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25 de agosto de 2015

{Resenha} A Rainha Vermelha, Victoria Aveyard



Olá!
Tudo bem com vocês? A fim de saber minha opinião sobre mais uma leitura minha? Então vem comigo!

É cruel dar esperanças quando não há nenhuma. Geraria apenas frustração, ressentimento e raiva: tudo o que torna a vida ainda mais difícil do que já é. - Página 31


***
A desigualdade social é uma realidade que afeta as diversas sociedades mundo afora. O jogo do poder, a ganância e atos cruéis são retratos da imperfeição e da vaidade humana, que podem ser vistos na distopia da roteirista Victoria Aveyard, A Rainha Vermelha, publicada pela Editora Seguinte.

Nessa ficção o mundo é dividido entre pessoas de sangue vermelho e os prateados. No lugar chamado Norta, a paz é um ato desconhecido, tudo porque os povos vermelhos são escravizados e maltratados, obrigados a trabalhar para servir à elite prateada, poderosa por ter um diferencial: eles têm poderes. Mare Barrow é uma garota que mora nas Palafitas e que sobrevive de pequenos furtos que faz na cidade, enquanto sua irmã tem um emprego no palácio dos superiores. Quando completar dezoito anos a garota será enviada para o exército – por não ter uma ocupação -, onde as chances de sobreviver são mínimas. Mas na tentativa de evitar esse destino, a vermelha acaba encontrando um rapaz misterioso e consegue um emprego no palácio do Rei, onde irá descobrir que ser vermelha pode até significar fraqueza e submissão naquele lugar, mas ela é diferente e descobre um forte poder, que a torna a única esperança de um mundo melhor.

Mentira, inveja e jogo de poder são características que transparecem na estória. Há uma crítica que aponta a desigualdade social e a realidade das elites hipócritas com toda sua futilidade. Além disso, a autora nos mostra as falcatruas do governo, acostumado a maquiar informações a serem transmitidas. A verdade está nas mãos de quem tem o poder e é absoluta. Mas a esperança sempre é a última a morrer e sempre teremos heróis capazes de lutar por um mundo melhor.

A ideia do livro é ótima e nos convida a repensar nossas atitudes perante a sociedade e ao próximo. Pelo que estamos lutando? Pelo que devemos lutar? É uma grande revolução pela busca de mudanças, algo que estamos vivenciando hoje no nosso país. No entanto, a narrativa da Victoria, por vezes, torna-se complicada por conta de uma característica simples, mas corriqueira: a autora nem sempre se aprofunda nas cenas e diálogos, deixando muitos acontecimentos implícitos. Isso não só torna a leitura confusa, mas a deixa chata também.


Comparei minha leitura a uma montanha russa: vai da calmaria à tensão. Os primeiros capítulos são devagar demais, depois se tornam empolgantes demais e então esfria novamente.

Os personagens não me cativaram e pela primeira vez eu não gostei da protagonista de um livro nem do casal formado, embora não haja um foco maior em cima do romance. Acredito ser difícil se aprofundar na história se você não consegue ser amigo ou admirar um personagem, a ponto de sentir a catarse dominando suas emoções durante a leitura. Eu, particularmente, não consegui “lutar” por ninguém.

A rainha vermelha tem tudo para ser uma grande trilogia, só precisa organizar melhor os detalhes das cenas não convincentes, que não conseguem inserir você na história por completo. Eu gostei do que li, mas queria e esperava mais desse primeiro livro. Mesmo assim não posso deixar de apontar o poder que a estória tem de extrair do leitor o senso crítico e argumentativo.

Essa foi a minha visão do livro e essa resenha faz parte do projeto de leitura coletiva, idealizada pela Renata, do blog Who’s that girl.


Vejam também outras opiniões sobre A rainha vermelha nos blogs:


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Até o próximo papo, gente.
Até mais,

Bjux, bjux do Diih
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