Olá, pípol!

Feliz segunda para você que não vai fazer nada hoje e para você também que vai trabalhar ou assim como eu passar um dia inteirinho na faculdade. Porque a folga de vinte dias acabou, acho que já contei a vocês. Mas voltando ao que realmente interessa, hoje vou "falar" de  Magônia, primeiro livro de uma trilogia da autora Maria Dahvana Headley, lançado esse ano pela Galera Record.

A vida de Aza Ray está limitada por prazos que ela luta para ultrapassar. Sofrendo de uma doença rara que leva o seu nome, a garota cuja história feita de hospitais está há poucos dias de completar dezesseis anos, o que seria comum se não fosse esse o prazo que os médicos haviam lhe dado. Como se já não bastasse o medicamento que ela toma provavelmente está lhe causando efeitos colaterais, como alucinações. Vendo navios no céu e pássaros agindo estranhamente, Aza tenta levar isso para o lado racional e manter sob controle, é assim que ela é. Seu melhor amigo Jason, por quem ela começa a ter um sentimento mais profundo, tenta ajudá-la com suas dúvidas, pois ambos são estranhamente parecidos. Mas a vida que Aza costuma levar é interrompida bruscamente cinco dias antes do seu aniversário e ela é levada para Magônia, o mundo que existe acima das nuvens, de navios flutuantes e baleias-tempestade. A garota não consegue se desligar do que deixou na terra e não quer aceitar a missão para qual fora destinada, enquanto Jason não consegue acreditar que sua amiga se foi. E ele tem razões para isso. 

O livro começa nos apresentando Aza Ray Boyle, seu ponto de vista e principalmente a forma como ela convive com sua saúde frágil. Aza sofre de um mal tão raro, que este foi batizado com seu próprio nome, a "Síndrome de Azaray", já que nenhum médico conseguiu descobrir do que se tratava. E esse não é mais um "A Culpa é das estrelas". A narrativa é uma aventura dentro de uma mitologia interessante e curiosa e a doença de Aza é apenas um dos assuntos dos quais o livro trata. E falando em ACEDE, devoo dizer que além da família que a apoia, Aza conta com um amigo (seu melhor e único amigo) Jason, que, de acordo com seus relatos, é o único que não a trata como se ela tivesse uma sentença de morte sobre si (ainda que ela realmente tenha). Jason também tem seu ponto de vista no livro, é inteligente, promissor, tem manias estranhas e é criado por duas mães. A forma natural e bem balanceada que a autora aborda isso me cativou. Apesar do livro ser focado no assunto principal (a condição de vida de Aza) em certos momentos você entende como a história da família de Jason foi bem construída.



Cinco dias antes de completar 16 anos e vencer mais uma estimativa médica, Aza Ray passa por uma confusa situação (muito bem escrita, na minha opinião. Um dos momentos onde a autora conseguiu passar com excelência um ponto de emoção do livro), onde se vê separada de todos os que ama e do mundo que conhece. E é aí que conhecemos a verdadeira Magônia.

Acima das nuvens existe uma terra mágica de navios voadores, onde Aza não é mais a frágil garota enferma. Em Magônia, ela não só pode respirar como cantar. Suas canções têm poderes transformadores e, por intermédio delas, Aza pode mudar o mundo abaixo das nuvens.

Preciso dizer que a transição entre os dois momentos-chave do livro é feita de forma bem leve, em alguns momentos, ao contrário da introdução, que é um tanto maçante. Inicialmente a história com todos os seus detalhes é um tanto difícil de aturar. Mas é possível abstrair isso já que esse é um fato recorrente quando falamos do primeiro livro de uma trilogia, salvo raríssimas exceções. É bom falar também sobre a vida de Aza após essa transformação, pois ela está destinada a fazer algo grandioso (clichê?). A grande questão é que ela não se sente parte disso e não sabe se quer participar da missão a qual foi destinada nem se pode confiar em todos ao seu redor. Ao mesmo tempo ela precisa aprender a conviver com Dai, que foi incumbido de lhe treinar, mas ambos não conseguem se entender. Aza não consegue esquecer da sua família e de Jason (como esquecer de Jason, não é?). Aliás, ele também não esqueceu dela, e enquanto ela está com seus dilemas aéreos ele está utilizando todos os seus contatos e meios (lícitos ou não) para encontrá-la.

Após a leitura, a visão que tive desse livro é que falta algo. Falta algo nas explicações do mundo mágico, onde, às vezes, a informação só é jogada para nós e as coisas “acontecem porque simplesmente acontecem”. Falta algo na personalidade dos personagens também. As características mudam de forma não natural e quase podemos dividir essas personalidades em dois momentos que nada tem a ver com o fato da transformação de ambiente.


Magônia é um livro que começa devagar demais, torna-se interessante, como se tivesse um surto de adrenalina. Em seguida as coisas começam a acontecer muito rápido e então o livro vai esfriando demais no final. Não é um "grande acontecimento", não diria ser uma história marcante. Vamos aguardar a sequência, intitulada Aerie,  para ver se os personagens vão se desenvolver melhor nesta continuação e a história ganhe uma qualidade que faça dela marcante. 

XOXO,
Diih

11 comentários:

  1. Primeira resenha que leio desse livro. Não sabia que ele tratava desses assuntos, mas me chamou atenção. A única coisa que talvez me incomodaria é a história começar bem devagar, apenas.

    Beijos. | * Blog PS Amo Leitura *

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  2. OI, Diego!

    Eu assisti um vídeo no youtube, falando sobre esse livro. A pessoa que fazia a resenha dizia que não gostou do desenrolar da história que acontecia de forma muito massante, mas eu me interessei pela leitura!
    Obrigada por compartilhar suas impressões sobre o livro. Seu blog é muito organizado, sempre venho ver suas resenhas, ainda que não interaja muito!
    Abração,

    Drica.

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  3. O problema de escrever sobre um mundo novo é que o autor tem que saber dominá-lo, pra poder explicar sem deixar lacunas. Acho livros que retratam doenças super interessantes, e costumo ler bastante o gênero, então só de saber que a protagonista possui algo raro já me deixou curiosa pra compreender melhor pelo que ela estava passando, e a junção com fantasia deve proporcionar um clima diferente à história, saindo um pouco daquele ambiente pesado pra intercalar com um pouco de alegria, não? Quero muito ler depois da sua resenha!

    xx Carol
    http://caverna-literaria.blogspot.com.br/

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  4. Olá, sua resenha me deixou curiosa, mesmo com os pontos negativos, acho que esse livro é a minha cara haha
    Que pena que acabou suas férias...
    Beijos ❤
    JP

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  5. Gostei muito da sua opinião
    E ja quero muito ler este livro
    Parabéns pelo post
    Bjinhos
    naosouapenaslouca.blogspot.com

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  6. Olá lindona,
    gostei da sua resenha, ficou bem detalhada. Mas, depois que li que não foi aquele livro que mexeu demais com você eu estou passando essa dica, pelo menos nesse momento da minha vida.
    Beijocas.

    meumundosecreto

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  7. Oi Diih
    Nunca me interessei por este livro, não sei se é esta capa ou o quê. Sua resenha me despertou uma certa curiosidade, mas ainda sim não sei se o leria. Adorei sua resenha e saber sua opinião.

    Beijinhos
    http://diariodeincentivoaleitura.blogspot.com.br/

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  8. Já quero ler só de imaginar tudo isso.

    bjokas =)

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  9. Ei, Diego! Não conhecia esse livro, a história parece ser bem diferente! A premissa é super interessante, já consigo imaginar que a "doença" da Ada tem a ver com ela ser especial e ter que viver lá em cima :)
    E quanto às explicações que faltam no livro, acredito que a continuação comece a explicar tudinho!

    Um beijo! ♥
    www.daniquedisse.com.br

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  10. Oiii Diego!

    Depois da resenha vou ficar esperando que publiquem o segundo pra conhecer a opinião de vcs, vamos ver se o livro melhora porque achei bem frustrante esses altos e baixos e as faltas de informações, a premissa é até legal, a capa é linda, mas por enquanto não esta nas minhas prioridades. Esperemos que a segunda parte surpreenda.

    Beijos

    unbloglitteraire.blogspot.com.ar

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  11. Oi Diego, primeiro estava doida para ler esse livro e não sabia que era uma trilogia #chocada, que pena que o livro mundo de velocidade assim, no final que precisamos daquele "bum" e precisamos de algo muito bom ou às vezes muito ruim para o livro nos marcar...enfim...
    Beijos

    Divagando Palavras
    www.divagandopalavras.com

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