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17 de maio de 2018

Dia Internacional Contra a homofobia: Uma conversa sobre empatia e respeito



Como você se sentiria ao acordar para o mundo e para você mesmo, na condição de uma pessoa "diferente"/estranha em relação às demais? Você consegue ter uma ideia de como seria ou conseguiria imaginar a sensação de não ser parte do meio; de não ser aceito por não ser "igual" aos outros?

Certamente você não teria ideia de como é se sentir assim. Porque você é parte do meio e você é considerado uma parte normal da história desse lugar, que desde cedo nos disseram se chamar mundo. Certamente você não consegue imaginar como é se sentir excluído porque é você que exclui; não sabe como é se sentir um brinquedo defeituoso porque dentro daquele baú você é perfeitamente aceitável. Mas você gostaria de se colocar no meu lugar e entender minha dor a cada vez que nos dizem que mereço morrer? Seria corajoso ou corajosa a tal ponto? Porque é preciso ser forte para encarar um dedo apontado para você, uma palavra de ódio exclamada ao pé do seu ouvido, uma pancada que deixa marca não só fisicamente, mas também na alma.

Essa não é uma imagem autoral. O autor me é desconhecido, a fotografia foi retirada da internet e é meramente ilustrativa.

Eu nasci em 1990, meses depois, no dia 17 de maio, a expressão "homossexualismo", utilizada para se referir às pessoas que se sentem atraídos pelo mesmo sexo foi desconsiderada. Mas sabe o que é mais engraçado? Eu tinha meses de vida, agora vivo há pouco mais de duas décadas e ainda escuto pessoas se referirem a mim como se eu fosse uma pessoa doente - "olha lá, ele e o homossexualismo dele". Mesmo assim, retirar a expressão do caderno e das ideias dos grandes, como um diagnóstico absoluto, não deixou de ser uma vitória. Estamos caminhando lentamento, não chegamos na metade do caminho, mas já temos nosso escudo. E hoje é mais um dia para utilizá-lo e deixa-lo em evidência. Hoje comemoramos o dia internacional contra a homofobia.
No Brasil, a expressão "homossexualidade" só passou a valer a partir de 04 de junho de 2010.
Sabe o que acho incrível? A afirmação de boa parte das pessoas, quando dizem que temos escolhas na vida e que ser gay é uma delas. Me pergunto se essas pessoas estão dentro de mim ou de quem quer que seja e conseguem sentir de fato como é que as coisas acontecem por dentro. Porque uma coisa é certa: ninguém escolhe sofrer violência, ninguém escolhe ser excluído e ninguém escolhe morrer. Portanto, ninguém escolhe ser gay. É uma condição - vale lembrar.

Sabemos o quanto é complicado conscientizar pessoas e levá-las à compreender os grupos LGBTQs, ditos minorias, quando temos uma construção social taxativa, machista e intolerante. Mas a gente não pode abrir mão disso, por isso decidi escrever esse texto no dia de hoje para que você possa me entender. Sou gay, sim, mas acima de tudo sou um ser humano e que precisa trabalhar para pagar as dívidas. Assim como você. Olha só que engraçado! Temos a capacidade de sentir igual, de se machucar, e temos sangue para sangrar. Além disso, não estamos escapes de qualquer tipo de sentimento, portanto em que sou diferente de você? Pelo fato de me voltar para o amor de alguém que tem o mesmo sexo que eu? Com certeza isso não muda em nada na sua rotina, afinal você não depende dos meus sentimentos ou da minha vida para para viver. Eu também não dependo da sua.

Não encare esse texto como uma afronta, mas como um convite à reflexão. Entenda que não podemos julgar o sentimento dos outros quando não conseguimos explicar os nossos. E entenda que a solução não é aceitar ou deixar de aceitar: é se permitir colocar-se no lugar do outro e compreender que ninguém precisa pedir permissão para ser quem realmente é. 

A Psicologia na luta contra a homofobia.

Hoje comemoramos o dia internacional da luta contra a homofobia. Mas somente um dia de conscientização não é suficiente para falar dos seres humanos que sentem na pele e na alma, a dor, o medo, a indiferença e o preconceito de uma sociedade carente de amor, escassa de escuta, de afetividade, compreensão e empatia. Por sinal, Empatia é um assunto muito falado hoje em dia, mas muito pouco praticado, infelizmente. Os seres humanos nascem com tendência a serem empáticos, pois somos seres sociáveis e precisamos do cuidado do outro para sobreviver. E esse cuidado está para todos, independente das escolhas, histórias de vida, da educação, da cor da pele.

Que tal se você começar hoje a se questionar, a olhar um pouco mais para dentro de si, colocar uma dor que você sente em silêncio, para fora? Que tal pensar naquela situação de bullying que você viveu na escola? O quanto isso doeu, você consegue lembrar? Todos nós já fomos "atacados" por alguém de alguma forma, e temos essas marcas em nossas almas. Agora coloque-se no lugar daqueles que sofrem isso todos o dias apenas por levarem estilos de vida diferentes dos seus, por fazer escolhas diferentes das suas; e até mesmo aqueles que são agredidos e os que, infelizmente, são mortos.

Todos merecem ser respeitados em suas condições de vida. Praticar a empatia, colocar-se no lugar do outro e buscar o auto-conhecimento é a melhor maneira de termos um mundo mais amoroso e respeitador, com pessoas que reconhecem a diversidade e a pluralidade do lugar onde vivemos. O psicologo é o profissional apto para ajudar na busca pelo auto-conhecimento. E a psicologia honra o compromisso no combate às opressões, sobretudo à homofobia e o machismo, garantindo, então, o compromisso que a psicologia tem com os Direitos Humanos.
A segunda parte dessa publicação foi escrita por Milena Sallenave, psicóloga/ psicoterapeuta de família/ Educadora Perinatal. Milena tem 27 anos, nasceu em Salvador-Ba, onde também exerce sua profissão.
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Bjão, com carinho ♥️

24 de abril de 2018

Quem disse que Literatura infantil é bobagem?



Olá! ★

O preconceito está no mundo para tudo e para todos, não há para onde correr. As opiniões divergem, o bichinho da ignorância prevalece e assim nós seguimos a viagem nesse planeta. Mas às vezes é preciso abrir a boca e falar, gritar as coisas com as quais nos sentimos incomodados e insatisfeitos. É um direito meu? Sim. É um direito seu também.


Sempre gostei de ler, sou um rapaz que gosta do lúdico, de coisas relacionadas a sonhos e situações surreais. Gosto de contos de fadas, de histórias voltadas ao público infantil. Sim, eu tenho 28 anos e livros infantis me encantam, me fascinam e eu ainda leio. Mas qual é mesmo o problema nisso? Será que um adulto ler livros infantis é perda de tempo? Será que livros voltados para o público infanto-juvenil não diz nada, não traz nenhum tipo de aprendizado para o leitor adulto, que "já passou da idade de ler esse tipo de livro"?

A leitura é uma das coisas mais bonitas que o ser humano tem. Ela abre portas, no faz sair por elas e explorar universos paralelos. A leitura é tão rica, que pode nos levar ao passado e nos fazer entender quem somos no presente; ela pode nos fazer, por alguns instantes, voltar no tempo e perceber quem estamos sendo e quem não gostaríamos de ser. A "pureza" de um texto voltado para o público infantil torna mais leve o peso que trazemos nas costas, de um mundo caótico, prestes a nos corromper de alguma forma. Então, por que não lê-los? Por vergonha ou puro preconceito?

Estamos num momento de desconstrução, e ato de desconstruir é muito complicado quando temos conceitos enraizados, prontos para moldar e definir. Ainda há quem diga que somente o clássico forma bons leitores; ainda há quem olhe para o outro com cara de desdém por ele nem sequer ter lido um livro que todo mundo "deveria ter lido", e há quem entenda que o grau de maturidade do outro ainda é mínimo porque ele ainda lê livros infantis. E isso é lamentável. Se a leitura é também um ato de libertação, por que se trancar numa gaiola e se negar a enxergar o que bons textos, muitos deles simples, mas ricos, tem a dizer?


Ainda na minha vida acadêmica me deparo com olhares de desdém, com gente impressionada com minha felicidade em ler um livro infanto-juvenil. Nas aulas de produção de texto, por exemplo, enquanto todo mundo quer escrever textos difíceis e chocantes, que se aproximam do que poderia ser dito clássico, eu levo toda minha simplicidade de palavras e é perceptível que não agrada à maioria. Por vezes já cheguei a pensar que estava no lugar errado e me coloquei abaixo dos demais. Mas isso foi no inicio da graduação, agora não me importo de não ter lido uma quantidade considerável de livros clássicos ou de ser visto com uma pessoa imatura por ainda ler livros infantis.

Um texto simples pode trazer com ele riqueza de detalhes e percepções que fazem toda a diferença. É claro que é importante ler clássicos, é importante ler livros voltados para nossa faixa etária. Não é viável que esqueçamos de voltar para lugar onde nos é mais apropriado no momento. No entanto, se negar a ler livros infantis porque todos eles são carregados de bobagens é um deslize que o leitor pode cometer. Livros infantis não são bobos, eles carregam uma pureza perdida por nós, de certeza forma, na metade do caminho.

Negar-se a ler um livro infantil por achar que ele não tem serventia alguma para a nossa formação como leitor é o mesmo que acreditar que uma criança não tem nada a nos ensinar, nada relevante a acrescentar na nossa existência. Pensei nisso.

★Um Bju meu,
com carinho.★

3 de outubro de 2017

E se eu quiser ir ao cinema sozinho?





 Olá!
Você já foi ao cinema sozinho, sentou numa cadeira com uma pipoca e um refrigerante na mão, riu sozinho, sentiu medo sozinho e viveu sua companhia?

♡ Eu já, várias vezes.

E ouvi comentários do tipo, "poxa, mas você está bem? Aconteceu algo?" e até: "Mas ir ao cinema sozinho? Nossa, Di, você anda tão solitário!". 

E tudo o que faço é rir disso tudo.

Houve um tempo em que eu era uma pessoa totalmente dependente de outra para fazer qualquer coisa. E nesse período eu deixei e perdi de fazer tanta coisa legal, conhecer pessoas e locais maravilhosos. Tudo porque eu não me permitia sair sem a companhia de um amigo ou um conhecido. No final de tudo eu ficava em casa, enquanto o mundo estava em festa. Eu ficava sozinho e eu me sentia uma pessoa solitária.

Depois que fiz terapia - e eu não tenho vergonha alguma de dizer que fiz - eu passei a olhar para dentro de mim e me acostumar com a minha companhia. Diferente de ser egoísta ou me sentir uma pessoa auto-suficiente, eu apenas entendi que a gente pode e deve ter nossos momentos sozinhos. Quando eu entendi isso nunca mais eu deixei de ir ao shopping sozinho, nunca mais me privei de ver o mar sozinho, de ir à padaria sozinho, de sair por aí sem destino, sozinho. Ninguém é obrigado a sair com a gente para satisfazer nossa vontade. Certo que numa amizade alguém sempre cede, aliás, num relacionamento de amizade e amoroso isso é importante. Mas não é saudável que a gente exija do outro estar na sua companhia sempre, ou simplesmente deixar de fazer algo que realmente gostaria de fazer para agradar alguém. Há coisas que está ao nosso alcance; há coisas que não está porque simplesmente  porque para a gente não valerá a pena mesmo com a melhor companhia do mundo. 

Sinceramente eu nunca iria a um show de heavy metal para acompanhar um amigo. Eu não me sentiria bem e ficaria de cara fechada, e assustado com o som alto. Seria uma experiência péssima. Para quem gosta do som é ótimo, mas para quem não se identifica não funciona.

Certo dia, acordei cedo, era uma quinta-feita, e como de costume liguei para meu namorado (na época). Ele esta num dia estressante e acabou que discutimos feio porque não sou de me calar facilmente quando algo me incomoda. Cancelei o que já havíamos marcado para a noite e decidi que ficaria em casa. Mas não era em casa que eu gostaria de ficar, afinal era meu primeiro dia de férias e eu queria aproveitar isso. Foi então que acessando a internet vi que tinha um filme passando num bom horário, no cinema. 

"E por que não ir ao cinema sozinho?" - pensei.

Eu fui. E nunca mais deixei de fazer isso. Sempre que posso, marco um horário comigo mesmo (é preciso se dar prioridade) e vou. Inclusive, IT: A COISA eu assisti sozinho. Me senti aflito sozinho, dei risadas sozinho, até mesmo chorei sozinho - e estar ou fazer alguma coisa sozinho é diferente de ser solitário. Quando sai do cinema eu estava completo, não da boca para fora, mas porque era assim que eu me sentia. A gente precisa ser completo. Se a gente ainda não se sente assim é preciso buscar isso. Porque o tempo passa e não espera. É clichê dizer que a gente tem que se bastar, mas é uma verdade. Portanto, seja clichê, se baste. Tente se encontrar no meu da multidão.

Pare, olhe para você, converse com você mesmo(a). Entenda o que você quer. Se quiser sair para jantar sozinho ou sozinha, vá. Desafie seus medos e desvie dos olhares de pessoas que acham que você é uma pessoa fracassada. Há muita gente acompanhada que está mais sozinha do que imagina. E o que você prefere: ser completo ou repleto de pessoas ao seu redor, que mesmo estando junto está distante de você? 

Sabe aquela história de "tanta gente e eu me sinto tão só"? Muita gente se sente assim, eu já me senti assim. Feliz de quem não se sente assim. E isso acontece porque a gente se permite viver coisas que vão além da nossa capacidade - o exemplo eu já dei lá em cima sobre o show de Heavy Metal.

Pare e pense: e se eu quiser ir sozinho, qual o problema? E se eu me quiser, antes de qualquer outra coisa, qual o problema?

Se queira bem. 
E simplesmente vá! Não assista sua vida passando sobre seus olhos, participe dela. Ter seu momento com você mesmo não é motivo de vergonha, mas de orgulho.

XOXO, ♥





18 de setembro de 2017

[Autoral] ♥ O Grande Encontro


♥ |Olá! Esse é um dos textos que escrevo quando tenho um tempinho livre. Na maioria das vezes ele não representa a minha realidade, mas sim o resultado do que observo no mundo ao meu redor. No entanto, "O Grande Encontro" tem muito de mim e dos meus sentimentos. Recebam com carinho esse diálogo com um desconhecido.|



♥♥♥ 

O dia-a-dia de cada de cada pessoa é uma grande surpresa. A gente vive supondo coisas, torcendo para que algo bom nos aconteça; algo que seja diferente do habitual. O tempo passa a todo o instante, e não espera. Mas eu estou aqui aguardando você chegar. Há dias em que eu finjo não saber disso, mas no fundo, eu sei.

Acontece que é melhor esquecer, sabe! Eu nem sei onde você está, se está longe ou perto; se acabou se perdendo no caminho ou se parou para tomar um chá em algum lugar. Na verdade, eu nem sei se você gosta de chá. Talvez prefira uma cerveja, um vinho, um café. Um chocolate quente, quem sabe. 

Olha, nem sei se você se importa ou deseja saber também. Mesmo assim, saiba que estou por aqui fazendo o de sempre, todos os dias. E os dias têm sido uma grande rotina. Pego uma condução até o trabalho, encontro as mesmas pessoas, cumpro os mesmos horários, embora tenha um grande número de atraso para contar. E sabe de uma coisa? Nesses dias em que estou atrasado, imagino que seja o destino me preparando para o grande encontro com você. 

Isso parece tão errado, tão louco e irracional, não é? Fico pensando se você acharia legal esse tipo de pensamento, se me acharia um perfeito de um louco, estranho. Me veio agora aquela desconfiança, acompanhada de uma expressão assustada, imaginando que talvez você já tenha chegado e foi-se embora espantado, de tão estranho que pareci com todos esses pensamentos românticos e fantasiosos demais.

Não, não e não! Acho que devo pensar melhor. Você não veio. É isso! Acredito que perceberia um sorriso diferente, um toque tímido na minha mão, um olhar cheio de estrelas brilhando. Afinal, estou olhando para todo o lado, o tempo todo, atento aos gestos e olhares, que, na maioria das vezes, fogem quando encontram meus olhos. Definitivamente, não; você ainda não chegou.

E se chegou sabe se esconder muito bem. E aqui, paro mais uma vez e penso se aqueles joguinhos bobos de conquista fazem parte de você também. Isso seria difícil para mim. Saiba! Porque eu não sei jogar e já perdi muito tempo entrando nesse tipo de jogo para somente perder no final. Por favor, prefiro não jogar mais, é tão cansativo! Bem mais cansativo do que minha espera por você. Pelo menos esperar por você me permite fabricar sonhos e desenhar formas com linhas certas, mas também tortas. Portanto, seja gentil. 

Devo confessar que, às vezes... Aliás, sempre (decidi abrir mão do eufemismo) ando por aí imaginando que a qualquer momento posso dar de cara com você na confusão da cidade ou no momento de levar a bandeja para ser lavada, no restaurante da faculdade. Imagino que nosso encontro será através de um tocar de mãos despretensioso, na fila para entrar no ônibus; e até penso que nos encontraremos em meio a um apagão na cidade, onde a lua será a única luz a iluminar o mundo. Me parece uma ótima ideia.

 É tão difícil olhar esse mundo em meio a tanta escuridão, mas parece bonito também não ver, apenas sentir, principalmente quando se está perto. Sabe por que? Quando eu te olhar em meio à claridade verei você e o formato do seu rosto, é comum a qualquer ser humano. E de primeira é somente o que poderemos ver um do outro. Mas quando a luz se apagar é que saberemos quem realmente somos, eu saberei quem você realmente é e você saberá de mim também. Porque quando as luzes se apagam não se vê imagem alguma. O que fica é somente a graça e a ternura que envolve duas pessoas que se amam não pelo que tem, mas pelo que são um para o outro e para si.

O problema é que assim, à distancia, não dá. Não posso te ver, não posso sequer sentir meu coração acelerar ou minhas mãos suando de nervoso. Não posso saber se seu coração bate forte também, se você treme num misto de prazer e agonia. A verdade é que somos completos estranhos, e já viemos dessa grande escuridão. Não tem jeito, é preciso aceitar e seguir em frente. 

Mesmo assim não paro de te procurar por aí. É uma constante, algo comum, sabe? Se olho para o lado e vejo pela terceira vez o mesmo rapaz, imagino que ele seja você. Imagino com todo carinho do mundo, que, finalmente, te encontrei. 

♥ E então ele se vai...
♥ E tudo começa outra vez. 

Eu não sei quem você é ou de onde vem, e por onde vem; nem se você realmente vem. Mas torço tanto para que você venha e pegue minha mão, me leve para sair, cante canções antigas e ria das piadas bobas que são contadas por aí. Torço para que você venha e me ensine a ver esse mundo com outros olhos; com um olhar de quem finalmente encontrou aquilo que fez com que todos os percalços no meio do caminho e todas as ligações não retornadas valessem a pena. 

Eu não sei onde você está...
Não sei quem você é...
Não sei como se chama,
nem sei a cor de sua pele ou dos seus olhos...

Eu não sei se você está tentando me encontrar, mas se em algum lugar, por algum motivo qualquer, você esteja procurando e pensando nisso, talvez lá no fundo você saiba que estou aqui, em algum cantinho desse mundo sonhando com você também. 

♥
 Diego França/ 2017








20 de julho de 2017

[No Watped] Outono na Rua Brooklin




Olá, pípol! ♥

O que tem para hoje? Novidade. Onde está a novidade? No Wattpad. 

Há mais ou menos dois anos escrevi um conto inspirado na música "Ruas de Outono", interpretada pela cantora Ana Carolina, e postei no blog como um post especial, dividido em 3 partes. Mas muita gente não leu ainda e muita gente me pede para escrever meus textos no Wattpad. Por isso, decidi começar e já publiquei o conto "Outono na Rua Broklin" completo.

"Enquanto tenta se recuperar de uma doença e de todo o cansaço causado por ela, Julia é surpreendida pela falta do namorado, o tão apaixonado e companheiro Victor, que esteve presente nos momentos mais difíceis da sua luta pela recuperação. Certo dia, a garota segue o caminho para o habitual encontro como o amado, na Rua Brooklin, mas ele não aparece e tudo o que Luiza tem é uma carta de despedida e nenhuma explicação ou motivo aparente para que ele ir embora.
Um conto de fadas moderno, que traz na sua essência toda a poética e carga dramática que envolve as famosas narrativas.
Se ela tem final feliz? Isso depende única e exclusivamente da perspectiva de cada um."



♥ Esse é meu convite para vocês.

Aceito sugestões, dicas, críticas e incentivo. Se quiser me adicionar basta clicar na imagem abaixo e curtir a leitura, que é dividida em três partes. Espero que gostem.


Outono na Rua Brooklin surgiu dos pensamentos dramáticos e da paixão pelos contos de fadas, que tenho e que nasceu em mim desde muito cedo. Os dramas e amores "impossíveis" sempre me ganharam facilmente, pois quanto mais impossível for alguma coisa, maior é a vontade de fazer acontecer.
Com o tempo, no processo de amadurecimento como leitor, fui também me encantando pelas histórias, que apesar de serem obras de ficção trazia em si uma narrativa e acontecimentos mais próximos da realidade. Um exemplo? Um final improvável, longe demais do "e eles foram felizes para sempre". Sendo assim, esse tem sido meu estilo predileto de escrita também. Sou um amante das histórias melancólicas, reais e dramáticas porque eu enxergo poesia nisso também. Mas como sei que nem todo mundo pensa dessa forma, tentei escrever uma história que pudesse agradar aos dois tipos de leitores: os que amam finais felizes e os que adoram finais improváveis.
O lugar onde a história se passa é fictício, a descrição do local também. A doença da personagem não é revelada (cabe ao leitor atribuir a ela o problema que preferir ou que se encaixa melhor nas descrições) e o final, o grande momento final, se ele é realmente feliz ou não vai depender da perspectiva de vida de cada um.
O que é o final feliz para você?
Espero que gostem da história e se emocionem como eu me emocionei, enquanto andava pelas ruas de outono, ao lado de Victor e Luiza.

Bjux, ♥

20 de julho de 2016

Um Dia Para o Amigo: Livros com Belas Histórias de Amizade



Olá, pessoal!

Há quem não goste de comemorar algumas datas porque acha desnecessário, alegando que isso é algo que deveria ser comemorado todos os dias. Eu acredito que a amizade é algo a ser celebrado todos os dias sim, mas acho justo um dia especial em homenagem a ela, assim como o dia das mães, dos pais e todas as outras comemorações. Por isso, celebro sim todos os anos.

Para esse ano quis não só escrever um pequeno texto sobre amizade, como também dar dicas de livros que trazem ao leitor histórias lindas de amizade. 


Uma vez li num livro, que talvez um lar não seja exatamente uma casa. E acredito que essa ideia se atrela muito a amizade. Amigo é família, é segunda família, é refúgio, é um lugar quente nos dias frios, um baú que tranca segredos. Amigo não é aquele que diz somente: - "VIU, EU DISSE!". Ele simplesmente abraça faz você sentir que tudo vai passar. Amigos sentem raiva, brigam, batem a porta e até passam um dia ou dois sem se falar. Porém, quando se olham novamente riem da bobagem e percebem que nada mudou. Amigo ri junto, chora junto, sonha separado também, mas fica feliz junto, independente da escolha que façam. E não importa para onde você vá, quanto tempo passe longe - talvez até um tempo incomunicável -, quando ele volta é como se o tempo não tivesse mudado: a confiança é a mesma e o olhar apaixonado também. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Eu tenho amigos assim. E quer saber, talvez um lar realmente não seja uma casa ou qualquer outro lugar. Talvez um lar seja o abraço de alguém que nos conhece a fundo e entende o que a gente quer dizer apenas com um olhar. 
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
FELIZ DIA DO AMIGO. 💕

E se quiser uma boa leitura com lindas histórias sobre amor, superação e AMIZADE aqui estão algumas dicas. |Se quiser ler as resenhas é só clicar nos títulos|.

Por Lugares Incríveis ❤

Um Beijo!
Com Carinho.
Diih ❤


1 de julho de 2016

[AUTORAL] ‘Uma Carta de Amor Sobre Trovões, Ventanias e Promessas’



Oi!
Recebam com carinho essa carta de amor. Estou num momento sentimental e como sempre faço estou dividindo o resultado de um momento como esse com vocês. Espero que se apaixonem, que reflitam, que estejam livres de qualquer julgamento ou  preconceito contra o AMOR.

🌿
24 de setembro de 2005
Para Pedro.

Imagem retirada da internet
Mais uma vez cai na tentação e não consegui não ligar para você. Eu acabei de ligar, Pedro, e eu estou me culpando por isso. Como posso ser tão bobo a ponto de fazer isso nesse dia de chuva pensando que, dessa forma, ele traria um pouco da claridade do sol para dentro de mim? Estou realmente satisfeito por ter escutado aquela gravação me dizendo que o telefone se encontra desligado.
Sei que você tem medo de raios e trovões, e de verdade é esse foi o real motivo que me fez te ligar hoje. Sabe aquela vontade de te proteger?  Era isso que eu gostaria de fazer agora. Liguei porque queria te distrair da chuva e de todo esse barulho que treme o seu mundo, como sempre fiz. E eu juro que por vezes olhei para a porta aqui de casa, imaginando que você entraria por ela correndo, dizendo que não conseguiu ficar em casa sozinho e que precisa dos meus carinhos naquele dia chuvoso. Sinto tanto a falta disso e me decepcionei quando as horas e os segundos foram passando e você não veio. Acho que agora é o meu mundo que balança porque você já tem quem te proteja e estou aqui sozinho, esquecendo de me proteger para não deixar que mal algum te aconteça. Me sinto um tolo por isso.
Mesmo assim eu gostaria de saber, de verdade, Pedro: essa garota cuida bem de você? Ela apoia você nos seus sonhos? Ela aponta uma decisão estúpida que pode te fazer mal futuramente como eu fazia? E na hora do café, ela coloca o açúcar com cuidado para que não haja nenhuma formiguinha que te empeça de bebê-lo?
Eu gostaria de não desejar tudo isso, mas eu só quero que ela esteja cuidando tão bem de você como eu fazia. Você acha, Pedro? Gostaria de saber essas respostas. Não sei porque essa necessidade, mas eu gostaria de saber se você acha que eu cuidava tão bem de você como eu penso ter cuidado. Você acha que cuidei demais a ponto de você rejeitar os meus cuidados um dia?
Eu sei que você certamente me diria que te fiz a pessoa mais feliz do mundo, mas eu não acredito mais nisso. Te acho tão mentiroso agora que suas atitudes são estranhas demais! Ainda que você me diga que não existirá alguém como eu na sua vida, como você me disse tantas vezes, eu não vou acreditar porque você levou embora toda a minha crença em relação a quem você realmente é - na verdade acho que nem você mesmo sabe. E sei que você me responderia com toda a sua ira e diria para eu não me preocupar com você, que eu deveria sentir raiva de você e não querer o seu bem.
Eu posso te dizer que sinto nojo e sinto um ódio terrível de você, mas só às vezes. Eu tenho um sentimento, que se batesse na janela do seu quarto e conseguisse entrar por ela, poderia ferir você de tão forte, porém, não é forte o suficiente para ultrapassar o vidro e te atingir. Então ele enfraquece novamente e eu acredito no ditado que diz que ‘o amor e o ódio andam de mãos dadas’. É por isso que a minha mão ainda reconhece a sua. Não sei até quando porque estou empenhado em soltar as suas mãos de vez, mas ainda não. Não quando você ainda me liga chorando, dizendo que aquela música especial te faz pensar em mim.
Olha, acho que já escrevi demais e essa carta talvez seja uma bobagem ainda maior que a ligação que você não atendeu. Mas espero que você esteja protegido desses clarões e barulhos assustadores, que cantam nessa imensidão sobre nossas cabeças. Eu estou aprendendo a me virar por aqui também. Fique bem. Corra da chuva. Não quero que fique resfriado. E, por favor, não ande descalço porque a sua alergia pode voltar a qualquer momento por conta do tempo. Proteja-se. Eu estou me protegendo de você também agora.

Até um dia, Pedro.

🍃

23 de abril de 2016

[Autoral] ‘Fotografia’


♥ Oi, 
gente querida!

Que tal uma crônica para hoje? Mais um texto autoral, que eu espero que vocês recebam com carinho.

Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM)
***
Não importa para onde você olhe, é preciso olhar com vontade, vislumbrar o horizonte, analisar os pássaros, perceber detalhes. E qual o problema se os detalhes forem sórdidos, como uma folha caindo do galhinho de uma árvore enquanto você olha para o lado de relance em algum outono de sua vida?

Por muito tempo escutei pessoas dizendo que não se deve contentar com pouco e que não importa se um pássaro acabou de pousar em algum lugar, ou um pingo caiu lentamente na poça de água, porque na hora da pressa coisas como essa não vão pagar meu salário. Mas você já parou para pensar que talvez o encontro das águas e o pássaro estático em algum lugar possa se transformar numa imagem perfeita e inspiradora em algum desses dias loucos do nosso cotidiano? Talvez não, não é mesmo? Afinal, você está ocupado demais lendo alguma apostila da faculdade, acompanhando alguma conversa em tempo real, em alguma rede social, sem perceber a cena que ocorreu há poucos segundos ao seu lado. Um rapaz acabou de entregar uma flor à sua companheira e eles nem precisaram encostar seus lábios para selar o momento. Olha só, eles apenas se olharam de uma forma tão especial, mas tão especial, que o silêncio, misturado a um olhar que brilhava como uma constelação, falou mais do que mil palavras. Talvez o beijo venha depois, mas você não viu, talvez até pudesse ter tido alguma opinião sobre isso ou talvez, quem sabe, seria motivo para algum texto bonito, ou alguma história carinhosa para contar a alguém. E olha, histórias como essa costumam ser tão raras ultimamente!

Aliás, há tantas coisas que não se vê com muita frequência, que eu acho que seria interessante se a gente pudesse observar mais o que acontece ao nosso redor. É tanta coisa, que a gente até se perde. Por exemplo, outro dia vi um senhor caminhando e lendo um livro, no meio da cidade. O trânsito estava caótico, as buzinas dos carros faziam um barulho daqueles, as pessoas corriam como se estivessem prestes a entrar no mundo de Nárnia, e só tivessem aquela chance – e claro que eles deveriam correr, afinal, restava apenas um minuto para o portal se fechar –, mas o senhor não. Ele estava caminhando tranquilamente, lendo seu livro, sorrindo de canto de boca, com uma expressão serena, e eu, curioso como sou, queria a todo custo saber qual o título da obra, enquanto as pessoas caminhavam praguejando – afinal, elas só contavam com um minuto, e alguém resolveu caminhar tranquilamente na avenida principal, justamente naquela hora, atrapalhando a corrida delas. Que má sorte, não?! Não sei nem se elas repararam no que o senhor estava fazendo, além de andar devagar, desatento. Suspeito de que muita gente o chamou de louco naquela hora.

Será que alguém reparou na maneira como ele passava as páginas do livro? Na maneira como ele o segurava? Será que perceberam como ele mudava a expressão do rosto a cada frase tocante ou engraçada? Será que alguém reparou que mesmo de cabeça baixa ele soube quando parar ou seguir na hora de atravessar a rua? Eu estou me perguntando até agora se todas as pessoas conseguiram alcançar o portal e penetrar o mundo de Nárnia também, sabia? Eu, se fosse um deles, me jogaria na toca de um coelho, mas escolhi esperar mesmo.

Há muita coisa para capturar e muita fotografia para ver ainda por aqui. Dia desses, recebi um e-mail de uma pessoa elogiando o que faço. O e-mail dizia o seguinte: “Eu adorei seu trabalho. Suas fotografias são tão cheias de luz, de amor. Eu amo fotografar, mas as minhas fotografias nem se comparam às suas. Parabéns!”.

Quando terminei de ler dei um sorriso feliz, os olhinhos piscando de satisfação. Afinal, quem não gosta de um elogio, não é mesmo? Mas, sabe o que penso sobre isso? Vou contar para você: o que eu penso é que as minhas fotografias não são melhores ou mais belas que as de ninguém. Na verdade, a única diferença que há entre uma fotografia e outra é simplesmente o olhar para onde a lente da câmera aponta. É a sensibilidade que você tem na maneira de ver o mundo ao seu redor, que faz com que uma simples gota caindo do céu se transforme na mais bela fotografia.


© Diego França 2016

1 de abril de 2016

{Autoral} O Recitar


Olá, ♥ pessoal!

Eu estava com saudade de publicar um texto autoral aqui no blog, mas tenho tido pouco tempo para me perder nos meus devaneios. Sendo assim, decidi postar um conto que escrevi lá em 2012, por um motivo que me encheu de felicidade essa semana: eu reencontrei a mulher que me inspirou a escrever esse conto, depois de quatro anos, estudando na mesma faculdade que eu. Foi uma surpresa e me deixou muito emocionado, visto que me lembrou do momento em que a vi pela primeira vez e da maneira como isso aconteceu.
Espero que recebam esse texto com carinho.


- ♥ O Recitar


Num pedaço de espelho quebrado ela se olha e começa a pintar o rosto de branco. Abaixada num canto da rua, enquanto pessoas caminham apressadas sem perceber o mundo ao redor, a garota com seus olhos expressivos e corpo magro pinta a face com uma tinta branca que lhe encobre todo o rosto, sem deixar à mostra a cor natural de sua pele. No passeio onde lhe serviu de moradia por alguns minutos havia também sua melhor roupa (ainda que no pano pudesse ser visto um furo nada discreto): um macacão preto que não lhe cobria as pernas por inteiro, um chapéu também preto no estilo Charlie Chaplin e um tênis All Star. A bolsa que carrega seus pertences, até então pesada, agora está vazia e firme em uma de suas mãos. Ela está pronta para mais um dia.

Com uma das mãos vazias ela pede a parada de um ônibus que vem passando numa velocidade razoável porque parece que alguém chegou ao seu destino. Uma senhora de cabelos grisalhos desce devagar com a ajuda de um rapaz, agradece ao motorista e desaparece no meio das pessoas que transitam pela cidade.  Ninguém sabe para onde ela foi, mas agora é hora de mais um passageiro entrar no coletivo, que não oferece lugar para se sentar, mas conta com espaço suficiente para que qualquer um possa transitar pelo espaço vazio. Quando entra no ônibus, já vestida com seu personagem, cumprimenta os passageiros com um bom dia feliz e espontâneo, e começa a recitar.

 Do barulho percebe-se o silêncio das vozes que se calam para prestar atenção na garota animada que espalha encanto pelos espaços abertos do ônibus. É como uma canção para os ouvidos e um carinho para a alma de quem acorda cedo para viver um dia de trabalho estressante.

- “Que garota talentosa!” – as pessoas ao redor comentam impressionadas, encantadas. Olhares atentos à espera de um pouco mais do talento admirável que explora o ambiente com propriedade, e possui um tom de voz altivo, capaz de intimidar e ganhar a atenção de qualquer um. Uma cidadã pobre de bens matérias, mas rica de palavras, expressões e gestos que se misturam com seu discurso poético.

Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira, Olavo Billac, Vinicius de Moraes. Todos esses poetas fazem parte do repertório de poesias recitadas por ela durante a viagem continua. O sertão, a fome, o preconceito e a falta de oportunidade estavam ali, pairando no ar do mundo injusto, da sociedade hipócrita, do discurso moralista, do desamor. Ecoam da voz emocionada e cada vez mais empolgada e enfática da mulher, enquanto ela é tomada por uma emoção que contagia cada um dos passageiros – os que escutavam música e desligaram o som para ouvi-la falar, os que liam algum livro, os que dormiam até. A cada intervalo de uma poesia a outra o público não recolhe aplausos, batem palmas com vontade, enchendo o peito da atriz de satisfação, enquanto ela agradece com os olhos brilhando, como se fosse capaz de entender a Via Láctea, como se pudesse ouvir, conversar, entender estrelas.

Agora é hora de passar o chapéu de mão em mão, às pessoas que estão sentadas. O que ela é? Garota, menina, mulher? Será que é tudo isso? Não se sabe de nada além de que ela veio do Ceará tentar a sorte num lugar desconhecido e desta forma está colhendo o fruto do seu trabalho. O barulho das moedas representam contentamento, prazer e admiração do público que não hesita em contribuir. Dez, cinco, vinte e cinco centavos, um real. Às vezes, talvez, nada de dinheiro, mas uma palavra de carinho daqui, um gesto, um incentivo de lá.

Agora ela agradece. As cortinas precisam se fechar, embora talvez, no fundo saibamos que o show deve – e irá – continuar em algum lugar ali fora, em alguma outra lotação da vida. A porta da frente do ônibus se abre e ela desce no ponto. Vai seguir seu caminho com a riqueza que possui, com as moedas que conseguiu, com a esperança que não há de morrer. Vai embora com a maior riqueza que se pode ter: aquela que está guardada na alma. E daqui vou seguindo meu caminho para a vida que me espera, nos pontos onde preciso parar, esperando ansioso por ela para mais um recitar.  

Diego França ©2012/ 2016

♥ | LEIA a primeira versão do conto|♥

18 de setembro de 2015

{Autoral} Estranheza



♥ Oi!
Hoje trago para vocês um post leve, escrito por mim. Não sei em qual gênero se encaixa – conto ou crônica -, só espero que reflitam e leiam com carinho.


***
Gostaria de poder falar de cansaço, já chega para mim. Não dá mais. Nesse momento pegaria minhas chaves, minha mochila com meus livros e sairia por aquela porta, deixando o vento transformar o silêncio que você insiste em alimentar, num som de uma batida qualquer. Do lado de fora eu posso me virar com o barulho de outra batida capaz de estremecer o mundo dentro de mim, pode deixar.
O que eu posso dizer? Não há nada que eu possa dizer olhando em seus olhos pretos e feição perfeitamente imperfeita que tanto quero e tanto me diz não me querer. Mas me hipnotiza e, então, desisto de correr, então caminho devagar.
Como pode me soltar se não me pega e não me abraça? Como consegue me prender somente por existir, adquirindo meu querer bem? Como eu gosto? Por que diabos eu gosto?! É estranho como gosto e desejo, como sonho que me peça para ficar. É estranho como quero ir embora, estranho como quero te deixar pra lá e não consigo.
É singular como não percebe, não pisque, não entende. Estranho como é fácil para você ser contrário a tudo isso com a imagem do rapaz ao lado, enquanto me diz um adeus implícito no escuro silêncio e não se importe. E estranho como não me nota e como parece não querer me notar.
Estou a mil passos da esquina da sua morada e nem sequer escuto a resposta do “até nunca mais” que te dei. O mundo grita, os carros buzinam, os bêbados cantam canções com suas vozes embargadas e eu estou aqui. E me olho. E é estranho olhar para meus pés e ver que meus passos me induzem a regressar.
Estou batendo em sua porta. Apenas escute o som.
Vejo que a porta se abre. Apenas me deixe entrar.
É esquisito como te olho, como observo a minha volta e percebo como suplico que me note.
É estranho como desejo ficar.


2015©Diego França

7 de agosto de 2015

{Autoral} ‘Diálogo’



Olá!
♥
Vamos dialogar hoje com mais um texto autoral?


***
Pássaros cantam ao mundo e o chão estremece com os passos da vida alheia, que acorda para mais um dia. Do céu, trovões fazem de nós meros ouvintes de uma canção, enquanto as gotas que caem em forma de chuva nos dizem que tudo tem refrão. O dia grita ao claro. As ondas tomam conta da dança e nos levam ao ritmo perfeito de vem e vai, na imensidão do mar. A vida conversa com a morte; as coisas do mundo conversam entre si e dialogam com o tempo, através do vento que leva e traz a brisa da nova noite que vai nascer.
(♥)

Espero que tenham gostado. A beleza da vida e o diálogo das coisas da vida com a natureza me inspiram. ÓTIMAS inspirações para vocês também.


2015 © Diego França.

Até logo,

Bjux do Diih. ♥
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