Feliz dia para você, leitor que assim como eu nutre um amor inexplicável por Paris, sendo esse o motivo inicial para o meu desejo de ler o livro A Livraria Mágica de Paris


O livro de Nina George foi lançado no ano passado pela Editora Record, e a história apresenta o Sr. Jean Pardu, livreiro parisiense, que sabe perfeitamente como amenizar o sofrimento da alma de seus clientes com o livro certo para cada uma deles. No seu "barco-livraria" chamado de "a farmácia literatura", Pardu vende seus livros como se fossem remédios. Mas uma desilusão no seu passado o fez sofrer por todo esse tempo . A bela e reservada Manon o deixou enquanto Pardu dormia. A mulher foi embora deixando somente uma carta e nada mais. Mesmo assim, ainda sem forças e coragem para seguir adiante, o livreiro em tempo algum se viu impulsionado a ler as palavras que estavam escritas no papel, que ainda tinha o perfume de sua amada. Anos se passaram e só então a carta finalmente é lida e é a partir daí que novos acontecimentos mudam para sempre a vida do simpático homem. 

Soube que gostaria de ler A Livraria Mágica de Paris no mochilão da Record do ano passado e logo de cara me vi empolgado para ler a história: primeiro pelo título que me diz que o palco da história é Paris, () depois pela sinopse e premissa. Meu desejo foi aguçado e minhas expectativas foram alcançadas já que o livro não me decepcionou, muito pelo contrário, me deixou com vontade de mais. 

A ligação do personagem Pardu com os livros sempre foi muito forte, por isso tem um barco-livraria, às margens do rio Sena, em Paris. O homem gostava de vender seus livros como se fossem remédios para curar a alma triste das pessoas. Seus clientes eram classificados em: 
Os clientes que eram como sopro de ar fresco no sufoco do dia (seus clientes preferidos);
Os clientes que compravam cartões postais, livrinhos e miniaturas dentro de potinhos;
Os clientes que se consideravam Reis e Rainhas (apesar de não serem).

Pardu nunca errou: as palavras acalmavam as pessoas e o que elas estavam sentindo. Ele dava às pessoas o que elas precisavam, mas o mais irônico disso é que apesar de enaltecer as palavras elas nunca ajudaram na cura de sua dor. Como diria Pardu: "memórias são como lobos"

Desde o dia em que Manon o abandonou, Pardu se fechou e tornou-se uma pessoa triste, amargurada e perdeu a esperança de uma vida bela. Tanto que aos cinquenta anos ainda não conseguiu mudar seu modo de ver o futuro sem ser descrente, reservado e taciturno. Porém, tudo mudou quando o homem finalmente leu a carta que por tanto tempo evitou, uma simples carta que o prendeu no seu passado por tanto tempo. 

Com o desenrolar dos fatos, Jean Pardu decide viajar com seu novo amigo, o escritor Max Jordan, que por motivos pessoais está com bloqueio criativo. A bordo de seu barco Pardu e Max seguem viagem para viver novas aventuras. Eles buscam respostas para seus questionamentos e a cura para a alma. Essa viagem também fortalece muito a amizade dos dois. 

A problemática do livro é justamente o que nos prende e nos faz questionar: como pode um ser tão entendido em amenizar e curar as dores alheias com seus livros não conseguir livrar-se da dor que há tanto tempo machuca o próprio coração? Contudo, aqui está a magia da história. O fato de Pardu não livrar-se dessa dor faz com que ele seja essa pessoa tão obstinada e observadora, fazendo seu trabalho com tanto afinco. O personagem causa sobre as pessoas um efeito positivo. Quem lê sua história de vida baseia-se num amor tão intenso, por ora não correspondido. A Livraria Mágica de Paris tem realmente um enredo cativante, à medida que o leitor vai lendo a história descobre as razões pelas quais eu digo o quanto é uma história cheia de beleza.

A aproximação entre o protagonista e Max, seu amigo, se dá de um jeito simples, sincero e emocionante, deixando o leitor totalmente envolvido com as experiências dos dois. Nesse tempo, o aparecimento do cozinheiro italiano, Cunio, deixa o enredo ainda mais empolgante, no entanto não vou correr o risco de comentar mais sobre isso para não gerar spoiler. A viagem e seus encontros inesperados fazem com que Pardu reviva sensações que há muito não sentia. O homem se permitiu viver e tentar coisas novas, além de experimentar coisas que jamais sentira antes. 

A livraria mágica de Paris nos leva numa viagem sensacional, nos mostra belas paisagens e nos faz refletir a partir das experiências dos personagens. Uma excelente história, que nos apresenta uma narrativa fácil e consequentemente gostosa de ser lida. Vale a pena viajar nesse barco-livraria. Faça uma ótima viagem! ♡

XOXO, ♥

3 comentários:

  1. Oi, Di!
    Eu não sabia muito do livro. Sua resenha está tão maravilhosa e dá pra perceber que o livro realmente te encantou. Vou dar uma chance.
    Beijos
    Balaio de Babados
    Sorteio Dois Anos de Família Hallinson
    Sorteio Três Anos do blog A Colecionadora de Histórias

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  2. Oi Diih
    Eu já tinha vontade de ler este livro, mas sua resenha me deixou mais curiosa, tbm gosto deste pano de fundo Paris, parece ótimo.

    Bjs
    http://diariodeincentivoaleitura.blogspot.com.br/

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  3. Oi Diih,
    Adorei a dica de hoje, confesso que eu sempre namoro a capa e sinopse, mas não tinha coragem de comprar a obra, rs. Até agora!
    Beijos
    https://estante-da-ale.blogspot.com.br/

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