A procura


Sobe ladeiras e sua
Como quem se sente cansada
De uma eterna procura,
Uma procura desenfreada.

Para em qualquer ponto da cidade
Cheia de graça, timidez e vontade.
Perfume exalando com permissão do vento
Cabelos soltos, contentamento.

Está sozinha, não crê em nada
Que não seja na vontade que sente,
Na garota que sonha em ser amada.
E Se perde pelo grande mundo
Tentando vaga em um olhar
Que não se sabe o que quer e se quer ficar.

Coitada da garota
Que dançava na chuva e sonhava acordada;
Que meditava os seus sonhos caindo em buracos incertos
E lugares tão cheios de nada.
- Por onde andas agora, menina desvairada?
Não se perca em olhos estranhos
Ou nas luzes de uma faixada qualquer.

© Diego França 2012 *

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