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Olá!
Tudo bem com
vocês? A fim de saber minha opinião sobre mais uma leitura minha? Então vem
comigo!
É cruel
dar esperanças quando não há nenhuma. Geraria apenas frustração, ressentimento
e raiva: tudo o que torna a vida ainda mais difícil do que já é. - Página 31
***
A desigualdade social é uma realidade que
afeta as diversas sociedades mundo afora. O jogo do poder, a ganância e atos
cruéis são retratos da imperfeição e da vaidade humana, que podem ser vistos na
distopia da roteirista Victoria Aveyard, A Rainha Vermelha, publicada pela Editora Seguinte.
Nessa ficção o mundo é dividido entre
pessoas de sangue vermelho e os prateados. No lugar chamado Norta, a paz é um
ato desconhecido, tudo porque os povos vermelhos são escravizados e
maltratados, obrigados a trabalhar para servir à elite prateada, poderosa por
ter um diferencial: eles têm poderes. Mare Barrow é uma garota que mora nas Palafitas
e que sobrevive de pequenos furtos que faz na cidade, enquanto sua irmã tem um
emprego no palácio dos superiores. Quando completar dezoito anos a garota será
enviada para o exército – por não ter uma ocupação -, onde as chances de
sobreviver são mínimas. Mas na tentativa de evitar esse destino, a vermelha
acaba encontrando um rapaz misterioso e consegue um emprego no palácio do Rei,
onde irá descobrir que ser vermelha pode até significar fraqueza e submissão
naquele lugar, mas ela é diferente e descobre um forte poder, que a torna a única
esperança de um mundo melhor.
Mentira, inveja e jogo de poder são
características que transparecem na estória. Há uma crítica que aponta a
desigualdade social e a realidade das elites hipócritas com toda sua futilidade.
Além disso, a autora nos mostra as falcatruas do governo, acostumado a maquiar
informações a serem transmitidas. A verdade está nas mãos de quem tem o poder e é
absoluta. Mas a esperança sempre é a última a morrer e sempre teremos heróis capazes de lutar por um mundo melhor.
A ideia do livro é ótima e nos convida a
repensar nossas atitudes perante a sociedade e ao próximo. Pelo que estamos
lutando? Pelo que devemos lutar? É uma grande revolução pela busca de mudanças,
algo que estamos vivenciando hoje no nosso país. No entanto, a narrativa da
Victoria, por vezes, torna-se complicada por conta de uma característica simples,
mas corriqueira: a autora nem sempre se aprofunda nas cenas e diálogos,
deixando muitos acontecimentos implícitos. Isso não só torna a leitura confusa,
mas a deixa chata também.
Comparei minha leitura a uma montanha
russa: vai da calmaria à tensão. Os primeiros capítulos são devagar demais,
depois se tornam empolgantes demais e então esfria novamente.
Os personagens não me cativaram e pela
primeira vez eu não gostei da protagonista de um livro nem do casal formado, embora
não haja um foco maior em cima do romance. Acredito ser difícil se aprofundar
na história se você não consegue ser amigo ou admirar um personagem, a ponto de
sentir a catarse dominando suas emoções durante a leitura. Eu, particularmente,
não consegui “lutar” por ninguém.
A rainha vermelha tem tudo para ser uma
grande trilogia, só precisa organizar melhor os detalhes das cenas não
convincentes, que não conseguem inserir você na história por completo. Eu
gostei do que li, mas queria e esperava mais desse primeiro livro. Mesmo assim
não posso deixar de apontar o poder que a estória tem de extrair do leitor o
senso crítico e argumentativo.
Essa foi a minha visão do livro e essa
resenha faz parte do projeto de leitura coletiva, idealizada pela Renata, do
blog Who’s that girl.
Vejam
também outras opiniões sobre A rainha vermelha nos blogs:
ü
Meu epílogo;
É só
clicar nos links e ler mais.
Até o
próximo papo, gente.
Até
mais,
Bjux,
bjux do Diih ♥



