Olá, ♥️
Estou de volta nesse finalzinho de férias e voltando com a programação normal do blog. Eu estava precisando dessa pausa e estou voltando renovado. Breve o blog será reformulado - pois fará 12 anos -, mas por enquanto vamos de resenha. É de um livro que li no início do ano passado, e que infelizmente não me empolgou tanto quanto eu achei que aconteceria. Então, decidi dar um tempo, reler e só então trazer minha opinião definitiva sobre ele.
Quer saber o que achei da leitura? Só vem!
Aos dezessete anos é o segundo livro da autora de "Cartas de amor aos mortos", e foi o primeiro livro de Ava Dellaira que li. Primeiramente o nome da autora já aclamado me fez ter interesse pela leitura imediatamente; depois a capa do livro tem muito a minha cara; e então, a presença de uma garota negra de cabelos crespos na capa me convenceu de uma vez. Então eu li.
O livro traz à tona o passado e o presente e a ideia de que o passado diz muito de quem somos hoje. Sendo assim, Angie, uma garota de dezessete anos, caminha pelo passado e refaz os passos de sua mãe Marilyn enquanto ela tinha sua idade. Marilyn foi muito conhecida no passado quando passeava pelos holofotes gravando comerciais e fazendo sessões de fotos publicitárias. No entanto, nada disso agradava a menina. Na adolescência, precisou lidar com a pressão de entrar numa boa faculdade e com a família problemática. E além disso tudo, teve que lidar com o amor. Um amor bonito, mas muito difícil. Ao contrário da mãe, a vida de Angie é muito diferente e mais calma. Sempre muito bem cuidada, é cercada por muito carinho. Vive seus passeios e suas festas como toda adolescente de sua idade, mas também encara os problemas da vida. E o principal deles é o olhar de estranhamento das pessoas. Tudo isso porque ao contrário da mãe - mulher loira de cabelos claros - Angie é negra de cabelos cacheados.
Sobre a narrativa do livro.
Para mim, infelizmente não deu. Eu comecei a ler e li novamente o prefácio e de forma alguma me senti tocado ou preso à leitura. Custei a mudar de página e quando consegui me deparei com uma narrativa leve e agradável, mas com um texto que não me apresentou elementos empolgantes a ponto de me prender na leitura. Entenda: não foi a escrita da autora que achei ruim, mas sim o texto que também não diria ruim, mas que também não tenho como espetacular. Afinal, custou muito para que eu finalmente pudesse me conectar e ter simpatia pela história.
Sobre a questão do racismo presente na história é um destaque que faço positivamente. Gostei muito da forma leve como foi colocada no texto sem ser forçado e que mesmo com toda a sutileza da abordagem não perdeu a força. Achei interessante também como o passado e presente se encontram revelando mais de cada personagem. Foi uma ideia muito bem colocada e justamente por isso acreditei que teria um texto mais interessante.
O trabalho de capa da Editora Seguinte é espetacular. Dialoga perfeitamente com meu estilo, por isso me atraiu tanto quando finalmente a capa foi divulgada. A questão da fotografia, a garota com seus cabelos cacheados na capa em forma de colagem e a cor azul que traz toda uma leveza visual e que de alguma forma não pretensiosa também dialoga com a leveza da história.
De modo geral esperei mais do livro do que recebi. Para mim não foi uma experiência marcante nem tão boa quanto imaginei que seria. A leitura arrastada e que não me empolgou facilmente tornou toda a leitura do texto cansativa. No entanto, destaco o ponto forte que é a questão da representatividade muito bem colocada e que me deixou satisfeito. Não é um livro que indico de olhos fechados, mas parece que funciona muito bem para os fãs da autora e para qualquer outra pessoa, afinal cada um enxerga as coisas de uma maneira.
Lembre-se: essa é a minha opinião e isso não deve influenciar na sua vontade - ou não - de ler o livro. Então, se quiser ler siga em frente e tire suas próprias conclusões.
Bjão,
Di ♥️

