“Para ler e
assistir”
#Resenha
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É
fato que todo mundo – se não a maioria das pessoas - já leu ou, no mínimo,
ouviu falar no livro “A culpa é das estrelas”, do autor John Green. A história
(ou seria estória?) de Hazel Grace e Augustus Waters, dois adolescentes que se
conhecem num grupo de apoio para crianças com câncer, agora, além das páginas
do livro, pode ser conferida nos telões de cinema.
Depois
que a personagem Hazel passa a fazer parte do grupo de apoio para pessoas com
câncer, a garota conhece o encantador Augustus, mais conhecido como Gus, e
passa a ir além dos limites de tudo o que o câncer provavelmente tornaria
limitado a eles. Com personagens engraçados, cheios de vontade de viver e
aproveitar o curto ‘infinito’ que a doença impõe, o leitor vai encontrar, em
algumas páginas, uma narrativa complicada – é interessante ler com atenção! –
mas que merece uma leitura detalhada pela riqueza que carrega em suas
entrelinhas.
Agora
se você leu o livro e imaginou cada detalhe dos personagens envolvidos na
trama, poderá comparar o desenho que criou de Hazel e Gus, projetados nos
atores Shailene Woodley (Hazel Lancaster) e Ansel
Elgort (Augusto Waters), na adaptação de ‘A culpa é das estrelas’ nos telões de
todo o país – e MUNDO, claro! O longa-metragem estreou no dia 05 de junho de
2014 e ainda emociona os telespectadores que lotam as salas de cinemas de todo
o Brasil. Foi a adaptação que mais se aproximou de uma obra original nos
últimos anos.
Ainda que haja cenas que tornam o
filme um pouco cansativo, não é o suficiente para dizer que não é bom. Porque
É! A interpretação dos atores merece palmas. Eles foram fiéis à
personalidade de seus personagens até o fim: a graça, o sarcasmo e o humor do
Gus muito bem representado por Ansel; a inteligência, a maneira racional com
que Hazel vê as coisas, o discurso também inteligente e cheio de verdade da
personagem foi muito bem exposto por Shailene.
Quem assistiu ao filme UMA PROVA DE AMOR,
estrelado por Cameron Dias e Abigail Breslin, como
personagens principais, em 2009, poderá fazer comparações com ACED (A
culpa é das estrelas, sigla dada pelos leitores ao livro). Ambos
tem a temática do câncer, uma das protagonistas do filme tem câncer desde
muito nova e ambas vivem uma belíssima história de amor. Mais semelhanças não podem ser
citadas porque isso vai gerar 'spoilers'.
A
minha indicação para a leitura do livro e para que vocês assistam ao filme
(aconselho a ordem LIVRO - FILME) é CLARA! Você aprenderá a levar os problemas
da vida e encará-la como aquele velho clichê ‘CarpeDiem’. Afinal, existem
vários infinitos e ‘alguns infinitos são maiores que outros.’ O.K?!
“Não sou formada em matemática, mas sei de uma coisa:
existe uma quantidade infinita de números entre 0 e 1. Tem o 0,1 e o 0,12 e o
0,112 e uma infinidade de outros. Obviamente, existe um conjunto ainda maior
entre o 0 e o 2, ou entre o 0 e o 1 milhão. Alguns infinitos são maiores que
outros… Há dias, muitos deles, em que fico zangada com o tamanho do meu
conjunto ilimitado. Eu queria mais números do que provavelmente vou ter.” (Hazel Grace)
Título
Original: The Fault In our stars
Ano: 2012/2014
2014 © Diego França


