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22 de setembro de 2016

O Ano Em Que Te Conheci, Cecelia Ahern



Olá,
Tudo bem? ❤

Uma semana praticamente sem postagem aqui no blog e meus pedidos de desculpas pelo sumiço não só do blog, mas também no Instagram. A culpa é sempre uma: correria na faculdade - que está chegando no tempo final do semestre. Dito isto vamos ao que interesse porque eu estava louco para poder falar sobre "O ano em que te conheci", romance da irlandesa querida Cecelia Ahern, autora de P.S. Eu Te Amo e Simplesmente Acontece. 

Nada melhor que fazer a leitura desse livro, que faz metáforas a partir das flores, neste dia, o primeiro da nova estação que começa hoje, a primavera. 

Você lembra o dia em que por algum motivo sua vida virou de ponta cabeça? Lembra em que momento você se perdeu de você mesmo e perdeu o controle das coisas? Lembra do momento em que, por ironia do destino, encontrou uma pessoa que foi como um reflexo para você e te ajudou a superar esse momento caótico da vida? 

Todos nós temos momentos marcantes em nossas vidas, períodos que influenciaram mudanças pequenas ou profundas dentro de nós. Posso pensar em quatro momentos transformadores para mim: o ano em que nasci, o ano em que soube que ia morrer, o ano em que minha mãe morreu e agora tenho um novo, o ano em que te conheci.

Jasmine e Matt são vizinhos, mas sempre estiveram ocupados demais com o trabalho a ponto de não se importarem um com o outro ou se falarem, muito menos desenvolver interesse para uma amizade. Jasmine nutre por Matt uma antipatia e não faz esforço algum para admitir, ela sabe o motivo que a faz não suportar o rapaz, um radialista com um programa famoso na cidade. Agora eles estão vivendo um período conturbado na vida: ambos estão afastados do trabalho, numa licença forçada. E como estão com tempo de sobra, nas vésperas do ano novo seus olhares se encontram pela primeira vez e nesse período dramático de suas vidas, com tantos problemas familiares os dois são obrigados a analisar suas atitudes e admitir que precisam de ajuda. Talvez eles sejam a solução um do outro e enquanto as estações do ano passam uma amizade acontece de maneira inusitada. Uma grande amizade pode ser encontrada nos lugares mais inusitados.

Mais uma vez fui tomado pela emoção com uma história escrita pela Cecelia Ahern. O Ano em que te conheci é uma história tocante sobre amizade e sobre como olhar para dentro de si mesmo e olhar ao redor pode mudar o rumo das coisas na sua vida. Parece que diante dos problemas nos fechamos dentro de nós, nos tornamos egoístas e esquecemos de observar nossas falhas. Nessa história o leitor vai perceber que Matt e Jasmine servem como um espelho um para o outro, e ambos, ao mesmo tempo, reconhecem suas falhas e tentam dar um novo rumo à vida que estão vivendo. Eles decidem fazer diferente e a partir daí, uma amizade verdadeira e acontece. 

Mas, quando baixei a guarda, suas palavras me deram calor. Foi bom não estar sozinho aqui fora, pelo menos uma vez. Quando você disse essas palavras, elas me confortaram. E então  também não em senti sozinha. - pág.: 109 

O livro é repleto de metáforas e totalmente poético. O drama mistura-se com diálogos cheios de humor e os personagens complexos torna o enredo ainda mais atraente. Quem são essas pessoas? O os levou a agir de tal maneira? Quais fatores influenciaram nas escolhas e nas atitudes deles? A narrativa em primeira pessoa justifica a "limitação" pela qual o leitor passa durante a leitura, quando as descobertas são feitas ao mesmo tempo: o leitor funde-se ao personagem, a sensação de catarse é uma constante e você começa a perceber coisas que podem ser melhor analisadas sobre suas próprias atitudes perante os problemas da vida. Diria que a narrativa desse livro - muito diferente das narrativas dos outros livros da autora - é como um monólogo.

A autora inseriu na história um personagem com síndrome de down, que é a irmã mais velha, e trabalhou a personagem de maneira leve, mostrando a naturalidade com a qual pessoas com down merecem ser tratadas. No livro, a protagonista tem atos de super proteção com a irmã, que leva uma vida normal, com um emprego, sabe o que quer e faz o que se propõe da melhor maneira. Claro que Ahern aborda a questão do preconceito contra essas pessoas, mas acima de tudo esclarece nesse sub-tema o quanto uma criança e um adulto com essa condição podem viver muito bem. 

Quando Heather compartilha seu conhecimento, as pessoas sempre se surpreendem e ficam impressionadas. E o que acontece quando elas percebem que estão impressionadas com ela? Como todos nós, ela floresce. - pág.: 87

O Ano em Que te Conheci é um livro sensível e tocante, que acima de tudo fala sobre amizade e descoberta. Uma história sobre recomeços e novas perspectivas, e como diria o jornal da Irlanda, Irish Independent,"uma história comovente sobre o que podemos aprender com os outros, se deixarmos de lado nossos preconceitos." Eu recomendo cheio de amor, a cada vez que lembro do quanto chorei emocionado e do quanto aprendi com a leitura desse livro.

Mas rosas como eu e você, também têm problemas. Rosas plantadas em solo onde outras foram plantadas por muitos anos tendem a sofrer com doenças. Se você plantar rosas novas nessa situação, é preciso trocar o máximo do solo antigo por solo fresco de outra parte do jardim onde rosas nunca foram plantadas antes (...) É melhor se mudar, arrancar as raízes e começar de novo; só então poderemos florescer. - pág. 326

XOXO,
Diih.❤




30 de maio de 2016

‘Nós’ – David Nicholls: Um texto simples, sustentado por uma narrativa impecável.



Olá ❤
todo mundo!

Atenção, atenção porque hoje tem meu amado David Nicholls, marcando presença mais uma vez aqui no Blog, dessa vez com seu livro intitulado NÓS (Us). Lançado em 2015 pela Editora Intrínseca, é um livro que afirma a escrita primorosa de Nicholls e reforça sua narrativa bem-humorada em meio ao drama.


Douglas Petersen é um homem metódico, se arrisca pouco e dificilmente se permite ao novo. Ele é bioquímico, tem 54 anos e se depara com a situação do termino do seu casamento. Connie é uma mulher que gosta de liberdade, de inovar e encarar o novo. Entre os dois, diferenças gritantes ajudam na decisão que ela toma de se separar do marido, com quem tem um filho adolescente prestes a sair de casa porque acabou de entrar na faculdade. Mas numa tentativa de fazer com que tudo dê certo, o casal decide encarar uma viagem em família – que já havia sido programada – pela Europa, onde terá a chance de reconquistar a esposa e conseguir uma boa relação com seu filho, Albie, um típico adolescente rebelde, que por conta das constantes brigas com o pai durante a viagem, acaba seguindo seu próprio destino. A viagem é frustrada e muda totalmente de rumo quando o bioquímico decide procurar o adolescente, viajando pela Alemanha, Itália e Espanha, enquanto sua ainda esposa volta para casa.

Nós tem uma história contada em primeira pessoa, sob a visão de Douglas, e durante a narrativa o leitor é levado a vários momentos da vida do personagem com sua esposa, desde quando e como se conheceram até o momento atual, representado pela crise pela qual estão passando. Entre reflexões e suposições, Petersen vai listando atitudes suas que podem ter levado a esposa a querer a separação. Ele é um homem sensível, muito bem organizado, tradicional demais e antiquado demais também. Em contrapartida, Connie é o total oposto dele, assim como o filho, e a mulher se depara com o cansaço de uma relação sem muitas novidades. E por falar em falta de novidade, infelizmente Nós não apresenta novidade alguma na narrativa, para competir com seu trabalho anterior.  

Não há o que discutir sobre a escrita impecável do Nicholls e sua competência com a narrativa. Dificilmente se perde, não deixa pontas soltas e coloca detalhes em seus devidos lugares. No entanto, o autor apostou numa narrativa linear, sem muitas reviravoltas. A história toda se passa numa viagem, em que uma família que deveria estar unida parece viver uma guerra. Além disso, os personagens não são nem um pouco cativantes.


Petersen é irritante, submisso e bobo demais a ponto de se humilhar e fazer tudo o que sua esposa quer para agradar a ela e ao filho. Connie é uma mulher intolerante, antipática e rude, assim como Albie, que, rebeldia à parte, é um poço de grosseria também. A história apresenta apenas os três personagens, que dão vida ao título genérico dado ao livro e mesmo quando surgem os secundários são apenas para criar uma ponte para novas reflexões. É uma narrativa voltada para a família e a situação pela qual estão vivendo: a separação de um casal e a conquista de uma boa relação entre pai e filho. 


Nós é um bom livro e apresenta também uma boa história. Apesar da mesmice, empolga o leitor com reflexões inteligentes, acerca das relações familiares e amorosas, e mesmo tendo um texto atraente não há elementos que faça dela uma história inesquecível.

Um Beijo para vocês!
❤ Diih.

16 de setembro de 2015

Livro de Marcar Livros, Verus Editora



Oi ♥ pessoas lindas!
Muitos livros e leituras nesse mês?

Hoje eu trouxe para a nossa quarta-feira uma apresentação do livro de marcar livros, criado pela Editora Verus, que consiste em organizar, resgatar suas primeiras leituras e incentivar o leitor a ler outros gêneros de livro. Vai ser um poste curtinho, mas gostaria de mostrar um pouco do livro para vocês.



Os livros interativos estão em alta no mercado e isso é perceptível. Sejam os que pedem para serem destruídos ou aqueles que pedem para o leitor contar sua própria história, e até aqueles que nos acalmam sugerindo colorir jardins, Paris, etc., as estantes das livrarias estão repletas de books desse tipo.

A Verus Editora também não quis ficar de fora e criou o “Livro de Marcar Livros”, onde o leitor vai resgatar lembranças de suas primeiras leituras, bem como autores preferidos da infância e juventude.


Além disso, o leitor vai encontrar desafios. Mas que desafios são esses, Diih?
Os desafios são simples, divertidos e com certeza muito útil para pessoas nada versáteis na leitura como eu. Em algumas páginas ele vai indicar autores de vários gêneros e épocas para que você possa dar a chance de ler esses clássicos de sucesso. Há espaço também para você anotar sugestões de leituras de amigos, marcar os livros que você já leu e os que quer ler, colar fotos tiradas com autores, listar seus livros autografados, entre outras coisas bacanas para você se organizar.


O Livro de Marcar Livros tem capa dura – linda a edição, por sinal! -, totaliza 200 páginas e sempre vamos encontrar algumas frases famosas – ou não – enquanto nos organizamos fazemos anotações. Eu diria que é uma espécie de Skoob manual, com alguns recursos a mais, uma estante que você pode levar para qualquer lugar, a qualquer hora.


"Dar Livro é, Além de Uma Gentileza, Um Elogio." - Sêneca

É um livro ótimo para presentear um amigo, primo, irmão. E ótimo para se dar de presente também.

E vocês, o que acham?
Uma Dica:
♥Antes de passar para o livro as anotações, faça um rascunho fora dele antes e marque no livro apenas usando lápis para que, caso precise apagar não fique algo borrado.


Beijos, gente.
Encontro com vocês na sexta-feira, dessa vez com postagem autoral.

Bjux do Diih. ♥

26 de agosto de 2015

{Parceria} Editora Companhia das Letras



♥
Oi, gente!
Mil corações para a postagem de hoje que, como vocês já perceberam, trata-se de uma parceria.

***

Ontem a Editora Companhia das Letras divulgou os Blogs parceiros deste ano e o Vida & Letras foi um dos escolhidos. Portanto, é com muito prazer que apresento a vocês um post cheio de carinho, felicidade e orgulho, anunciando essa parceria.

A Companhia das letras foi fundada em 1986 e já tem mais de três mil títulos publicados, de 1500 autores, incluindo os lançamentos de outros selos da editora, como Companhia das Letrinhas, Cia das Letras, Companhia de bolso, Quadrinhos na Cia, Editora Claro Enigma e Penguin-Companhia. Em 2012 a editora anunciou mais quatro selos: Editora Paralela (direcionado ao grande público, com livros de entretenimento); Editora Seguinte (novo selo jovem da companhia); Portfolio Penguin (atua na área de negócios, política e economia); e Boa Companhia (série que reúne grandes clássicos da literatura nacional e internacional, em antologias temáticas). A editora posta mais de 300 livros por ano e foca a qualidade dos textos e na produção gráfica capaz de atrair o leitor.

Livros como: O passageiro do fim do Dia, de Rubens Figueiredo; Livro do Desassossego, de Fernando Pessoa; Toda Poesia, de Paulo Leminski; Como Shakespeare se tornou Shakespeare, de Stephen Greenblatt e A Rainha Vermelha, de Victoria Aveyard (leia a resenha), fazem parte da Companhia e são livros adoráveis.

Contato:
Acessem o site, conheça a editora e suas publicações. Lá vocês encontram também as redes sociais da Editora.

Até a próxima!
Encontro vocês logo, logo.

Bjux, bjux do Diih ♥
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