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10 de janeiro de 2018

'Só Escute', de Sarah Dessen



Olá você,
que assim como eu é fã declarado da Sarah Dessen e reconhece as situações e personagens cruelmente reais dentro de suas narrativas. Um dos motivos pelos quais ela é uma das autoras de maior sucesso dentro da literatura jovem adulta contemporânea está para sua escrita de fácil compreensão e atreladas a isso estão as tramas que retratam o grito abafado presente nos lares das famílias de qualquer lugar.

Só escute é o sexto livro da autora publicado no Brasil, sendo o terceiro com os direitos cedidos à Editora Seguinte - Os Bons Segredos e Uma Canção de Ninar também estão presentes no catálogo - e também traz como características as problemáticas existentes nas grandes famílias, com foco no período da adolescência dos personagens.

★★★

Em Só Escute você vai conhecer Annabel, a terceira de três irmãs modelos, que vive se escondendo e silenciando suas vontades e opiniões. No verão passado ela estrelou um comercial em que vivia a típica garota que tinha tudo na vida, mas agora que o ano letivo começou e Annabel teve que voltar para a escola, a garota se depara com uma grande solidão. Isso por conta de um acontecimento na festa de encerramento do ano letivo, um mau entendido que custou sua imagem perante seus amigos e colegas de escola, além de um grande pesadelo. No entanto, em meio ao caos em que a vida da adolescente se transformou surge Owen, o típico garoto estranho da escola, que vive escutando música, traz cor para a sua vida e a faz ver coisas que até então não via. Com a amizade e a convivência com o garoto, Annabel irá descobrir muito sobre ela mesma e poderá finalmente dizer tudo o que precisa para ser quem realmente é. 

Um dia cheio, uma nova amizade, um apoio, uma canção que poder mudar tudo. 

Drama familiar, drama adolescente, amizade, violência sexual e distúrbio alimentar são temas presentes na trama em primeira pessoa. Com uma narrativa não linear (apresenta flashes do passado a todo o momento), Sarah Dessen escreveu uma história que é como um retrato da realidade, um "chamar atenção" para o que acontece em silêncio dentro de casa e dentro de um adolescente, que muitas vezes se cala sofrendo com seus medos e traumas; vazios e solidão.

Annabel é uma adolescente contida, que não se sente feliz com o trabalho de modelo. A garota faz de tudo para não desapontar a mãe, por isso aceita fazer fotos e desfile. Mas no fundo não quer nada disso, porém não sabe como falar: entre não magoar a mãe, alimentar seus desejos e jogar tudo para o alto ela sempre fica com a primeira opção. Até que conhece o destemido Owen, que com toda sua graça, suas surpresas e sua sinceridade acaba inspirando a menina a soltar sua voz e dizer o que pensa, o que quer. Aos poucos Anabel vai aprendendo a lidar com suas reais vontades, com o problema alimentar da irmã do meio, com a "ausência" da mãe (que embora esteja presente o tempo todo não busca saber o que se passa na cabeça da filha mais nova), a falta da melhor amiga, o olhar atravessado dos colegas de escola e um segredo doloroso que voltou a perturbá-la com força.

A trama de Só Escute não deixa a desejar em nada em relação as anteriores, a não ser pelo casal da história e a protagonista em si. A justificativa para a personalidade da garota é aceita, mas um tanto exagerada e isso faz dela uma garota nada "atraente", sem carisma, sem graça alguma e muitas vezes irritante. Owen também, apesar de ser independente e levantar o humor da dela, também não é um personagem forte e marcante. Na verdade, todos os personagens dessa história não são fortes o suficiente para serem inesquecíveis. E por falar em personagens marcantes, o leitor vai se deparar com a presenta de um casal já conhecido dos leitores de Sarah, que com uma breve aparição é capaz de empolga-los facilmente.
"Para encarar a verdade, você precisa estar disposto a ouvi-la."
Sobre a narrativa de Sarah Dessen é algo indiscutível e a tradução de Alessandra Esteche não deixa a desejar, não tira o brilho do que foi escrito. A presença de situações vividas pelos adolescentes, como por exemplo a pressão sofrida pelos colegas, a vontade desenfreada que muitos têm de ser popular e as consequências (perdas) que isso traz está presente, sendo muito bem representado. Mas é a situação de abuso sexual que choca, não por ser uma surpresa na narrativa (porque não é e está bem na cara), mas pelo trauma que isso deixa numa pessoa e pela mensagem que merece ser escutada.
"Eu estava começando a perceber que o desconhecido nem sempre era o que mais deveríamos temer. As pessoas que nos conhecem melhor podem ser mais perigosas, porque suas palavras e seus pensamentos podem não apenas ser assustadores, mas verdadeiros." (Pág.: 66)
Embora os personagens não se apresentem tão agradáveis e marcantes, a trama de Só escute vale a muito a pena. Retirando os momentos de exagero na personalidade da protagonista e as cenas um tanto caricatas, em alguns momentos, o livro tem uma mensagem que vale a pena e uma narrativa que não vai deixar você com a sensação de tempo perdido, muito pelo contrário.

Um Bju meu
e até mais







15 de setembro de 2016

[PROMOÇÃO] Eu quero 'Uma Canção de Ninar', da Sarah Dessen ❤




"Eu já não não tinha mais nenhuma ilusão a respeito do amor. Ele vinha, ela ia, deixava vítimas ou não. As pessoas não eram feitas para ficarem juntas para sempre, independente do que dizem as músicas"



Pois é, minha gente! A personagem de Uma Canção de Ninar está um tanto desiludida nessa questão de amor, relacionamentos duradouros. Imagina quantas pessoas nesse mundo, neste momento, estão se sentindo assim, com o coração partido? 

"Só por que alguns casamentos não duram não quer dizer que foi tudo em vão.Tive muitos anos bons com seu pai, Remy, e a melhor parte é que deles saíram Chris e você. Os quatro anos que passei com Harold foram maravilhosos, até o finalzinho. E mesmo com Martin e Win, fui feliz na maior parte do tempo."
E é assim que a mãe de Remy enxerga as coisas: não é porque não deu certo que não valeu a pena. Não é porque não foi como esperávamos que fosse, que se deve desistir de lutar, de viver e buscar coisas novas. A gente pode amar o outro e se amar. A gente pode andar sozinho e andar junto.  Somos capaz de ser feliz sozinho, mas podemos ser feliz com o outro também. Mas a gente precisa se permitir e viver um dia de cada vez.

Essa é uma história sobre decepções e o que ela pode causar em alguém, mas acima de tudo, uma história sobre superação e recomeço. Se você quiser conhecer um pouco mais sobre a história de Remmy, em Uma Canção de Ninar, saber o por que e como é essa canção participe da promoção aqui do blog. É simples, fácil e vale esse livro especial. Basta deixar seu e-mail nessa postagem e clicar na capa do livro logo abaixo e SEGUIR AS REGRAS.



A promoção vai do dia 15 a 30 de setembro.
XOXO
Diih 

12 de setembro de 2016

[Posso Falar? #5] O que as pessoas estão dizendo sobre 'Uma Canção de Ninar', da Sarah Dessen



Olá, gente!
A coluna Posso Falar? de hoje é sobreo livro "Uma Canção de Ninar", lançado pela Editora Seguinte, escolhido para ser o tema do primeiro clube do livro do Blog Vida & Letras, que aconteceu no último sábado, 10 de setembro, na Livraria Saraiva do Shopping da Bahia, aqui em Salvador.

"Uma canção de ninar" é da autora Sarah Dessen e conta a história de Remy, uma garota totalmente desacreditada dos relacionamentos amorosos e que acompanha todos os casamentos fracassados da mãe, que só afirma sua opinião negativa sobre 'se apaixonar'. A garota tem tudo planejadinho na vida, a faculdade onde vai estudar, com quem vai se envolver, quais as características dos rapazes que pode se envolver ou não e o tempo em que seus relacionamentos vão durar. Até que Dexter aparece e balança tudo ao seu redor. E para saber mais basta ler o livro. E se quiser saber sobre o que as pessoas estão dizendo sobre ele lê os depoimentos até o final e me diz o que achou.

💭

Na história você encontra:

- Conflito familiar
- Amizade
- Romance
- Descobertas
- Superação
- Vida pós ensino médio


Minha paixão pela Sarah aconteceu após a leitura de OS BONS SEGREDOS, quando comecei a ler o livro e não consegui largar fácil. Foi uma leitura que me fez muito bem e quando soube que mais um livro da autora seria publicado aqui no Brasil (...) fiquei imensamente feliz. E estou encantado pelo que li, apaixonado pela história. Me identifiquei tanto, que é como se a autora estivesse se conversando comigo, como se eu estivesse no lugar da Remy, protagonista da trama. - Diego França, Blog Vida & Letras |RESENHA|



A história vai se desenrolando lentamente conforme a gente vai lendo e quando menos a gente se dá conta já estamos envolvidos e torcendo para que tudo dê certo. (...) A gente termina a leitura com um sorriso no rosto e o coração cheio de esperança, tanto pelos personagens quanto pela chance de o livro ganhar uma continuação.- Jaque, Blog Livros e Laços de Fita |RESENHA|




Eu amei a escrita da autora! Não é nada monótona, a autora encorpa bem a personalidade da Remy, tornando-a apaixonante. (...) Como um bom Young Adult a autora tece um romance recheado de dilemas comuns, (-) que experiências ruins vão existir em nossas vidas, mas não devemos nos fechar para o mundo por causa deles. Tudo é apresentado. - Raissa Martins, Blog Estante Diagonal |RESENHA|




Esse foi o meu segundo contato com a Sarah Dessen, o primeiro foi através de Os Bons Segredos e eu tenho outros três livros da autora me esperando aqui para serem lidos. Assim como o outro (Os Bons segredos) foi uma leitura muito rápida de eu fazer; uma leitura que me envolveu muito rapidamente; uma leitura muito gostosa, daquelas que quando você começa já está envolvido com os personagens, o cenário e o enredo. - Aione Simões, Blog/ Canal Minha Vida Literária |ASSISTA AO VÍDEO|



Durante toda a trajetória do livro me vi em tantos pedaços, relembrei de tantas partes de mim mesma, me emocionei e confesso que por vezes senti raiva, mas logo depois passava e vinha de certa forma uma compreensão sobre todos os acontecimentos. (...) Uma história incrível!- Mara Santos, Blog Três Leitoras |RESENHA



Nem só de bons comentários vive um livro e isso também aconteceu com uma canção de ninar.

Infelizmente esse livro da Sarah não é para mim, porém, não irei abandonar a autora e pretendo ler ainda muitos livros dela, afinal a primeira impressão é a que fica e OS BONS SEGREDOS ME CONQUISTOU DE VEZ como leitora da autora.- Meyre Duarte, Blog Agora que eu sou Crítica |RESENHA|
💔

Então é isso, pessoal. Os comentários negativos foram poucos - eu só achei dois, e pode ter mais -, mas destaquei apenas um, pois confesso que as justificativas de um outro comentário para mim não foram convincentes e ficou um opinião muito contraditória. Mas leitura é isso: nem sempre agrada a todo mundo da mesma maneira, e o mais importante de tudo é ler e respeitar a opinião de cada um. 

O que vocês acharam? Ficaram com vontade de ler? Sou suspeito para falar porque me identifiquei e vi muita beleza no livro. É uma história simples, um clichê bem desenvolvido, cheio de metáforas inteligentes, um livro emocionante, engraçado, que nos mostra que o amor existe e que tentar na vida até encontrar seu caminho não custa nada e vale muito à pena.

XOXO,
Diih 🌼



24 de agosto de 2016

Uma Canção de Ninar, Sarah Dessen + Clube do Livro Especial



Olá! 
Um carinho e meus desejos de alegria e boa leitura nesse dia e nos próximos a todos vocês. Quero aproveitar e dizer que estou super feliz porque minha parceria com a Companhia das Letras foi renovada. É uma editora  tão querida por mim, tão importante para mim! Vocês não tem ideia. Dito isto, vou contar para vocês minha experiência com "Uma Canção de Ninar", segundo livro da Sarah Dessen publicado pelo selo SEGUINTE aqui no Brasil.

Minha paixão pela Sarah aconteceu após a leitura de OS BONS SEGREDOS, quando comecei a ler o livro e não consegui largar fácil. Foi uma leitura que me fez muito bem e quando soube que mais um livro da autora seria publicado aqui no Brasil, também pela Seguinte, fiquei imensamente feliz. E estou encantado com o que li, apaixonado pela história. Me identifiquei tanto, que é como se a autora estivesse conversando comigo, como se eu estivesse no lugar da Remy, protagonista da trama.

Eu já não tinha mais nenhuma ilusão a respeito do amor. Ele vinha, ele ia, deixava vítimas ou não. As pessoas não eram feitas para ficar juntas para sempre, independente do que dizem as músicas. (pág. 64)

Uma canção de ninar narra a história de Remy, uma garota totalmente (ou será que não?) desacreditada do amor. Seu pai, um cantor famoso, deixou sua mãe quando ela ficou grávida e saiu pelo mundo, com sua carreira e a única coisa que deixou de lembrança para a garota foi uma música, que até hoje faz sucesso nas rádios. Depois disso, a menina assistiu bem de perto aos fracassos dos seguintes casamentos da mãe, e olha que não foram poucos. Cadê aquele amor que está nas letras nas canções e histórias com finais felizes? Remy desconhece e não se permite deixar-se envolver com alguém a ponto de se entregar profundamente àquilo que enxerga como uma perfeita ilusão, até conhecer Dexter. O rapaz é músico, totalmente desengonçado, diferente de todos os rapazes com quem ela namorou e sempre se sentiu atraída. Dexter é tudo o que Remy se impôs a negar. E essa novidade na sua vida é o que mostrará a ela que "tudo, no fim das contas, tem a ver com o momento certo."

Quem nunca se decepcionou com relacionamentos e nunca viu algum amigo ou familiar passar pela mesma situação que atire a primeira pedra. E para algumas pessoas isso se torna um trauma, que ajuda na visão negativa que o indivíduo tem sobre o relacionamento amoroso. Talvez o pensamento realmente mude, ou talvez acreditar na ideia induzida pelo medo de que bons relacionamentos não existem seja o caminho mais fácil, uma maneira de se proteger. E é justamente sobre isso que Dessen vai abordar nessa história, através da personagem Remy. 

A narrativa continua excepcional! Você começa a ler e é difícil largar porque é muito envolvente, nada de palavras difíceis ou situações complicadas demais. A trama não se passa no tempo atual - você vai ler sobre discman, por exemplo -, apesar de abordar esse assunto da decepção que é atemporal. A todo o momento o ser humano decepciona ou é decepcionado. Uma prova disso são as decepções pelas quais Remy passou. Mas e quando ela decepcionou pessoas que estavam ao seu redor, de maneira egoísta e muitas vezes estúpida, perdendo a oportunidade de talvez encontrar o que nunca teve? Será que o outro também não sentiu a mesma dor? Dexter, por exemplo, passou pelas mesmos problemas na família e se mantém fiel ao desejo de amar e ser amado. A própria mãe que sofreu com os finais dos relacionamentos em algum momento deixa claro que não é porque eles acabaram que ela não tenha vivido momentos felizes.

Só porque alguns casamentos não duram não quer dizer que foi tudo em vão. Tive muitos anos bons com seu pai, Remy, e a melhor parte é que deles saíram Chris e você. Os quatro anos que passei com Harold foram maravilhosos, até o finalzinho. E mesmo com Martin e Win, fui feliz na maior parte do tempo. (Pág.: 272)

Remy, inicialmente, parece uma garota madura, resolve basicamente tudo dentro de casa onde mora com o irmão e agora Don, novo marido de sua mãe. É muito bem resolvida, sabe o que quer e já tem tudo planejado para o futuro. É uma garota um tanto egoísta também, mas de bom coração e compartilha seus segredos com suas amigas Lissa, Jess, Chloe - essa última uma espécie de irmã gêmea e demolidoras de corações também. É admirável a cumplicidade que elas têm umas com as outras. Remy pode ser tudo, mas será que é uma garota forte emocionalmente?

Mais uma vez Dessen escreveu uma história familiar, com personagens comuns, facilmente reconhecidos por nós. Remy pode ser eu, pode ser você ou uma amiga sua. Assim acontece com o atrapalhado - e maravilhoso - Dexter, um garoto que largou tudo para viver de música. Você pode reconhecer alguma mãe de amiga ou a própria mãe na personagem da Barbara Starr, escritora e mãe da protagonista. Não esquecendo de Chris, o irmão, um garoto doce e apaixonante, que é perdidamente apaixonado pela namorada, Jennifer Anne. 

Algumas cenas me pareceram um tanto forçadas demais, com acontecimentos e situações que fogem da naturalidade. Parece que foram feitas de maneira exagerada para te mostrar algo, te fazer acreditar em algo de maneira nada sutil. Isso é no livro inteiro? Não, não é! O que não implica em nada na qualidade da história que na maior parte do tempo ganhou minhas atenção e no final de tudo minha satisfação.

Uma canção de ninar é um livro com uma história sobre amores perdidos, decepções e coragem. Você pode encarar seu futuro na certeza de que as pessoas vão te decepcionar, mas a vida continua. Não vale a pena lutar contra a maré, na hora certa as coisas acontecem e ao contrário do que se possa imaginar, de maneira ilusória, você não terá o controle disso. E o que você perde é simplesmente arriscar? À medida em que lia a história me lembrei de um poema de Shakespeare, O Menestrel,  quando ele diz que "não importa o quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso."

Há muita coisa que eu gostaria de escrever sobre esse livro, mas eu me identifiquei tanto com a personagem e seus medos, que foi uma leitura que mexeu com minhas emoções e se eu simplesmente contar aqui vou soltar spoilers ilimitados. Portanto, eu indico a leitura desse livro não só pela simplicidade dessa narrativa cativante, mas pela complexidade que de alguma forma envolve os personagens, que pode facilmente te fazer se identificar com eles e abrir seus olhos acerca do assunto. 


E para você de Salvador, deixo o convite especial para o primeiro clube do livro do Blog Vida & Letras, que será sobre o livro "Uma Canção de Ninar", no dia 10 de setembro, às 14 horas, na livraria Saraiva do Shopping da Bahia.
Espero vocês por lá! 



XOXO
Diih 

9 de julho de 2016

Sarah Dessen e ‘Uma canção de Ninar’ + Promoção (“Os Bons Segredos”)



Olá!
Feliz sábado para você, que ainda está descansando para ir à balada mais tarde ou para simplesmente se enrolar num cobertor, tomar um chocolate quente e ler um bom livro. Tudo é válido quando nos dá prazer, não é mesmo?

E por falar em prazer, ano passado eu tive a honra de conhecer o trabalho da Sarah Dessen (uma autora aclamada pela crítica lá fora), através do livro “Os Bons segredos, publicado pela querida Editora Seguinte.




Os leitores brasileiros já estão eufóricos porque como já é do conhecimento de todos – ou da maioria – ainda esse mês UMA CANÇÃO DE NINAR, segundo livro da autora a ser publicado no Brasil, pelo selo jovem da Companhia das Letras,  chega às livrarias de todo o país.


Em “Uma canção de ninar”:

 Remy não acredita no amor. Sempre que um cara com quem está saindo se aproxima demais, ela se afasta, antes que fique sério ou ela se machuque. Tanta desilusão não é para menos: ela cresceu assistindo os fracassos dos relacionamentos de sua mãe, que já vai para o quinto casamento. Então como Dexter consegue fazer a garota quebrar esse padrão, se envolvendo pra valer? Ele é tudo que ela odeia: impulsivo, desajeitado e, o pior de tudo, membro de uma banda, como o pai de Remy — que abandonou a família antes do nascimento da filha, deixando para trás apenas uma música de sucesso sobre ela. Remy queria apenas viver um último namoro de verão antes de partir para a faculdade, mas parece estar começando a entender aquele sentimento irracional de que falam as canções de amor.

Os livros da autora se encaixam no gênero Youg Adult e assim como no livro anterior também terá uma característica dramática e uma história cheia de dilemas, que envolve relação familiar também e romance, é claro. Os textos da Dessen são sempre muito bem comentados e tratados com carinho pelo público. Seu primeiro trabalho, intitulado de “Aquele verão”, foi publicado em 1996 e ficou na lista de Best Seller. No Brasil ele foi lançado em 2012 pela Editora ID, porém o maior destaque está para Os Bons Segredos, publicado em 2015.

E já que falei tantas vezes em “Os Bons Segredos”, que tal você, que ainda não leu – ou leu e quer presentear alguém -, ganhar um exemplar desse livro?


Está rolando uma promoção em parceria com a Seguinte lá no Instagram. As regras são simples, é muito fácil de participar, basta apenas chamar os amigos para ler também. A promoção vai até o dia 28 de julho. 

Para participar acesse o perfil do Blog no Instagram |CLIQUE| e seguir as regras.

XOXO,

Diih. 

28 de outubro de 2015

{Resenha} Os Bons Segredos, Sarah Dessen



Olá meus leitores lindos!
Tudo bem por aí? Torço por um SIM de vocês sempre. Espero que esteja tudo em ordem.

Na resenha de hoje vou contar um pouco do livro “Os Bons segredos” (Saint Anything), da autora Sarah Dessen, lançado pela editora Seguinte em agosto desse ano. Essa leitura marca meu primeiro contato com a autora que faz muito sucesso lá fora, embora ainda seja pouco conhecida aqui – pelo menos até então. 


Antes de tudo gostaria de dizer que estou apaixonado pela narrativa da Sarah Dessen - a maior autora norte-americana do gênero YA. Ela tem uma escrita leve, fácil de ser compreendida e que dá conta de prender o leitor já nos primeiros diálogos dentro da história.

Sydney só queria ser ‘vista’ pelos pais, no entanto a convivência entre eles tornara-se mais difícil desde que seu irmão mais velho, Peyton, fora preso, depois de atropelar um garoto, que por conta do acidente ficou paraplégico. Ela parecia ser a única que responsabilizava o irmão pelo acontecido, já que os pais só queriam encontrar uma maneira de colocar o filho como vítima. Então, para fugir da bagunça dos dias após a prisão de Peyton, Sydney decide que quer mudar de colégio para não escutar os comentários e olhares maldosos das pessoas que já conhecem ela e o irmão. Após o primeiro dia de aula decide entrar numa pizzaria onde conhece Layla, a filha do dono do restaurante, e logo se tornam amigas. Logo Sydney se vê contando à garota segredos que até então ninguém sabia e à medida que os encontros delas foram se tornando frequentes, ela começa a descobrir novos prazeres e passou entender que precisa parar de observar sua vida de longe e agir.

 Os Bons Segredos é um livro que apesar de abordar temas profundos consegue transmitir sua mensagem de maneira leve, mas impactante. Os personagens são muito "familiares", pessoas do nosso cotidiano que podemos encontrar a qualquer momento na rua ou como um novo aluno da faculdade ou escola na escola, e as situações nas quais estão envolvidos são tão corriqueiras que tornam a história real, sem retoques, sem maquiagem, e acredito que essa é uma das coisas que prende o leitor até o fim.

Outro ponto que faz com que a leitura seja fluida é a narrativa da autora que, como já disse é muito agradável. Os diálogos e situações que parecem não ter importância alguma, em algum momento preenche uma lacuna e mostra ao leitor que havia um motivo para estar ali.

Mesmo assim senti falta de algo mais na personagem principal. Apesar de ter gostado dela, durante a leitura esperei uma mudança gradativa e grandes ações da Sydney e não encontrei. Fiquei apreensivo e nervoso. Não há um momento sequer em que a garota faça valer sua voz, seu desejo; não há um momento em que ela seja capaz de dizer o que pensa. Ao contrário, ela abaixa a cabeça para tudo e isso me irritou profundamente. Acredito que a personalidade dela poderia ser mais bem explorada e ter um pouco de ‘revoltz’ na vida, combinaria com as situações e faria com que suas reclamações fizessem sentido. Eu me pergunto: como alguém pode reclamar tanto e não fazer absolutamente nada para mudar a situação?  

Já Layla me conquistou com sua graça e atitude. Ela vive com os pais, os Chathan, e toma conta da pizzaria junto ao irmão, Mac, que vai ter um papel importante na vida da Sydney, mas que às vezes parece fazer apenas uma participação especial na história. Embora as coisas entre os dois (Sydney e ele) tenham acontecido de maneira gradativa – e isso pra mim é positivo -, Mac foi pouco explorado quando poderia fazer mais na história.

Na trama temos outros personagens de fundo que faz com que ela se desenrole, mas autora pecou em não desenvolver acontecimentos (infelizmente não posso citá-los aqui porque seria spoiler), que dariam ação à narrativa e poderia marcar alguma evolução da Sydney. No entanto, parece que a autora quis amenizar os assuntos polêmicos, maquiando tais acontecimentos, que acabou deixando a desejar.

De modo geral eu gostei do que li. Apesar dos pontos negativos é uma leitura agradável e apaixonante, que faz o leitor repensar situações e pré-julgamentos que estamos acostumados a fazer, de alguma forma, todos os dias, sem maiores apelos. Mesmo diante das faltas que apontei na história, a mensagem que ela passa desde a capa – quando o cavalo se solta do que o prende e corre para longe – até a interrogação que deixa na última página do livro faz com que a leitura valha a pena.

Quem já leu me contem o que acharam, adoro trocar figurinhas. E quem ainda não leu está esperando o que mesmo?



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Bjux do Diih♥.
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