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17 de março de 2017

Nem tudo na vida são flores, pode ser piquenique também



Olá!
Tudo bem?

O dia está estressante, o carro quebrou, o ônibus está lotado, as pessoas estão cobrando mais do que deveriam e você está correndo mais do que suporta? É, dizem que nem tudo são flores nessa vida. Então, que tal fazer algo diferente, conhecer um local diferente na sua cidade e até mesmo reservar um dia para fazer algo que costumava fazer e já não faz mais? Que tal um piquenique? 

O título dessa postagem pode até ser tosco, mas não me importo. Hoje estou em um daqueles dias em que eu só desejo tranquilidade, simplicidade, falar bobagem, gritar um belo 'tô nem aí' e curtir a natureza e relaxar. Você poderia fazer o mesmo ou prefere deixar o estresse te dominar? Ah, sim, está trabalhando... Mas acho que você tem um horário de almoço, não? Qualquer tempinho é válido se você estiver disposto a tentar se livrar desse peso estressante e se permitir um contato com a natureza ou como seu próprio eu. 

Comece desapegando da ideia de melhorar o título desse texto, de mudar a forma como a mulher dirige o carro dela. Esqueça da pessoa que está falando ao celular, gritando; deixe para lá. Você não tem nada a ver com isso. Ao invés de pegar para si mais um problema você experimentou se concentrar em você e tentar afastar toda essa nuvem pesada que parou sob a sua cabeça hoje? Aproveite, hoje é sexta-feira! Logo, logo tudo acaba e o tão esperado sábado chega. Mas se prepare desde já nem que seja para tomar um chá na varanda de casa ou fazer um piquenique com a família e amigos. 

Pare de inventar desculpas e se deixar para depois. Uma hora ou duas horas no seu dia não serão o suficiente para estragar todos os outros. Reservar um hora ou duas horas no relógio para se dedicar a você é justamente uma tentativa de recarregar a bateria e encarar os próximos dias. E não, eu não estou sonhando ou tentando bancar o livro de auto-ajuda e dizer que você não se estresse porque você vai se estressar sim. Você é gente como a gente, sente dor, chora, se irrita, quebra o pau e tudo isso acaba sendo inevitável. Todo mundo tem seus momentos de de querer jogar tudo para o ar e explodir, mas poucas pessoas se são a oportunidade de relaxar, desejando resolver tudo de uma única vez. Talvez você só esteja precisando relaxar. Isso mesmo, simples assim. Fazer por onde ter um dia relaxante.

Há mais ou menos um mês decidi que iria fazer piquenique com duas amigas num local da cidade onde ha muito tempo não íamos. Planejamos tudo; compramos frutas, fizemos suco, preparamos torradas e geleia, entre outras coisas. Procuramos os potes mais lindos da casa e escolhemos a toalha mais linda também e que combinasse com o ambiente para onde estávamos indo nesse grande dia. Sim, grande dia! Pare de pensar que um momento simples não pode ser grandioso, tá?Nem tudo é o tamanho, às vezes também é a qualidade. Dito isto, fomos nós a caminho do parque da cidade. Rolou uns estresses sim, tanto na ida quanto no momento em que chegamos lá e eu pisei numa poça de lama e sujei meus pés. Gritei? Sim. Xinguei? Com certeza. Mas me perdoei e deixei as energias irem embora e dei espaço ao canto dos pássaros, aos sorrisos das crianças, ao céu azul do dia ensolarado de verão. E logo que me acalmei arrumei uma solução e limpei meus pés. 

E olha que estávamos todos passando por momentos de puro estresse com questões pessoas, de faculdade, falta de dinheiro, dentre outras coisas que não vem ao caso. Acontece que adiar o piquenique que já estava marcada e fora adiado tantas vezes não estava mais nos nossos planos. Idealizamos, nos permitimos, rimos, reconhecemos o quanto temos coisas em comum, fortalecemos ainda mais nossa amizade e terminamos o dia com uma sensação de plenitude e corações cheios de gratidão. 

É mesmo necessário dizer que valeu a pena? Para alguns esse é um simples programa de pessoas desocupadas, sonhadoras, mimadas, que não tem o que fazer e não saíram da infância - mas olha, não saímos mesmo, temos um pé nessa alma infantil: GRATIDÃO POR ISSO! -, mas para mim, e tenho certeza que para elas também, esse foi um grande manifesto, uma homenagem a nós que sobrevivemos com o coração limpo a esses dias pesados, que parecem querer nos derrubar a todo custo. Essa foi uma homenagem a nós, que merecemos cuidar de nossa saúde física, mental e espiritual também.  

Já experimentou prestar uma homenagem a você mesma hoje? 
Nem tudo são flores, mas também pode ser piquenique, praia com os amigos, almoço com a família, o contato com o mar, uma música especial que te faz lembrar momentos especiais... 
Feliz Sexta-Feira, pípol. 
Bjinhos


15 de agosto de 2016

[Desabafos inconstantes #'] Não é o que você diz, é como você diz


Olá, gente!
Você que acompanha o Vida & Letras a partir de hoje vai encontrar alguns desabafos por aqui. Senti a necessidade de me expressar, de "falar", de dar a cara a tapa. Há muitas coisas acontecendo no mundo, há muita injustiça, há muita discussão sobre o mundo literário e eu gostaria de dialogar sobre tudo isso com vocês. Prometo que tentarei escrever de maneira bem tranquila para não parecer chato. Mas quero conhecer também o ponto de vista de cada um.



Concorde, discorde, acrescente algo. SE EXPRESSE sem medo.

Sempre fui uma pessoa cheia de ideias e de vontade de opinar sobre tudo. Sei quando tenho que me manter quieto e outras vezes ficar quieto é uma escolha. No entanto, quando as coisas se tornam escandalosas demais eu também não consigo me calar. Quero e gosto de falar mesmo. Sempre fui educado a respeitar o que o outro diz (não confunda respeito com concordar com o que se diz), a deixar que o outro se expresse; consequentemente também entendi que se o outro pode eu também posso. É tudo uma troca. Aquela velha questão dos direitos e deveres que aprendemos nos livros da escola e na vida.

Mas existe um limite na hora de expor uma opinião? Será que é necessário dizer tudo sem abrir mão de uma palavra sequer, apenas por questão ética?

Há uma linha tênue entre sinceridade e estupidez, que nos mostra a grande diferença entre os dois conceitos. Enquanto a sinceridade está para a franqueza e ao caráter a estupidez dá as mãos à grosseria e a indelicadeza. Você pode ser uma pessoa sincera e dizer tudo o que pensa, mas não tem o direito de ser estúpido e grosseiro, afinal de contas o termo discussão está aí como uma ideia para somar e não para diminuir - pode até parecer utópico o que digo, mas enquanto existirem pessoas, o mínimo que seja, que pensam na discussão como uma forma de aprendizado eu sempre vou bater nessa mesma tecla.

Acontece que a tecnologia avança muito rápido e todos os dias surgem novas plataformas, que permitem as pessoas expressarem sua opiniões e dizer mesmo o que pensam. Isso é lindo! Mas isso também é triste. É lindo porque todo mundo tem o direito de falar e triste porque as pessoas precisam saber o que falar, porque algumas opiniões surgem sem nenhum fundamento. Nem todo mundo tem consciência disso. A quantidade de ódio por detrás do discurso das pessoas na internet e nas conversas na esquina da rua ou dentro dos ônibus é espantosa. E é aqui que eu vou responder a uma pergunta que me fiz alguns anos atrás e que escrevi ali em cima: existe sim um limite no seu discurso.

Quando digo "limite" não estou falando que você tem uma cota de palavras e alguns tópicos sobre os quais você não deve comentar (não esqueçam da liberdade de expressão). Eu não estou falando do que você escolhe citar no seu discurso porque o problema não é o que você diz, mas sim como você diz.

Por exemplo, trazendo para a nossa realidade, eu como um blogger, e de alguma maneira formador de opinião, tenho lido em alguns lugares resenhas e vídeos acerca de algumas obras de autores nacionais ou não, que me incomodaram profundamente pelo tom das opiniões e algumas pela maneira rude de falar e se referir à obra. A gente não precisa gostar de tudo o que lê, tão pouco dizer amém para tudo o que está escrito nas páginas dos livros, mas fazer crítica requer, além de conhecimento e sinceridade, ética. Quando a ética deixa de fazer parte do discurso, o resultado raramente é positivo e a confusão é maior, causando um efeito contrário à proposta da crítica.

Você tem todo direito de gostar ou não do que lê, do que ouve, e tem todo o direito de discordar ou concordar com a opinião alheia. Mas seu discurso - seja ele escrito ou falado - precisa realmente apresentar bons argumentos e uma postura ética perante a opinião do outro. Eu sou a favor da crítica que induz o outro a ser melhor, a dar sempre o melhor de si.

XOXO,
Diih.

7 de agosto de 2015

{Autoral} ‘Diálogo’



Olá!
Vamos dialogar hoje com mais um texto autoral?


***
Pássaros cantam ao mundo e o chão estremece com os passos da vida alheia, que acorda para mais um dia. Do céu, trovões fazem de nós meros ouvintes de uma canção, enquanto as gotas que caem em forma de chuva nos dizem que tudo tem refrão. O dia grita ao claro. As ondas tomam conta da dança e nos levam ao ritmo perfeito de vem e vai, na imensidão do mar. A vida conversa com a morte; as coisas do mundo conversam entre si e dialogam com o tempo, através do vento que leva e traz a brisa da nova noite que vai nascer.
(♥)

Espero que tenham gostado. A beleza da vida e o diálogo das coisas da vida com a natureza me inspiram. ÓTIMAS inspirações para vocês também.


2015 © Diego França.

Até logo,

Bjux do Diih.
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