Estou andando pela cidade. Olhar atento e fixo aos movimentos. Na praça muito verde, muitos bancos, muitas pessoas. Está ventando. A brisa me toca tão leve que fecho os  olhos para sentir.

               Vejo uma criança. Um garoto correndo no espaço, assustando pássaros, gritando… Ela acaba de cair no chão e de seus olhos lágrimas, que são tomadas pelo abraço da mãe que o leva para perto do pai. O menino, não mais indeciso e agora ainda mais forte, levanta-se do banco e volta a correr pisando nos pés de quem passava, para pegar uma bola que mal cabia em suas mãos. Lá vai ele tão inocente…
              O tempo está passando depressa, começa a escurecer e eu nem percebo. De mãos dadas com os pais, o garoto segue em passos curtos e está sorridente, mas só agora eu abri os meus olhos. Já não é mais um segredo; Esse menino sou eu, numa sonhada e doce infância. Um passado idealizado no presente.

     
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2 comentários:

  1. Muito bom.
    Queria ter esse talento ! parabens

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  2. Muito bom seu blog, Diego, você manda muito bem nas letras, textos e poesias! Parabéns! Abs.

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