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5 de abril de 2018

Projeto 'Cartas para você'


Olá,
tudo bem?


Espero que esteja tudo muito lindo com você. Sumi, eu sei. Mas as férias acabaram, as leituras estão num ritmo mais lento, mas não desista de mim, eu não desisti de escrever. No entanto, em meio a tanta correria, tantas preocupações em manter tudo muito organizado, me conectar com minhas coisas, meus momentos comigo mesmo, nos meus momentos com minha família e com as coisas que me inspiram (inclusive fiz uma lista aqui) ainda há tempo para pensar nas pessoas. E quando digo pensar nas pessoas é entender que nesse exato momento existe alguém vivendo uma tranquilidade diferente da minha, uma felicidade diferente da minha, precisando de uma palavra, um motivo para rir, uma mensagem de conforto. E é por isso que pensei em iniciar um projeto simples, mas cheio de valor e convidar você e outros bloggers e bookstagrans para viajar nessa junto comigo, e utilizar a palavra para fazer o bem.
"Palavra puxa palavra, uma ideia traz outtra, e assim se faz um livro, um governo, ou uma revolução." _ Machado de Assis
No mês de março publiquei um texto em formato de carta (o texto está aqui), no qual o emissor comentava sobre as pessoas que simplesmente não se permitiam estar tristes e não se permitiam viver seu momento de luto até recarregar suas forças. Na carta também foi comentado sobre como elas atrelam o choro à fraqueza. Eu amo escrever textos assim, cartas mexem muito comigo, e fiquei muito feliz com o retorno positivo para essa postagem. Acredito que de alguma forma uma parcela de leitores do blog se sentiu tocada, isso me deixa feliz.


"Sei que é incomodo escutar das pessoas coisas do tipo "arruma logo outro que passa", e até "ele não te merecia, parte para outra". Parece uma mensagem interna, algo que todo mundo deve aprender quando nasce; todos preparados para falar a mesma coisa quando não sabem o que dizer. E na verdade, não é necessário. Nem sempre é preciso falar. Qualquer coisa que nos digam, o momento será o mesmo, a situação será a mesma, os sentimentos de perda e frustração também serão os mesmos. E é assim que as coisas são agora, não vão mudar de repente, como num passe de mágica. Não quer dizer que vá durar para sempre, só que a gente não precisa de palavras bonitas ou frases de efeito, mas de abraços calorosos e ternos. Acredito que eles dizem mais do que qualquer palavra."

Diante de tudo o que foi dito, decidi então criar um projeto especial, mensal, que consiste em escrever cartas aleatórias para o mundo. E quando digo mundo, é uma carta às cegas, que não precisa ser voltada para alguém em especial, mas a quem possa interessar. Talvez falar de um término de namoro, sobre o momento de luto, sobre como entendemos a dor que alguém está sentindo, sobre como estamos com raiva, entre outras coisas. Pessoas são diferentes, vivem em lugares diferentes, mas podem estar passando por situações parecidas com a nossa, ou simplesmente precisando ouvir ou ler algo que possa deixá-las confortáveis. Por isso, eu adoraria que você pudesse entrar nessa comigo. Podemos compartilhar nossos textos, marcar amigos, conhecer pessoas e beber da fonte do amor, da empatia e da solidariedade. O mundo precisa disso.  ♥️

Dia 10 de cada mês publicarei uma carta com o tema livre e eu espero que minhas palavras cheguem com sucesso e façam alguém se sentir melhor. E se você quiser participar também, dá um Ok e vamos utilizar nossa melhor arma para fazer o bem. 

Um b-jão!

21 de agosto de 2017

E os dias têm sido assim...


Olá, pessoas!

Sei que ando um tanto sumido, mas já aceitei a dura realidade de que todo fim de semestre eu vou passar por isso, e passarei por aqui só de vez em quando (isso é triste, cara!). Talvez a maioria de vocês nem queira saber o que ando fazendo, mas eu preciso mesmo me justificar para aqueles que realmente vem aqui, leem, comentam, gostam; e para aqueles amigos tão bloggers como eu que estão sentindo minha falta com comentários e trocas de opiniões também. 

Como muitos sabem eu comecei a dar aula no início do ano e isso é uma das coisas que tomam boa parte do meu tempo, assim como a faculdade. A experiência está sendo maravilhosa. Apesar do cansaço, não reclamo. Estou me realizando com meus alunos e o carinho que recebo deles. 

Com o final de semestre na faculdade eu estou três vezes mais louco, cheio de textos que faltam ser lidos, estudados e analisados. Além dos textos, tenho uma análise a ser feita (para ser entregue no dia 31 deste mês), de um clássico,  para a disciplina de teoria da narrativa. O livro, que foi escolhido pela professora (e eu amei), foi Madame Bovary. Eu sempre quis muito ler esse livro, mas sempre disse que só leria ele quando pudesse comprar essa Edição linda, da Martin Claret. Aproveitei a oportunidade e aqui está ele comigo, sendo lido num momento de paz, na faculdade.


Dias tranquilos assim têm sido escassos por aqui. Os livros de parceria estão acumulados (e eu juro que tento ser o mais organizado e pontual com as leituras), as postagens aqui também estão bem fraquinhas, justamente por causa da correria, resultado da distância de minha casa para o trabalho, impossibilidade de sentar por conta do ônibus cheio, além dos compromissos com os planos de aula e as tarefas de casa também, etc. 

No último sábado foi que eu vivi um pouco de tranquilidade, depois da aula que tive pela manhã, e fiquei feliz também porque finalmente o SOL apareceu e fez um dia LINDO - eu realmente me sinto feliz e disposto nos dias de sol - e fez tanto calor que eu até bebi muita água (coisa que não faço no inverno ou nos dias de frio, apesar de saber que não é certo. 


E aí vocês me perguntam qual o sentido dessa foto, não é? Aquariano que sou... Digo que não precisa fazer sentido não. Se vejo beleza é o que importa.

E nesse sábado também até rolou um encontro especial com uma amiga que eu já não via há um bom tempo. Fui convidado para almoçar com ela e aproveitei para tomar uma Heineken de leve.

 E não gente, não sou de beber muito. Mas também não é como se eu não bebesse nunca! 

Além de fazer coisas divertidas também tenho encarado umas bads, momentos introspectivos que chegam, mas me deixam a oportunidade de refletir muito sobre quem eu sou, quem estou sendo ou quem estou deixando de ser e por que disso. É um momento que me permite viver minha companhia, minhas convicções sem ser interrompido, sem ter que me limitar por conta de algo ou alguém. E eu gosto tanto, acho que a gente precisa disso em alguns momentos. Estar conectado consigo é um dos momentos mais bonitos que vivemos na vida.


E assim eu vou...


E eu estou aguardando as férias ansioso. Preciso de descanso, de organização, de mais leituras e mais tempo para mim. Mas sabe de uma coisa?

Gratidão por tudo isso e por essa escassez do tempo. É sinal de que finalmente consegui preencher os meus dias e a minha vida como sempre quis.

E vocês estão satisfeitos?

Beijos e abraços,

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