♥ Olá!
Espero
que meu Oi chegue tão coloridinho quanto Tudo e Todas as
Coisas, livro da Nicola Yoon, lançamento de abril da Editora Novo
Conceito.
Drama, Amor - num romance lindo - e o
histórico de uma doença rara é parte do enredo desse livro.
***
O livro Tudo
e Todas as Coisas conta a história de Madeline Whittier, uma garota que
não pode sair de casa porque tem um tipo de imunodeficiência combinada rara
(IDCG) - conhecida também como a doença da bolha – o que pode desencadear uma
série de alergias caso tenha algum contato com o “mundo”. O perfume de alguém,
um produto de limpeza, o toque de uma pessoa, qualquer coisa pode desencadear
um problema sério à garota, que não conhece o que está além das paredes da
própria casa. Agora Maddy – como é carinhosamente chamada pela mãe e pela
enfermeira – acaba de completar 18 anos e novos moradores estão chegando para
ocupar a casa ao lado. Olly é o novo morador da vizinhança, um garoto cheio de
vida, inteligente, com problemas sérios na família. Olly também vai ser responsável
por mostrar o mundo a Maddy. Eles vão se apaixonar. Mas como viver um romance
sem poder tocar um ao outro? Será que o amor poderá sobreviver aos limites das paredes
de casa e à distância de dois corpos que precisam se tocar?
E me diga mais: você acha que o amor supera tudo? Você
arriscaria tudo para viver um grande amor?
Nicole
Yoon escreveu uma história doce, colorida – apesar das paredes brancas da casa
da personagem – e cativante. É “doce” porque possui uma beleza infinita nas
palavras e situações, que faz nossos olhinhos brilhar e o coração vibrar feliz
cheio de paixão, o que faz dele “colorido” também – afinal, quando a gente se
apaixona o mundo se enche de cor. E é cativante porque os personagens principais
são puramente amor, porque o cenário que foi criado é encantador também –
quando você ler a descrição da casa aonde a personagem mora vai me entender.
Com uma
narrativa fácil, em primeira pessoa, que não se limita ao texto verbal – o livro
conta com imagens também -, a personagem nos apresenta o “mundo” onde vive,
onde tudo acontece num só espaço, e releva ao leitor a imensa vontade de
conhecer o mundo através dos vidros da janela de casa. Referências aos
clássicos como “Alice no País das Maravilhas” - que está relacionado aos sonhos
de conhecer novos ambientes que passariam a ser maravilhosos à medida que
fossem desbravados - e “O Pequeno Príncipe” - que traz toda a questão da
amizade e do amor, de ser cativado por alguém especial e se arriscar por ele -
entre outras, estão espalhadas pela história.

Como já
disse, o casal protagonista é puramente amor. Olly e Maddy formam aquele tipo de
casal que a gente “shippa” desde o primeiro momento. O romantismo na medida,
misturado à ousadia dos dois nos aproxima dos casais reais, sem aquela ideia de
perfeição. E quer mais? A personagem principal foge do estereótipo que temos de
narrativas como essa: ela não é branca de olhos clarinhos e cabelos lisinhos.
Ainda
sobre personagens não poderia deixar de mencionar Carla, que trabalha na casa
de Maddy desde quando a garota era criança. A enfermeira é como uma segunda mãe
para ela, e é quase da família. É uma mulher sábia, compreensiva, sensata.
Impossível não se apegar a ela, ao contrário da mãe da personagem que irrita
com a mania de superproteção e um egoísmo que mais tarde de revela com uma
surpresa.
Problemas
familiares, envolvendo agressões à mulher e a violência no lar faz parte do
enredo, apesar de as situações serem apresentadas de maneira rápida. Além disso,
o leitor também é apresentado a outro problema: a doença de Maddy, a IDCG. E é
aqui nesse ponto que eu preciso apontar o que encontrei de negativo na história.
Sou uma
pessoa curiosa e quando li sobre a doença da personagem fui pesquisar um pouco
mais sobre ela já que ainda não conhecia. Pesquisando e conversando com uma
amiga – que inclusive é médica – sobre isso, descobri que a doença foi
apresentada de maneira equivocada na história. Eu não vou me aprofundar a
explicar as razões porque não sou da área de medicina, mas basicamente o indivíduo
que tem essa condição clínica tem um risco maior de adquirir infecções, com
maior frequência e gravidade, diferente do que foi colocado pela autora. A
doença não “desencadeia” nada.
Mas Di,
isso é literatura! Há uma permissão para que o autor possa beber da água do
devaneio e se afundar nisso. Além disso, será que ela não justifica isso
durante a história?
Ok!
Concordo que a literatura é permissão, é fugir do mundo real e se lançar num
mar de devaneios. E também acredito que há uma explicação para isso – que pode
ser válida para você ou não na história. Mas acontece que quando se trata de um
assunto sério, a informação precisa ser séria também, afinal o livro é um meio
de se obter informação e me coloco como exemplo disso. Soube sobre a doença por
essa leitura e decidi me aprofundar mais e saber do que se trata. E se isso não
acontecesse? Eu teria uma informação equivocada sobre a IDCG?
Acredito que a autora pecou na maneira como
apresentou a doença, e se isso foi justificado adiante – e pra mim foi –
acredito que deveria haver uma explicação correta sobre o que foi dito
inicialmente e isso não aconteceu, ficou apenas implícito.
De modo
geral Tudo e Todas as Coisas é um livro que oferece uma leitura tranquila,
que tem um enredo tocante, apesar dos equívocos, e nos apresenta o mundo com um
sentimentalismo, uma delicadeza e uma graça admirável. E não seria justo não
comentar sobre a edição do livro, não é? A capa é linda, a diagramação também,
os desenhos e a impressão: tudo muito bom. A Editora está de Parabéns.
Uma
história que nos mostra o amor entre mentiras e que nos salva com a verdade num
desfecho inesperado. Um livro que merece ser lido.
Sobre a Autora: Yoon nasceu na Jamaica e Cresceu no Brooklin. Atualmente Mora em Los Angeles. Esse é seu primeiro romance. A Autora é extremamente romântica e acredita no amor verdadeiro.
♥ Bjux 1.000
E até logo, pessoal.