa canção se “existe vida após o
amor” e eu posso dizer que de alguma forma esse livro consegue confirmar isso.
E é através da narrativa de várias mulheres, em várias etapas da vida de
solteira, que vamos perceber isso.
Julie tem trinta e poucos anos,
mora em Nova Iorque e é solteira. Ela trabalha divulgando livros de autoajuda,
que fazem o maior sucesso - mesmo ela não entendendo por que. Mas, seu dia tem
uma drástica mudança, quando uma de suas amigas, Georgia, te liga aos prantos
dizendo que irá se matar se Julie não a levasse pra uma noitada com suas outras
amigas, simplesmente porque descobriu que o marido a trocou por uma professora
de samba, que tem metade de sua idade. Triste, perdida e com filhos ela não
sabe o que fazer. Sem muitas opções, Julie faz o que a amiga pede e convoca
mais três amigas para se divertir numa noitada toda para Georgia.
Alice, uma talentosa
defensora pública, joga tudo para o alto e converte seu tempo a procurar o
homem perfeito. Alegre, divertida e determinada, não costuma desistir
fácil do que quer.
Serena é uma mulher
excêntrica e depois de passar bons tempos cozinhando carne e bebendo – ela
trabalhava na casa de um ator famoso -, decide largar tudo e tornar se SWAMI (hindu)
com direito a raspar cabelo e virar celibatária.
Ruby é a típica amiga
depressiva, que não consegue sair de relacionamento sem cair na mais profunda
depressão. O mais recente pesadelo de Ruby foi a morte de Ralf, seu gato, que morreu
de insuficiência renal crônica em felinos.
Finalmente a grande noite
acontece, no entanto não sai como elas planejaram. Sendo assim, Julie decide
escrever um livro sobre o que aconteceu na noite desastrosa e vende a ideia
para sua chefa e com o dinheiro adiantado faz uma viagem pelo mundo, em busca
do autoconhecimento.
Narrado em primeira pessoa,
temos um chick lit todo voltado para a vida de mulheres solteiras, com a
proposta de mostrar que uma pessoa pode se sentir sozinha sim, pode sentir
falta de seu relacionamento sim, mas que o mundo não para porque a relação
acabou e que nesse espaço que se abriu há muito a ser descoberto não só sobre
você mesmo, como também sobre o que acontece à sua volta. Dito isto, deixo
claro que esse não é um livro de auto-ajuda, mas funciona como um “reflita
sobre isso”. Por exemplo, é preciso mesmo essa busca incessante por uma pessoa
que preencha o espaço que está vazio na nossa vida?
Apesar de gostar de
histórias que falam sobre relacionamentos e de pessoas que buscam se encontrar
após o fim de uma relação, eu tenho que dizer que achei o enredo um pouco
cansativo e chato em alguns momentos. Não acho que um livro com tantos
personagens e histórias diferentes – mesmo que elas se liguem depois - esteja
escape de se tornar maçante em algum momento. E sinto dizer que esse não é uma
exceção. Se ao menos a autora compensasse na personagem principal, as coisas
pudessem melhorar, mas isso não aconteceu.
Não falta humor para rir ou
situações para querer viver; não falta aquele personagem familiar, aquela
amiga, estilo “miga sua loka” também. Como ser solteira é um livro que conta
com uma narrativa leve e agradável, apesar do ponto negativo que citei.
Como ser solteira foi
adaptado para os telões e estreou em fevereiro deste ano aqui no Brasil. Quem
dirigiu o filme foi Christian Ditter, diretor de Simplesmente acontece (Love,
Rose), e traz no elenco Dakota Johnson (Cinquenta Tons de Cinza), Alison Brie
(Mad Men), Rebel Wilson (Missão Madrinha de Casamento), Leslie Mann (Mulheres
ao Ataque).
Sinceramente o filme me
chamou mais a atenção do que o livro e são muito diferentes um do outro. No
filme a protagonista é a Alice (Dakotah Johnson), uma mulher jovem que viveu um
relacionamento desde muito cedo com um rapaz que conheceu na escola. Durante
toda a vida Alice não conheceu ou se envolveu com outros caras. Um dia ela
decide que precisa de um tempo para saber como lidar com a crise que dois
estavam vivendo. Decidida a morar com a irmã nesse tempo, Alice começa a
descobrir o mundo, sozinha.
Ao mesmo tempo em que me mostrou um clichê,
que sempre existe nas comédias românticas, com mulheres solteiras caindo numa
noitada, bebendo e tentando descobrir o que deu errado na relação, o filme me
surpreendeu com um final inesperado. Além disso, fiquei encantado com a
fotografia e a trilha sonora do filme.
Se você já leu me conte o
que achou e se ainda não leu eu indico o livro como uma leitura leve e cheia de
reflexão acerca de um relacionamento com o outro e consigo mesmo.
Bjão,
Diih.



